2 de jul de 2017

  • Mais da metade da Câmara de Itarema-CE vai para a cadeia, por contratação de “fantasmas”

    Dos 13 vereadores, oito tiveram prisão preventiva decretada. Um esquema fazia contratação de funcionários fantasmas

    Por Tribuna do Ceará em Política

    28 de junho de 2017 às 11:15


    camara-itarema
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    Vereadores de Itarema são investigados (FOTO: Reprodução blog CN Online Acarau)
    A Justiça do Ceará decretou a prisão de oito vereadores, na manhã desta quarta-feira (28). Todos os 13 parlamentares eram investigados, mas cinco não tiveram envolvimento criminoso comprovado. A ação é resultado da deflagração do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).
    A 2ª fase da “Operação Fantasma” investiga os crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e peculato na Câmara Municipal de Itarema, a 220 quilômetros de Fortaleza.
    Com o apoio de equipes da Polícia Civil e da Coordenadoria de Operações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, 32 de condução coercitiva e nove de prisão preventiva, sendo oito dos vereadores: João Vildes da Silveira, Magno César Gomes Vasconcelos, Leandro Oliveira Couto, José Ubideci dos Santos Santana, João Gomes da Costa, Daniela Souza de Matos, Roberto Diniz Costa, José Everardo Marques Alves, e também da diretora de Recursos Humanos da Câmara dos Vereadores, Maria José Carneiro Rios.
    Além das prisões, foi decretado pela Justiça de Itarema o afastamento de nove vereadores e da diretora, além de outros servidores da Casa Legislativa Municipal.
    A investigação teve início após denúncias de uma pessoa que se sentiu prejudicada por não conseguir receber benefício previdenciário em razão de um suposto vínculo com a Câmara, até então desconhecido pela vítima. Iniciou-se então a investigação da contratação de servidores fantasma pela Câmara Municipal.
    Como resultado das investigações iniciais, a Justiça já havia decretado busca e apreensão de documentos, como livros de pontos, que comprovaram que várias pessoas haviam sido contratadas pela Câmara Municipal e recebiam salários sem comparecer ao prédio do legislativo municipal.
    Enquanto uns eram obrigados a repassar parte de seus vencimentos aos vereadores, outros prestavam serviços sem nenhum vínculo formal com a Câmara, geralmente para mascarar a existência de nepotismo (contratação de parentes). Estes últimos recebiam os vencimentos em espécie e diretamente das mãos de representantes legislativos na própria Câmara dos Vereadores.
    Além dos promotores de Justiça de Itarema e do Gaeco compuseram as equipes de investigação os membros do MPCE de Cruz e de Morrinhos. Os membros do Ministério Público Estadual ouvirão os suspeitos conduzidos coercitivamente durante todo o dia e estima-se que as denúncias contra os investigados sejam apresentadas à Justiça nos próximos dias, tão logo seja examinado o material apreendido. A 1ª fase da “Operação Fantasma” aconteceu em abril de 2017.
    http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/politica/mais-da-metade-da-camara-de-itarema-vai-para-a-cadeia-por-contratacao-de-fantasmas/

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