16 de jun de 2017

  • Campanha liberal-conservadora para 2018 deveria atacar elite empresarial que mama no estado


    Campanha liberal-conservadora para 2018 deveria atacar elite empresarial que mama no estado
    As últimas movimentações do jogo político estão dadas. Em 2018, a plataforma principal irá tratar a questão da corrupção, deixando os demais assuntos para trás.
    Teremos o PT lutando para retornar ao poder (com poucas chances) e o Novo PT (liderado pela Rede e outros partidos de extrema-esquerda) fazendo uso de uma elite jurídica para reviver a campanha de Lula em 2002, sob a bandeira da ética. Para piorar, o Novo PT deve cooptar vários eleitores da direita.
    Por exemplo, veja uma enquete do grupo “Eu sou de direita e não sabia”, mostrando que abaixo de Jair Bolsonaro temos Joaquim Barbosa em segundo lugar:
    Diante deste cenário, o que restaria para uma candidatura de direita em termos de discurso?
    No caso específico da questão da corrupção será preciso mostrar como uma elite de empresários – composta por empresas como Odebrecht e JBS, dentre outras – se aproveitam do estado para destruir a concorrência.
    Com isso, será preciso apontar a causa da corrupção, que está no uso do estado para violar qualquer regra de livre mercado. O resultado do sistema atual é a cleptocracia. Se este sistema passou batido por décadas nas mãos de aves de rapina, se tornou insustentável com a chegada do PT ao poder, pois o partido tinha um projeto totalitário que dependia do saqueamento de estatais para ir à frente.
    Podemos ter a certeza de que se empresas como a Vale e as teles não tivessem sido privatizadas, o PT teria conseguido nos transformar numa ditadura nos moldes venezuelanos principalmente com base na corrupção obtida a partir das estatais.
    Um dado assustador é que o atual discurso “contra a corrupção” fala em punição de responsáveis mas ignora a estatização mórbida. Podemos até suspeitar de que muita gente que está “lutando contra a corrupção” participará de projetos de poder para ocupar espaço em estatais como Pebrobrás, Correios e BNDES para dar sequência ao ciclo de corrupção endêmica. Claro que os novos mamadores de tetas buscarão formar diferentes de praticar a corrupção, com mais sofisticação. Provavelmente garantirão o saqueamento estatal por meio de leis combinadas com os lobistas certos.
    É aí que surge a oportunidade para um verdadeiro discurso liberal-conservador, que coloque em xeque o discurso que finge lutar contra a corrupção mas não aborda a questão do excesso de empresas estatais em funções que poderiam ser atendidas pela iniciativa privada.
    O discurso não pode ser focado na “eficiência” (que o povo nem entende), mas no fim da injustiça de dar o estado para alguns poucos saquearem e destruírem a vida do povo. O estado deve tratar daqui que interessa ao povo: saúde, segurança e educação.
    Atividades como exploração petrolífera e serviços postais – além de serviços bancários – não devem apenas ser de exclusividade do setor privado. Mais do que isso: devem ser tiradas das mãos dos sanguessugas.

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