3 de mai de 2016

  • Moro manda João Santana, Mônica Moura e Gim Argello para presídio estadual

    Juiz da Lava Jato acata pedido da Polícia Federal para liberar espaço na carceragem da corporação em Curitiba, sede da operação
    Juiz federal Sérgio Moro, que conduz processos da Lava Jato / Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4
    Juiz federal Sérgio Moro, que conduz processos da Lava Jato / Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4
    O juiz Sérgio Moro determinou nesta segunda-feira, 2, que o casal de marqueteiros das campanhas de Dilma e Lula, João Santana e Mônica Moura, o empresário do ABC, Ronan Maria Pinto e o ex-senador Gim Argello sejam transferidos da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, para o Complexo Médico Penal, presídio estadual do Paraná. No caso de Mônica Moura, ela será encaminhada a um presídio feminino.
    A decisão atende a uma solicitação da Polícia Federal para liberar o espaço limitado da carceragem da corporação em Curitiba a eventuais novos presos detidos em flagrante. “De fato, a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos”, assinala o juiz em sua decisão.
    Na solicitação encaminhada mais cedo, o delegado da PF Igor Romário de Paula afirmou que permanecem na Custódia da Polícia Federal ‘somente os réus colaboradores e aqueles que estão em processo de tomada de depoimentos’.
    Na semana passada, o juiz da Lava Jato aceitou as duas denúncias contra João Santana e Mônica Moura, acusados de receberem no Brasil e no exterior propina da Odebrecht relativa a contratos da Petrobrás e da Sete Brasil e também do ‘setor de propinas’ da empreiteira, que não tinha relação com a estatal petrolífera.
    Já Ronan Maria Pinto é investigado por suspeita de ter recebido parte do empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões ao PT feito pelo banco Schahin em 2004 para evitar revelar detalhes sobre a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.
    O ex-senador Gim Argello, preso em abril, é investigado por suspeita de extorquir a UTC Engenharia e a OAS. Ele teria recebido ao menos R$ 5,3 milhões para evitar a convocação de empreiteiros investigados na Lava Jato para depor perante Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso e no Senado em 2014. Tanto Ronan quanto Argello ainda estão sob investigação e deverão ser denunciados criminalmente pelo Ministério Público Federal.
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