13 de out de 2016

  • TV Russa diz que 3ª Guerra Mundial já começou



    Moscou teria iniciado a instalação de abrigos antinucleares

    A TV Russia 24 causou espanto na comunidade mundial nesta quinta após anunciar que "a Terceira Guerra Mundial já começou. De acordo com o canal, Moscou já começou a preparar abrigos antinucleares, prevendo possíveis ataques. 

    Em São Petersburgo, o site de notícias Fontanka afirmou que já há racionamento de farinhas para economizar a produção de pães, prevendo um conflito, afirma o jornal francês Libération. 

    Os rumores aparecem pouco dias depois do imbróglio diplomático entre Rússia e Estados Unidos, no que diz respeito à guerra na Síria. 


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    Aviso: 3 Guerra Mundial, Crise Mundial, 2016, Elites Mundiais, Colapso Financeiro, Anticristo, 2019





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    O presidente russo, Vladimir Putin, em discurso em Moscou, no dia 12 de outubro de 2016

    O cenário de uma Terceira Guerra Mundial é remoto, mas quem ligar a televisão na Rússia vai se surpreender ao saber que, na verdade, ela já começou.
    Na principal emissora pública do país, o apresentador do programa estrela do domingo à noite anunciou que as baterias antiaéreas russas na Síria vão "derrubar" aviões americanos.
    O canal de notícias 24 horas Rossia 24 exibiu uma reportagem sobre a preparação de abrigos antinucleares em Moscou.
    Em São Petersburgo, o canal digital Fontanka diz saber que o governador quer racionar o pão diante de uma futura guerra, embora as autoridades garantam que a única coisa que estão tentando fazer é estabilizar o preço da farinha.
    Na rádio, debate-se sobre exercícios de "Defesa Civil", os quais, segundo o Ministério de Situações de Emergência, mobilizam 40 milhões de russos durante uma semana. O objetivo: evacuações de edifícios e simulações de incêndio.
    Se o visitante preferir passear pelas ruas de Moscou a ver televisão, é muito provável que esbarre em um dos imensos grafites "patrióticos" dos artistas pró-Putin da organização "Set", que tomam os prédios. Em um deles, vê-se, por exemplo, um urso - símbolo da Rússia - distribuir coletes à prova de balas a pombas das paz.
    Esse enaltecimento da iminência de uma "Terceira Guerra Mundial" ganhou cada vez mais espaço com a ruptura, em 3 de outubro, das negociações entre Washington e Moscou sobre a guerra síria, após o fracasso de um cessar-fogo negociado em setembro entre as duas potências em Genebra.
    Uma ruptura com consequências.
    As bombas russas e sírias transformaram Aleppo em um "inferno na Terra", segundo a ONU, avivando as críticas dos países ocidentais.
    No terreno, o Exército russo mobilizou em sua base naval do porto sírio de Tartus baterias antiaéreas S-300, artefatos capazes de destruir caça-bombardeiros. Uma demonstração de força que não é dirigida aos extremistas, nem aos rebeldes sírios, mas à Marinha e aos aviões americanos.
    Confrontação
    Em Moscou, onde os jornalistas russos e ocidentais dormem e acordam com os comunicados do Ministério da Defesa, os veículos de comunicação plasmam e amplificam o clima de confrontação.
    O porta-voz do Exército russo, general Igor Konachenkov, lança advertências à Casa Branca, ao Pentágono e ao Departamento de Estado dos EUA.
    "Lembro aos estrategistas americanos que os mísseis antiaéreos S-300 e S-400 que garantem a cobertura aérea das bases russas de Hmeimim e de Tartus têm um raio de ação que pode surpreender qualquer aeronave não identificada", advertiu o general Konachenkov, em 6 de outubro, em uma ameaça velada aos Estados Unidos.
    Na emissora pública Rossia 1, o apresentador Dimitri Kisilev, que também é chefe da agência de notícias Ria Novosti, resume a declaração do general Igor Konashenkov para "pessoas comuns, como eu e você": "derrubaremos" os aviões americanos.
    Em seguida, ele revela o "plano B" dos Estados Unidos na Síria.
    "O plano B é, em linhas gerais, que os Estados Unidos recorram diretamente à força contra as forças sírias do presidente Bashar al-Assad e contra a aviação russa", relata.
    "Deve-se temer provocações? Foi assim que os Estados Unidos entraram em guerra no Vietnã", conclui Kisilev, advertindo os ocidentais de que os mísseis estacionados em Kaliningrado, território russo próximo à Polônia, podem carregar ogivas nucleares.
    "A Rússia atual está mais do que preparada, sobretudo psicologicamente, para a nova espiral de confrontação com o Ocidente", resume o cientista político Gueorgui Bovt, em uma tribuna no veículo digital Gazeta.ru.
    Bovt avalia os cenários possíveis, levando-se em conta as dificuldades econômicas da Rússia. No primeiro deles, otimista, as duas potências "chegam a um acordo sobre novas condições de coexistência, como uma espécie de Ialta-2", referindo-se à distribuição das zonas de influência entre os Estados Unidos e a então União Soviética, após a Segunda Guerra Mundial. O outro é catastrófico. A Rússia reagirá, partindo da máxima "se não se pode evitar o confronto, deve-se ser o primeiro a bater".
    Em recente entrevista à Ria Novosti, o último presidente soviético, Mikhail Gorbachov, alertou que o mundo flerta "perigosamente com a zona vermelha".
    Há 30 anos, Gorbachov e o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, promoviam o princípio do fim da Guerra Fria.
    Na quarta-feira (12), surgiu o primeiro sinal de distensão, depois de dias de acusações verbais. Moscou anunciou uma reunião internacional sobre a Síria para este sábado (15) em Lausanne. Visto como uma última chance de diálogo, o encontro colocará frente a frente, mais uma vez, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.
    yahoo

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