23 de jun de 2017

  • Palestras de Dallagnol arrecadam R$ 200 mil para construção de hospital de crianças com câncer

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    O coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, procurador Deltan Dallagnol, recebeu R$ 219 mil por 12 palestras no ano passado e  informou que doou o dinheiro para a construção de um hospital voltado para crianças com câncer.
    “Foram dadas – segundo informações do próprio hospital que recebe os recursos,  12 palestras, que somaram R$ 219 mil. As destinações foram feitas diretamente pelas entidades para a construção do hospital infantil”, declarou o procurador.  Ele destacou ainda que a doação foi uma “decisão pessoal”.
    Em sua página no Facebook ele informou: “Realizei palestras em grandes eventos em 2016 e o valor, nos casos em que houve pagamento, foi INTEGRALMENTE destinado para a construção do hospital oncopediátrico Erasto Gaertner, uma entidade filantrópica que contribuirá com o tratamento de câncer em crianças de vários locais do país.”
    O procurador também detalhou os dispositivos legais que permitem a realização de palestras e disse que a “atividade de palestras é reconhecida como atividade docente pela Resolução 34, de 2007, do Conselho Nacional de Justiça”. Citou também a “resolução do CNMP 73, de 2011, que trata das aulas”.
    Na quarta-feira (21), a Corregedoria Nacional do Ministério Público instaurou um procedimento para investigar a comercialização de palestras pelo procurador, a pedido dos deputados petistas Wadih Damous (RJ) e Paulo Pimenta (RS).
    Dallagnol informou que a instauração de um procedimento de investigação é de praxe e negou qualquer tipo de irregularidade. “Toda vez que chega qualquer ofício ao CNMP por procedimento padrão eles instauram um procedimento [de investigação]. Eles vão me escutar e certamente vão arquivar porque esse pedido não tem qualquer perspectiva de êxito”.
    Especialista
    Procurador da República desde 2002, Dallagnol dá palestras e leciona sobre o assunto desde 2006. Ele é formado em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fez mestrado na escola de direito de Harvard, nos EUA, onde defendeu tese aprovada “com honras”.
    Ao ingressar no MPF com 22 anos, se tornou o segundo procurador mais jovem a ser admitido no órgão. No mesmo ano, foi aprovado em segundo lugar em concurso para juiz substituto no Paraná, e em primeiro lugar em concurso para promotor de Justiça.
    No currículo, constam ainda mais de 200 horas de cursos sobre lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, técnicas de denúncia, dentre outros.
    Ele coordena a força-tarefa responsável pelos casos de primeira instância da operação Lava Jato, grupo composto por 11 procuradores, que denunciou 239 pessoas, entre elas os maiores empreiteiros do país, e provoca pânico na classe política.

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