22 de mai de 2017

  • Situação se complica: PF diz que só entrou no caso Temer 33 dias depois da gravação do delator



    A Polícia Federal divulgou uma nota no final da noite deste domingo, 21, para esclarecer dúvidas sobre a realização da perícia nos áudios entregues pela Holding J&F – dona da JBS – à Procuradoria-geral da República. Na nota, a PF explica não ter participado das negociações da delação dos executivos da J&F, esclarece que não gravou o áudio da conversa entre o presidente Michel Temer e Joesley Batista e informa que iniciou a ação controlada autorizada pelo ministro Edson Fachin apenas 33 dias depois da gravação do áudio alvo da perícia.
    Os áudios chegaram hoje ao Instituto Nacional de Criminalística, mas o gravador não foi enviado. A PF informa na nota que oficiou à PGR um pedido para que o gravador seja apresentado. Não há previsão para a conclusão da perícia.
    ÍNTEGRA DA NOTA DA PF:
    Diante das dúvidas apresentadas por colegas da imprensa, seguem algumas observações:
    – A PF não participou das negociações da delação. Também não participou do processo de captação da conversa gravada;
    – A partir do dia 10/04, com a respectiva autorização de ação controlada, a PF iniciou participação no caso, o que NÃO inclui a gravação ora questionada;
    – Somente hoje, 21/05, por determinação do ministro Edson Fachin, do STF, a PF teve acesso aos áudios para realização de perícia;
    – A PF NÃO recebeu o equipamento que realizou a gravação da conversa. Por isso, oficiou a PGR hoje (21/05) para que o gravador fosse apresentado ou para que o colaborador fosse instado a apresentá-lo;
    – Sobre as dúvidas a respeito dos quesitos, esclareço que se tratam apenas de perguntas, questionamentos, sobre aspectos técnicos do áudio. Assim, ao contrário do que alguns consideram, quesitos não se tratam de críticas. Exemplificando, são apresentadas perguntas, tais como (NÃO SÃO PROPRIAMENTE AS PERGUNTAS, APENAS EXEMPLOS): “qual o tempo da gravação?”, “quantos interlocutores?”, “é possível identificar os interlocutores?”, “houve edição nos áudios ou eles se encontram íntegros?”, etc
    – Sobre o número de quesitos apresentados pelas partes e os respectivos conteúdos, a PGR e a defesa do Presidente devem ser procuradas.
    A matéria é do Estadão.
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