3 de abr de 2016

  • Ingressos para Olimpíadas no Brasil estão encalhados, evento poderá ser um fiasco

    Ministro interino do Esporte, Ricardo Leyser estuda comprar tíquetes e distribuir para estudantes, a fim de evitar arquibancadas vazias




    mundo protesta contra corrupção e o vírus H1N1, o que apagou a tocha Olímpica. (Na Foto Maria a Louca, segurando a Tocha Olímpica apagada)  A cinco meses dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, apenas 50% dos ingressos foram vendidos, disse o porta-voz da Rio 2016, Phil Wilkinson, em entrevista à agência de notícias AFP,no sábado (2). OsJogos Paralímpicos, em setembro, registraram venda ainda inferior: apenas 12%. Incapaz de resolver os problemas endêmicos de insegurança pública e poluição da Baía de Guanabara, conforme prometeu na candidatura para sediar os Jogos, o Brasil entrou em crise econômica, que limitou investimentos no evento e o poder de compra dos brasileiros. A crise política, com a possibilidade deimpeachment da presidente Dilma Rousseff, dificulta o diálogo entre autoridades e o comitê organizador. A epidemia de vírus zika e o surto do vírus H1N1 tornam o Brasil um destino pouco atraente aos fãs de esportes.
    Para evitar o vexame de exibir arquibancadas vazias, o ministro interino do EsporteRicardo Leyser, que na última semana passou asubstituir George Hilton no comando da pasta, diz trabalhar com um plano para impulsionar a compra de ingressos. Uma das medidas seria o governo federal comprar bilhetes encalhados, sobretudo para os jogos Paralímpicos, para distribuir em escolas públicas. “Há uma percepção de que a população brasileira ainda não despertou para os Jogos. Vamos trabalhar energicamente sobre isso, porque ainda não está na cabeça das pessoas”, afirmou ao jornal  Folha de S.Paulo.
    Ao comprar e distribuir ingressos encalhados, o governo federal pode tornar os Jogos mais democráticos. Acabará por comprometer, no entanto, a promessa de que o evento não seria bancado principalmente com dinheiro público. Em 2014, o governo federal anunciou que quase 60% dos custos seriam cobertos pela iniciativa privada.
    O orçamento é dividido em três partes: orçamento do comitê organizador (que é quitado pela iniciativa privada), matriz de responsabilidades – as instalações olímpicas, bancadas por parcerias público-privadas – e o Plano de Políticas Públicas, conhecido como “legado da Olimpíada”, que inclui obras estruturais com investimentos federais, estaduais, municipais e privados. A última atualização sobre os custos da Olimpíada no Rio de Janeiro, divulgada no início do ano, atingiu R$ 39 bilhões. A matriz de responsabilidade olímpica teve um acréscimo de R$ 400 milhões, aumentando automaticamente, a participação pública no orçamento do evento.
    (VIA AGÊNCIA)
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