13 de abr de 2016

  • Salim Schahin confirma a Moro que empréstimo de R$ 12 milhões ao PT teve aval de Dirceu e Lula.


    Delator da Operação Lava Jato, o empresário Salim Schahin, proprietário do Grupo Schahin, afirmou, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro que o empréstimo de R$ 12 milhões feitos ao pecuarista José Carlos Bumlai teve como destinatário final o PT e que por conta do não pagamento por parte do partido, aceitou quitar o empréstimo se conseguisse contrato de operação de navio sonda com a Petrobras, através de um contrato simulado de compra de embriões de gado.
    Schahin disse que seu banco jamais emprestaria R$ 12 milhões a uma pessoa física, mas que, quando, Bumlai o informou que o empréstimo era para o PT, decidiu aprovar a operação, realizada em 2004, para tentar uma aproximação com o partido do governo federal. “Tínhamos negócios em diversas áreas, algumas com relação direta com a administração pública. Então, era interessante buscar essa aproximação com o partido do governo”, disse. Para provar que o empréstimo era para o partido, Bumlai levou, para reuniões com Schahin, o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares. “E, para não deixar dúvidas, Delúbio me falou que eu receberia uma ligação da Casa Civil para confirmar o interesse. Alguns dias depois, o então ministro José Dirceu me ligou, não tocou no assunto, só falou amenidades, mas eu entendi o recado, já que foi a única vez na vida ue recebi uma ligação dele”, disse o depoente.
    Shahin relatou quem após dois anos sem receber uma única parcela do empréstimo, relatou ao novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que tinha interesse em operar navios sonda da Petrobras. “Então, ele voltou ao nosso escritório dizendo que comunicou nosso interesse ao governo que disse que teríamos tal oportunidade, se liquidássemos o empréstimo de Bumlai. E eu concordei”, relatou. “Nesta oportunidade, Vaccari mencionou que o negócio tinha aval do presidente Lula”, acrescentou.
    Assim, conta o empresário, Schahin foi procurado pelo então diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que credenciou o grupo a operar o navio sonda Vitória 10.000. “Assim que assinamos o contrato de operação, honrei com minha parte do acordo e fizemos a operação sugerida pelo Bumlai, o contrato de compra de embriões, numa operação simulada, pois nunca recebemos nenhum embrião”, relatou.

  • 0 comentários:

    Postar um comentário

    Art. 5°, CF

    VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

    Copyright @ 2014 Descobrindo as Verdades.