25 de abr de 2016

  • O salário de um professor em Cuba é hoje de 9 dólares. Não por hora. Por mês

    Curioso selo indicava os ideais “não comunistas e humanitários” da revolução e queria passar esta mensagem para os outros países

    Cuban President Raul Castro (R) and his Venezuelan counterpart Nicolas Maduro (L) attend the May Day parade at the Revolution Sauqre in Havana
    ANSA
    Em 1959, caiu em Cuba o regime de Fulgencio Batista. Os insurgentes tomaram o poder e Fidel Castro passou a ser o comandante supremo. O líder cubano, naquele mesmo ano, mandou editar um selo postal que desapareceu pouco tempo depois. O selo indicava o que o seu governo prometia “o direito à Paz, à Justiça e à Liberdade”.
    O site yusnaby.com publica uma foto do selo, carimbado com local e ano: Havana, 1959. É muito chamativa a mensagem: “Nossa Revolução NÃO É COMUNISTA. Nossa Revolução é HUMANISTA. Os cubanos só querem o direito à educação, o direito ao trabalho, o direito a comer sem medo, o direito à PAZ, à JUSTIÇA e à LIBERDADE”.
    O selo postal acompanhou correspondências enviadas a muitos países e queria indicar ao mundo, em especial aos Estados Unidos, o ideal inicial da revolução cubana. O resto da história é conhecido, já que, desde 1959, nunca houve eleições livres na ilha, não há liberdade de expressão nem de imprensa e os opositores sofrem perseguição.
    Segundo o mesmo site, na Cuba de hoje “não há o direito de escolher a educação que queremos para os nossos filhos”, porque “a única opção é aquilo que o regime oferece”; “não há direito a trabalhar se, politicamente, não se concorda com o Partido Comunista”; e “comer se tornou uma luta diária da família cubana”. O salário de um professor em Cuba é hoje de 9 dólares. Não por hora. Por mês.
    O papa João Paulo II, em sua histórica visita à ilha, pediu “que Cuba se abra ao mundo e que o mundo se abra a Cuba”. O início do descongelamento das relações diplomáticas entre Washington e Havana só foi anunciado no fim do ano passado e alguns passos estão sendo dados.
    Francisco será o terceiro papa a viajar para Cuba, depois de João Paulo II e Bento XVI. O Santo Padre deseja fazer escala em Havana antes de chegar aos Estados Unidos no próximo dia 23 de setembro. A expectativa é alta. O Vaticano já confirmou a viagem, mas a programação ainda não foi divulgada.

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