13 de out de 2016

  • Brasil está quebrado, mas vai emprestar US$ 10 bi ao FMI


    Brasil está quebrado, mas vai emprestar US$ 10 bi ao FMI
    O acordo foi assinado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pela diretora do FMI, Christine Lagarde, na última quinta-feira, 6, em Washington.
    Saiu no Estadão:

    Brasil fecha acordo para emprestar dinheiro ao FMI
    Se nas décadas de 1980 e 1990 o Brasil recorreu a empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) em várias ocasiões, para não quebrar, agora o País está em outro papel. Credor em moeda estrangeira desde 2008, quando Luiz Inácio Lula da Silva era presidente, o Brasil participará pela primeira vez de um “acordo bilateral” (Bilateral Borrowing Agreeement) com o FMI. Na prática, emprestará dinheiro ao fundo, se houver necessidade.
    O acordo foi assinado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pela diretora do FMI, Christine Lagarde, na última quinta-feira, 6, em Washington. Ele prevê que o Brasil pode emprestar até US$ 10 bilhões ao fundo. Outras 25 nações também fecharam acordos equivalentes. O acordo bilateral vale até o fim de 2019, mas pode ser prorrogado por mais um ano, se houver consentimento do País.
    Se o empréstimo for acionado, os recursos continuarão a fazer parte das reservas internacionais brasileiras, hoje na casa dos US$ 375 bilhões, mas o FMI pagará juros.
    Esta não é, de acordo com o Banco Central, a primeira vez que o Brasil contribui com recursos de empréstimo ao FMI. Desde 2011, o Brasil participa de um acordo semelhante ao bilateral, o New Arrangements to Borrow (NAB), que é um arranjo multilateral de empréstimos. Atualmente, o NAB conta com 40 membros.
    A primeira fonte de recursos do FMI é, tradicionalmente, a proveniente das contas de cada membro – o Brasil, inclusive. Depois disso, se for necessário, o fundo utiliza o dinheiro ligado ao NAB. A terceira opção são os recursos vindos dos acordos bilaterais, como este assinado pelo Brasil. Até hoje, eles nunca foram utilizados.

    NP


    O discurso dos deputados no último dia 10, no plenário da Câmara era de que o Brasil precisava aprovar a PEC 241 para que não gastasse mais do que arrecada; que o país quebraria caso não houvesse teto de gastos; que a posição da economia é delicadíssima; que o país está à beira do abismo.
    O discurso uníssono dos governistas acabou fazendo efeito e até mesmo aqueles que ainda relutavam em votar contra a proposta acabaram cedendo. “O PT quebrou o Brasil”, repetiam cada um dos deputados governistas na tribuna da Câmara. O mesmo discurso foi utilizado para entregar o pré-sal. “É que a Petrobras está destruída e nós precisamos desobriga-la de explorar sozinha o pré-sal”.
    Hoje se sabe que o Brasil não está quebrado. País quebrado não emprestaria US$ 10 bilhões ao FMI. Não que exista nada errado nisso. É até bom para o país. O que não pode é este governo golpista mentir descaradamente para ludibriar o povo. Um país que tem US$ 375 bilhões de reservas internacionais pode ser chamado de ‘quebrado’? E que governos juntaram estas reservas? O governo da mentira e da usurpação deixa cair as máscaras despretensiosamente.


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