5 de nov de 2016

  • Presos bacharéis em Direito que iam à sala da OAB, onde vasculhavam lixo para ter acesso a número de contas judiciais


    Três pessoas foram presas hoje de manhã
    Três pessoas foram presas


    Três pessoas foram presas hoje de manhã

    Três pessoas foram presas, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos e três conduções coercitivas foram realizadas na manhã de sexta-feira (04) em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Barra do Garças, no Mato Grosso. O objetivo foi desbaratar uma quadrilha especializada na falsificação de alvarás judiciais que agia há cerca de 10 anos na capital goiana. Ela foi esponsável por um rombo de mais de R$ 500 mil em contas judiciais.
    Os líderes do grupo são dois bacharéis em Direito, identificados como Ricardo e  Rondriander, que se faziam passar por advogados para concretizar o ato criminoso. De acordo com o delegado Rômulo Figueredo Matos, responsável pelo caso, os suspeitos frequentavam a sala da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO), no Fórum de Goiânia, onde descobriam as contas judiciais.
    “Eles procuravam, literalmente, no lixo, os extratos de movimentação de processos na sala da OAB-GO”, afirma o titular. “Uma vez identificados estes processos, eles iam até a secretaria do Fórum e ali obtinham indevidamente senhas dos estagiários”, afirma. “Um deles, como já trabalhou no Poder Judiciário, sabia manusear o Sistema de Primeiro Grau (SPG) e, então, confeccionava um alvará judicial falsificado com a troca dos nomes das partes envolvidas”, detalha. Por fim, o grupo ainda falsificava a assinatura do juiz.
    Operação Mendacium
    As ações da Polícia Civil integraram a Operação Mendacium (“falsidade”, “mentira” em latim), deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) com o apoio do Poder Judiciário. As investigações tiveram início após denúncia do diretor do Foro da Comarca de Goiânia, Wilson da Silva Dias. “Tão logo obtivemos acesso a esses alvarás falsificados, nós passamos a investigar quem seriam as pessoas que estavam sendo beneficiadas com esse dinheiro subtraído indevidamente das contas judiciais”, afirma o delegado.

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