2 de jul de 2017

  • Sociedade deve continuar mobilizada pela Lava Jato, diz Dallagnol

    Para o coordenador da operação, é necessário modificar a forma de se fazer política e acabar com a impunidade no país


    O procurador da República do Ministério Público Federal no Paraná Deltan Dallagnol, coordenador da operação Lava Jato, reafirmou hoje (30) que a sociedade precisa continuar mobilizada em defesa da operação.
    De acordo com Deltan Dallagnol, não é preciso apenas “retirar as maçãs podres do cesto”, mas modificar a forma de se fazer política e acabar com a impunidade, que, na visão dele, motiva empresários e agentes públicos a apostarem nos crimes de corrupção.
    “Temos que mudar as condições de temperatura, pressão e umidade que fazem as maçãs apodrecerem”, ressaltou.
    Para o procurador, somente a pressão da sociedade fará com que os políticos aprovem medidas que permitam o combate à corrupção.
    Disse, no entanto, que caso isso não ocorra, é preciso que a população escolha novos representantes.
    “Se quem está lá não vai mudar, temos que mudar quem está lá”, disse, acrescentando que as pessoas não devem se deixar levar pelo cinismo e pela desesperança.
    Dallagnol disse que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmando as delações da JBS, deu mais segurança para que grandes operações de combate à corrupção ocorram.
    Na opinião do procurador, quanto mais segurança e previsibilidade os acordos de delação tiverem, mais interessados os investigados estarão em assiná-los.
    Ao comentar a indicação da procuradora da República Raquel Dodge para suceder Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, disse que o presidente Michel Temer respeitou a lista tríplice dos mais votados por procuradores de todo o país, “o que preserva o ethos da instituição.
    Dallagnol acrescentou que Raquel Dodge tem a confiança de grande parte dos procuradores.
    Deltan Dallagnol fez palestra nesta sexta-feira (30) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, durante a reunião do Fórum Permanente de Segurança Pública e Execução Penal da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.


  • 0 comentários:

    Postar um comentário

    Art. 5°, CF

    VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

    Copyright @ 2014 Descobrindo as Verdades.