12 de jul de 2017

  • Relator na Câmara aceitou denúncia contra Michel Temer.

    Segundo Sérgio Zveiter, existem elementos suficientes para que a Câmara acate denúncia contra o presidente. Relatório ainda será votado pelos deputados


     Relator da denúncia contra Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) deu agora há pouco parecer favorável pela aceitação do processo na Casa. O relatório será colocado em votação pelos demais deputados nesta segunda, mas deve ser apreciado apenas na quarta-feira.
    Derrubando tese de governistas, o deputado votou pela existência de elementos para aceitação da denúncia por crime de corrupção passiva, feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), contra o presidente. "Por ora, o que temos são indícios de autoria que ao meu sentir, ensejam o deferimento da autorização", disse o relator.
    Após ser apresentado, o relatório será colocado em votação na CCJ. A expectativa, no entanto, é que haja pedido de vista e que a apreciação do voto ocorra apenas na próxima quarta-feira, 12.
    Caso os deputados acatem ao parecer do parlamentar, a aceitação da denúncia ainda passará pelo plenário da Casa. A conclusão do voto de Zveiter provocou uma série de protestos na CCJ, com diversos deputados da base questionando o rito de votação do relatório.
    Defesa de Temer
    Responsável pela defesa de Michel Temer, o advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira contestou relatório, afirmando que não existem provas de envolvimento do presidente em crimes denunciados pela PGR. "É mentira que o presidente da República tenha recebido um vintém sequer dessas empresas (...) isso está no relatório, e é mentira", disse.
    A denúncia contra o presidente da República foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a acusação está baseada nas investigações iniciadas com o acordo de delação premiada de executivos da JBS. O áudio de uma conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa, com o presidente, em março, no Palácio do Jaburu, é uma das provas usadas no processo.

    Redação O POVO Online
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