23 de jan de 2017

  • A epidemia de notícias falsas nas redes sociais

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    O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) bateu na mesa e disse: “quem manda no Brasil sou eu. Quem é Supremo Tribunal Federal?”. No dia seguinte, o ministro do Supremo Ricardo Lewandowski avisou: “Aécio, Collor e Sarney são os próximos a irem pra cadeia”. Collor, por sua vez, ameaçou: “se eu for preso, vai faltar cela”. De Curitiba, o juiz Sérgio Moro decretou: “Vou varrer o Brasil, minha meta é colocar todos os corruptos na cadeia”. Já o ministro Marco Aurélio “detonou” os colegas de trabalho e disse: “o povo vai derrubar o STF”. Diante do cenário, coube à presidente do STF Carmen Lúcia alertar: “vamos ter guerra, não tem como escapar”.
    Estas frases de efeito que fariam os olhos de qualquer jornalista brilhar ao serem ouvidas, foram compartilhadas centenas de milhares de vezes na internet por brasileiros revoltados com a situação política do país. O único porém é que as frases nunca foram ditas, apesar de terem sido publicadas pelo site Pensa Brasil, cujo slogan é “em busca da notícia”.
    O site integra um rol de portais que publicam notícias falsas ou sensacionalistas com imenso potencial para viralizar nas redes sociais, aproveitando-se do fato de que a maioria dos leitores não se preocupa em checar a fonte das informações. Além do Pensa Brasil, adotam a mesma estratégia, dentre inúmeros outros, sites como Folha Brasil, Folha Digital e Brasil Verde Amarelo.
    Por que alguém perderia seu tempo criando e disseminando notícias falsas? Como as mentiras são democráticas e suprapartidárias, a resposta, tudo indica, é uma só: dinheiro. É possível ser remunerado por esta prática graças aos anúncios do Google Adsense. Nos Estados Unidos, um dono de um site de notícias falsas afirmou em entrevista ao Washington Post arrecadar US$ 10 mil dólares por mês com a prática.
    Fonte http://jota.info/especiais/mercadores-da-mentira-23012017

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