29 de dez de 2016

  • “Em 2017, Lava Jato vai avançar sobre os bancos. Há muitas falhas”, diz Orlando Martello

    Thumb “Em 2017, Lava Jato vai avançar sobre os bancos. Há muitas falhas”, diz Orlando Martello
    Em 2017, a Lava Jato deverá ter um foco maior em instituições financeiras, que poderiam ter “evitado muitos crimes”, informou o procurador Ministério Público Federal (MPF) no Paraná Orlando Martello, referindo-se à lavagem de dinheiro. “Queremos avançar também na área de compliance dos bancos. Nós percebemos que há muitas falhas nos bancos”, afirmou.
    Ele acrescentou que “muitos crimes poderiam ter sido evitados se os bancos tivessem agido corretamente, feito o trabalho corretamente. E a gente percebeu isso tanto no Brasil quanto no exterior.”
    2016, o ano mais produtivo
    De acordo com a Receita Federal e o MPF, até agora, os envolvidos com a corrupção terão de ressarcir os cofres públicos e as vítimas do esquema com multas que, no total, chegam a R$ 10,1 bilhões. A esse valor, também deverá se somar a quantia de R$ 6,9 bilhões que serão pagos pelas empresas Odebrecht e Braskem após acordo com a Lava Jato.
    ” (2016) Sem dúvida, foi o ano mais produtivo. A partir de nossos procedimentos fiscais, resultantes das investigações da operação, identificamos R$ 10 bilhões de créditos tributários que foram sonegados pelas empresas e pessoas investigadas”, afirma o auditor fiscal Flávio Vilela Campos, coordenador-geral de fiscalização da Receita Federal.
    Segundo o órgão, há indícios de que os bancos foram “coautores” do crime de lavagem de dinheiro. Isso seria possível, segundo a Receita, porque os bancos criaram uma estrutura para emprestar e receber dinheiro em paraísos fiscais que, ao final, abriu espaço para dar “aparência lícita” a dinheiro que poderia ter sido obtido em operações ilegais no Brasil.
    Suíça
    Por causa da Lava Jato, a Procuradoria-geral da Suíça está mudando seu foco para os bancos que operam no país enquanto continua investigando o escândalo no Brasil.
    Os acordos de delação premiada firmados individualmente com executivos forneceram novas pistas sobre o fluxo de recursos ilegais no sistema financeiro.
    O procurador-geral suíço Michael Lauber disse que está analisando de que forma os bancos suíços foram usados para canalizar propinas a funcionários da Petrobras e avaliando se esses bancos foram negligentes do ponto de vista penal.
    “Temos a responsabilidade de acompanhar as instituições financeiras suíças, e essa certamente será uma, eu diria, de uma série de investigações que terão maior foco”, disse Lauber.


    Com informações do Uol.
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