22 de mai de 2017

  • JBS ajudou a eleger 16 dos 27 governadores

    Em termos proporcionais, foram 60% dos vitoriosos nas eleições de 2014



    A eleição dos 16 governadores custou R$ 47,3 milhões à JBSReuters



    Um dos documentos da delação dos executivos da JBS mostra que o grupo empresarial contribuiu para a eleição de 16 dos 27 governadores empossados em 2015. Em termos proporcionais, foram 60% dos vitoriosos nas eleições de 2014.
    A lista dos governantes que o JBS considera seus aliados aparece em uma nota manuscrita entregue pelo executivo Ricardo Saud. No mesmo pacote de documentos há uma relação de candidatos financiados em 2014, com os respectivos valores recebidos.
    O cruzamento das duas listas mostra que, dos governadores eleitos, o PSDB lidera o ranking de valores recebidos, com R$ 15 milhões. A seguir vêm PT (R$ 13,3 milhões), PSD (R$ 11,3 milhões) e PMDB (6,6 milhões). A eleição dos 16 governadores custou R$ 47,3 milhões à JBS.
    Entenda a crise deflagrada por Joesley Batista
    Na quarta-feira (17) a noite, através de sua página na internet de internet, o jornal O Globo denunciou que diálogos gravados em 7 de março deste ano pelo empresário Joesley Batista com Michel Temer mostrariam que o presidente deu aval a uma suposta compra de silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com a divulgação dos áudios o episódio não fica claro.
    Ao lado do irmão Wesley, Batista é proprietário do frigorífico JBS, dono da marca Friboi e maior doador de campanhas em 2014, repassando ao todo R$ 391 milhões que apoiaram a vitória da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer, além de seis governadores e 164 deputados federais naquele ano.

    As gravações levaram ao pedido de abertura de inquérito, acatado pelo STF, contra Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB) e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por suspeita de três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigação de organização criminosa e participação em organização criminosa. O pedido de inquérito foi feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizado pelo ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.
    Nos diálogos com o empresário,  em 24 de março, Aécio menciona barrar a Operação Lava Jato e anistiar o caixa dois no Congresso. O tucano ainda menciona matar o responsável por receber a propina “antes de fazer delação”.
    Após as gravações de Temer e Aécio, os irmãos Batista acordaram uma delação premiada e entregaram aos investigadores os áudios produzidos. Eles são investigados, no entanto, por enriquecimento de U$ 1 bilhão ao especular na bolsa de valores e com dólares horas antes da divulgação das conversas.
    Michel Temer se pronunciou duas vezes desde a divulgação das gravações. Na primeira oportunidade, em em 18 de maio, anunciou que não renunciaria ao cargo. No sábado, 20 de maio, afirma que irá entrar com suspensão do inquérito no STF até que sejam verificados os diálogos registrados.
    Fonte R7
  • 0 comentários:

    Postar um comentário

    Art. 5°, CF

    VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

    Copyright @ 2014 Descobrindo as Verdades.