1 de mai de 2016

  • "Lula era informante do meu pai no Dops", diz Tuma Júnior para revista


    Ex-secretário Nacional de Justiça, que deixou o governo após ter seu nome ligado à máfia chinesa, afirma que ex-presidente usava codinome Barba ao passar informações

    O ex-secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior afirmou, em entrevista à revista "Veja", que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era informante do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) durante a ditadura militar. A afirmação faz parte de livro "Assassinato de reputações: um crime de Estado", de autoria de Tuma Junior, que começa a ser vendido nesta segunda-feira (09).
    Agência Brasil
    O ex-secretário Nacional de Justiça Tuma Júnior
    Tuma Junior deixou o governo em em 2010, quando gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF) durante investigação sobre contrabando o ligaram ao principal alvo da operação, Li Kwok Kwen, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.
    Na entrevista, Tuma diz que o ex-presidente passava informações para o seu pai, o ex-senador e delegado do Dops Romeu Tuma, que produzia relatórios de inteligência para evitar confusões. "O que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo. O Lula era informante do meu pai no Dops."
    Apesar de afirmar que não possui provas sobre isso, Tuma não exclui que algum relatório do Dops da época tenha registrado informações atribuídas a um certo informante de codinome Barba. "Esse era o codinome dele", disse o ex-secretário.
    Na entrevista sobre seu livro, o ex-secretário Nacional de Justiça ainda afirma ter recebido ordens do governo para criar dossiês contra uma série de inimigos políticos do PT. Um dos alvos teria sido Marconi Perillo, governador de Goiás. "Só porque ele avisou o Lula da existência do mensalão", diz Tuma. Outro alvo teria sido o ex-senador cearense Tasso Jereissati, também adversário do ex-presidente. 
    "Havia uma fábrica de dossiês no governo. Sempre refutei essa prática e mandei apurar a origem de todos os dossiês fajutos que chegaram até mim. Por causa disso, virei vítima dessa mesma máquina de difação. Assassinaram minha reputação", afirma Tuma Júnior.
    O delegado aposentado também afirma ter sido vítima da suposta máquina de dossiês do governo por ter descoberto uma "conta do mensalão" no exterior. Ela teria sido criada nas Ilhas Cayman e seria operada pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. "Eu levei o processo para o Tarso Genro e disse: olha, tem de apurar isso. Mas quando veio essa resposta de Cayman (possibilidade de existência da conta), os caras pararam tudo. Mandei cópia para o ministro apurar isso, e espero resposta até hoje". afirmou.
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