13 de out de 2016

  • CUNHA APANHA EM AEROPORTO E É ALVO DE ESCRACHO - CUNHA MOVIMENTOU QUASE MEIO BILHÃO DE REAIS






    Eduardo Cunha é alvo de novo escracho em aeroporto: "Cunha ladrão!"; "Ladrão do povo", gritam



    CUNHA MOVIMENTOU QUASE MEIO BILHÃO DE REAIS

    Documentos enviados à Procuradoria Geral da República pelo Ministério Público da Confederação, da Suíça, mostram que as movimentações financeiras associadas às contas do presidente da Câmara somam pelo menos R$ 411 milhões; montante irrigou 29 contas bancárias em 58 transações, entre 2007 e 2014; só da conta Acona, do lobista João Augusto Henriques, R$ 5,3 milhões seguiram para Eduardo Cunha; já a esposa de Cunha, Cláudia Cruz, utilizou US$ 1 milhão para bancar cartões de créditos internacionais, aulas de inglês, academias de tênis, MBA e recursos para uma de suas filhas; todas essas transações somam R$ 41 milhões, bem mais do que Cunha recebeu do lobista Henriques

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    Dinheiro atribuído a Cunha circulou por 23 contas em 4 países, segundo MP da Suíça

    Segundo investigação feita no país europeu, os ativos transitaram por bancos em Cingapura, Suíça, Estados Unidos e Benin

    Dinheiro atribuído a Cunha circulou por 23 contas em 4 países, segundo MP da Suíça  Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
    Investigação do Ministério Público da Suíça mostra que os recursos atribuídos ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), circularam por ao menos 23 contas bancárias no exterior como forma de ocultar sua origem. Entre saques e depósitos que abasteceram as quatro contas em nomes de offshores atribuídas ao deputado, os ativos transitaram por bancos em Cingapura, Suíça, Estados Unidos e Benin.
    As autoridades brasileiras, que receberam documentos sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro, tentam rastrear a fonte da maior parte dos valores. A suspeita é de que também tenham sido desviados de outros contratos públicos. Cunha nega ter contas fora do país.
    As quatro contas atribuídas ao presidente da Câmara e à mulher dele, Cláudia Cordeiro Cruz, não declaradas à Receita, receberam R$ 23,2 milhões, segundo a Suíça. Documentos enviados pelas autoridades do país comprovam que um negócio de US$ 34,5 milhões fechado pela Petrobras em 2011 no Benin, na àfrica, serviu para irrigar as quatro contas.
    Em nota à imprensa, advogados de Cunha afirmam que o parlamentar não foi notificado nem teve acesso a nenhum procedimento investigativo que tenha por objeto atos ou condutas de sua responsabilidade. A afirmação é resposta ao envio, pela Suíça, de dados da investigação sobre irregularidades em contas bancárias no país atribuídas a Cunha e familiares.
    "Sem que isso signifique a admissão de qualquer irregularidade, é de se estranhar que informações protegidas por sigilo - garantido tanto constitucionalmente como também pelos próprios tratados de cooperação internacional - estejam sendo ostensivamente divulgadas pela imprensa, inclusive atingindo pessoas que sequer são objeto de qualquer investigação, sendo que a única autoridade com acesso a tais informações, segundo o que também se noticia, seria o Procurador Geral da República", diz texto dos escritórios Garcia de Souza Advogados e Reginaldo Oscar de Castro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
    Estadão Conteúdo
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