30 de jan de 2017

  • Primeiro anexo de delação da Odebrecht

    Ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho revela pagamentos, entre doações oficiais e caixa 2, em troca de interesses da empresa. Repasses para 50 políticos identificados com apelidos chegam a R$ 75 milhões.

    Núcleo do PMDB na Câmara

    MICHEL TEMER
    Presidente da República e à época candidato a vice de Dilma Rousseff pediu doação para o PMDB em 2014. Segundo ele doações ao PMDB foram legais.
    R$ 10 MILHÕES



    ‘PRIMO’
    ELISEU PADILHA
    Ministro-chefe da Casa Civil. Recebeu parte de doação de campanha. Ele diz que a acusação é ‘mentira’
    R$ 4 MILHÕES
    ‘CARANGUEJO’
    EDUARDO CUNHA
    Ex-presidente da Câmara dos Deputados. Recebeu R$ 1 milhão de Padilha mais repasses da Odebretch. Advogado diz que não vai comentar
    R$ 4 MILHÕES
    PAULO SKAF
    Presidente da Fiesp e candidato derrotado ao governo de SP recebeu repasses de Padilha. Diz que todas as doações foram legais
    R$ 6 MILHÕES
    JOSÉ YUNES
    Assessor especial do Presidente e amigo de Temer abriu seu escritório em São Paulo para entrega de doação (sem informação de repasses). Assessoria nega que ele recebeu o dinheiro
    ‘BABEL’
    GEDDEL VIEIRA LIMA
    Ex-ministro da Secretaria de Governo foi citado como beneficiário de vários repasses. Ele diz que todas as doações foram legais.
    R$ 6,8 MILHÕES
    ‘ANGORÁ’
    MOREIRA FRANCO
    Secretário de Temer foi ponte na Aviação Civil e no Setor de Transportes (sem informação de repasses). Diz que as acusações são mentirosas


    Núcleo do PMDB no Senado

    ‘JUSTIÇA’
    RENAN CALHEIROS
    Presidente do Senado é apontado como líder de parlamentares do PMDB na casa
    R$ 2,2 MILHÕES
    ‘CAJU’
    ROMERO JUCÁ
    Senador, líder do governo e arrecadador de fundos para o PMDB. Ele nega ter recebido recursos ao PMDB
    R$ 22 MILHÕES
    ‘ÍNDIO’
    EUNÍCIO OLIVEIRA
    Candidato a presidente do senado em 2017 beneficiou Odebrecht em aprovação de MP. Senador nega ter recebido os recursos
    R$ 2,1 MILHÕES


    Núcleo do PT

    ‘POLO’
    JAQUES WAGNER
    Ex-governador da Bahia e Ex-ministro da Casa Civil. Recebeu doação de campanha. Procurado, ele não quis se pronunciar
    R$ 10,5 MILHÕES (2006 E 2010)
    RUI COSTA
    Governador da Bahia. A pedido de Jaques Wagner recebeu doação de campanha. Ele não foi loca izado para comentar
    R$ 10 MILHÕES (2014)
    ‘LAS VEGAS’
    ANDERSON DORNELLES
    Ex-assessor de Dilma Rousseff recebeu ‘apoio financeiro’ de Marcelo Odebrecht entre 2012 e 2013 por cuidar da agenda da presidente cassada. Ele nega ter solicitado ou recebido qualquer ajuda financeira
    R$ 350 MIL

    Outros citados pelo ex-executivo

    ‘CAMPARI’
    GIM ARGELLO
    Ex-senador (PTB-DF). O advogado dele não foi localizado
    R$ 2,8 MILHÕES
    ‘CERRADO E PIQUI’
    CIRO NOGUEIRA
    Senador (PP-PI). Diz que doações foram legais
    R$ 2,1 MILHÕES
    ‘PINO E GRIPADO’
    AGRIPINO MAIA
    Senador (DEM-RN). Diz que doações foram voluntárias
    R$ 1 MILHÃO
    ‘GREMISTA’
    MARCO MAIA
    Deputado (PT-RS). Não foi localizado para comentar
    R$ 1,35 MILHÃO
    ‘DECRÉPITO’
    PAES LANDIM
    Deputado (PTB-PI). Não foi localizado para comentar
    R$ 180 MIL
    ‘BOCA MOLE’
    HERÁCLITO FORTES
    Deputado (PSB-PI). Diz que doações foram legais
    R$ 250 MIL
    ‘FEIA’
    LÍDICE DA MATA
    Senadora (PSB-BA). Não foi localizada para comentar
    R$ 200 MIL
    ‘COMUNA’
    DANIEL ALMEIDA
    Deputado (PCdoB-BA). Não foi localizado para comentar
    R$ 100 MIL
    ‘MOLEZA’
    JUTAHY JÚNIOR
    Deputado (PSDB-BA). Diz que doação foi legal
    R$ 850 MIL
    ‘VELHINHO’
    FRANCISCO DORNELLES
    Vice-governador do Rio (PP). Ele diz que as doações ao PP foram legais
    R$ 200 MIL
    ‘BOTAFOGO’
    RODRIGO MAIA
    Deputado (DEM-RJ). Não quis se manifestar.
    R$ 100 MIL
    ‘BITELO’
    LÚCIO VIEIRA LIMA
    Deputado (PMDB-BA). Não quis comentar a acusação
    R$ 2,5 MILHÕES
    ‘TODO FEIO’
    INALDO LEITÃO
    Ex-deputado (PP-PB)
    R$ 100 MIL
    ‘CORREDOR’
    DUARTE NOUGEIRA
    Prefeito eleito de Ribeirão Preto (PSDB-SP)
    R$ 650 MIL
    ‘MISERICÓRDIA’
    ANTONIO BRITO
    Deputado (PSD-BA)
    R$ 430 MIL
    ‘TUCA’
    ARTHUR MAIA
    Deputado (PPS-BA)
    R$ 250 MIL
    ‘FAZENDEIRO’
    FLÁVIO DOLABELLA
    R$ 45 MIL
    ‘EDUCADOR’
    PAULO HENRIQUE LUSTOSA
    Ex-deputado (PP-CE)
    R$ 100 MIL
    ‘KIMONO’
    ARTUR VIRGÍLIO
    Prefeito eleito de Manaus (PSDB)
    R$ 300 MIL
    ‘MISSA’
    JOSÉ CARLOS ALELUIA
    Deputado (DEM-BA)
    R$ 300 MIL
    'MÉDICO'
    COLBERT MARTINS
    Ex-deputado
    R$ 150 MIL
    'JOVEM'
    ADOLFO VIANA
    Deputado estadual (PSDB-BA)
    R$ 50 MIL
    'GOLEIRO'
    PAULO MAGALHÃES JUNIOR
    Vereador (PV-BA)
    R$ 50 MIL
    'DIPLOMATA'
    HUGO NAPOLEÃO
    Ex-deputado (PSD-PI)
    R$ 100 MIL
    CARLINHOS ALMEIDA
    Ex-deputado (PT)
    R$ 50 MIL
    ANTONIO IMBASSAHY
    Deputado (PSDB-BA)
    R$ 299 MIL
    BENITO GAMA
    Deputado (PTB-BA)
    R$ 30 MIL
    CLAUDIO CAJADO
    Deputado (DEM-BA)
    R$ 305 MIL
    LEUR LOMANTO JUNIOR
    Deputado estadual (PMDB-BA)
    R$ 250 MIL
    ORLANDO SILVA
    Deputado(PCDOB-SP)
    R$ 100 MIL
    ROBÉRIO NEGREIROS
    Deputado distrital (PSDB)
    R$ 50 MIL

    Propostas legislativas

    MP 252/05 E MP 255/05MP do Bem / MP do Bem 2. Geddel Vieira Lima é procurado para atender aos interesses da Odebrecht para evitar novas regras em relação a Cofins e PIS/Pasep nos negócios com nafta e condensado. Pede incidência não cumulativa e mesmo tratamento tributário. Foram apresentadas emendas por Geddel, na Câmara, e Romero Jucá, no Senado. Como relator, Jucá atuou para inclusão do tema de interesse e foi interlocutor com o Executivo.

    PRS 72/2010Projeto de Resolução do Senado Federal.Processo teve participação de Romero Jucá, Renan Calheiros e Delcídio Amaral (FERRARI). No episódio conhecido como “Guerra dos Portos”, a pedido da empresa, Jucá apresenta a resolução para estabelecer alíquota 0% de ICMS em operações interestaduais. Jucá recebeu R$ 4 milhões e Delcídio R$ 500 mil. Delcídio ficou “chateado” e pediu mais “atenção” diante do seu empenho.

    MP 579/12Projeto de interesse no setor elétrico.Participação de Renan Calheiros e Romero Jucá Como relator da MP 579/12, Renan contemplou o pleito da empresa em estender o prazo de fornecimento de energia barata para as empresas eletrointensivas do Nordeste até 2015. Renovação de contratos da Chesf também foi tratada com Renan. Em 9 MPs, o senador alagoano apresentou 34 emendas para satisfazer os interesses da Odebrecht.

    MP 613/13Projeto de interesse no setor químico. Romero Jucá teria pedido “apoio financeiro” para aprovar emenda de interesse da Odebrecht em MP que tratava do Regime Especial da Indústria Química (REIQ). A empresa esperava a aprovação da MP “sem percalços”. Jucá e Renan Calheiros ficaram com R$ 4 milhões; Eunício Oliveira, R$ 2,1 milhões. Na Câmara, Rodrigo Maia recebeu R$ 100 mil e Lúcio Vieira Lima ,R$ 2,5 milhões. A aprovação foi garantida.

    MP 627/13Projeto de interesse na área tributária. Marcelo Odebrecht, em parceria com exportadores, tratou das mudanças no regime de tributação do lucro auferido no exterior diretamente no Executivo. A edição da MP determinava que lucros de empresas brasileiras no exterior deveriam ser tributados ao fim de cada ano mesmo sem a remessa dos recursos ao Brasil. Eduardo Cunha apresentou emendaque beneficiou o grupo. Romero Jucá recebeu R$ 5 milhões.

    MP 651/14Projeto de interesse em benefícios fiscais. O governo federal envia ao Congresso o “Pacote de Bondades”, com uma série de benefícios fiscais para o setor produtivo. Para atender a interesses da Odebrecht, Romero Jucá conduziu a matéria. Ele propôs quatro emendas que foram total ou parcialmente aprovadas. Em troca, ele pediu doação de campanha eleitoral para seu filho, candidato a vice-governador de Roraima. A doação foi feita ao PMDB estadual.


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