1 de abr de 2016

  • Operação Lava Jato se aprofunda em extorsão por assassinato de Celso Daniel F

    Foram expedidos mandados de prisão temporária contra o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e o empresário Ronan Maria Pinto, suspeito de chantagear petistas


    Deflagrada nesta sexta-feira, a Operação Carbono 14, a 27ª fase daLava Jato, se aprofundou na extorsão ao PT pelo assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel. Desde novembro do ano passado, os investigadores já tinham rastreado que pelo menos metade de um empréstimo de R$ 12 milhões concedido pelo banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai tinha sido desviado ao empresário Ronan Maria Pinto, que ameaçava implicar figurões do PT na investigação da morte do prefeito. Recentemente, os investigadores concluíram o rastreamento de como esse dinheiro chegou ao empresário em operações de lavagem de dinheiro e conseguiram provas de que esse dinheiro foi utilizado pelo empresário para comprar o jornal Diário do Grande ABC
    Coletiva de imprensa na Sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba nesta sexta-feira (1º). Foi deflagrada a 27ª fase da Operação Lava Jato batizada de Operação Carbono 14 (Foto: Geraldo Bubniak/AGB / Ag. O Globo)
    Foram expedidos mandados de prisão temporária contra o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e o empresário Ronan Maria Pinto. Se o empresário virar um delator, as investigações vão se aprofundar ainda mais rápido em um tipo de crime até então inédito para a Operação Lava Jato, o homicídio. 
    Também foram cumpridos mandados de condução coercitiva contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o jornalista Breno Altman, ligado ao PT. 
    A chantagem ao PT foi revelada inicialmente pelo operador Marcos Valério Fernandes de Souza, que prestou depoimentos em uma tentativa de acordo de delação premiada que foi rejeitada pelo Ministério Público depois do mensalão. Nos depoimentos, ele contou que o empresário Ronan Maria Pinto ameaçava envolver dirigentes do PT nas investigações do assassinato do prefeito de Santo André. Mas o acordo foi rejeitado e as investigações não prosseguiram. Só no ano passado o assunto voltou à tona, quando o lobista Fernando Soares, o Baiano, disse em acordo de delação premiada que ouviu a mesma história do pecuarista José Carlos Bumlai.
    Bumlai confessou que tomou o empréstimo de R$ 12 milhões doBanco Schahin para honrar compromissos do PT. O  empréstimo foi quitado de maneira fraudulenta, sem a recuperação do dinheiro pelos donos do banco. A família Schahin foi recompensada com um contrato de US$ 1,6 bilhão para operação de uma sonda da Petrobras.
    Todo a trajetória do empréstimo foi rastreada pela Receita Federal, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. O dinheiro foi repassado por Bumlai ao frigorífico Bertin e, de lá, seguiu, em alguma parte, para um empresário carioca que chegou a transferir pelo menos uma fração de R$ 210 mil em 2004 ao ex-controlador do Diário do Grande ABC que tinha parcelado a venda do jornal para Ronan Maria Pinto. Na ocasião, o jornal era vendido em parcelas de R$ 210 mil para Pinto.
    Via ÉPOCA
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