4 de abr de 2016

  • Covardia: USP denuncia um dos maiores cientistas do Brasil por prática de "curandeirismo"


























    Há poucos dias da presidenta Dilma Rousseff poder sancionar a lei que autoriza a distribuição da Fosfoetanolamina Sintética a pacientes de câncer, a USP, universidade que durante mais de 20 anos distribuiu gratuitamente o composto, usou um golpe baixo para tentar macular a imagem do composto e de um dos seus criadores: denunciou o cientista e pesquisador Gilberto Chierice por prática de curandeirismo.

    Uma denúncia da Procuradoria da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, gerou a queixa à Polícia Civil. Nela, o químico Gilberto Chierice se torna o alvo. De acordo com a denúncia, ele cometeu crime de curandeirismo, que é a prática de prescrever, ministrar ou aplicar substância para cura de doenças.

    O pesquisador foi chamado para prestar depoimento na delegacia na tarde desta quarta-feira (30). A USP foi procurada, mas não se manifestou sobre o assunto até a publicação da reportagem. Chierice preferiu não comentar a denúncia. Para pacientes e defensores da Fosfo, a ação da USP foi orquestrada no Palácio Bandeirantes que teme que a presidenta Dilma Rousseff transforme em lei a doação. Com isso, o protagonismo do governador Geraldo Alckmin estaria ameaçado.

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    O governador se colocou contrário a distribuição da substância e desde o ano passado pacientes são obrigados a entrar na Justiça para ter acesso à Fosfo.

    Desenvolvida para o tratamento de tumor maligno, a substância é apontada como possível cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos e não tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecido.
    Inquérito apura dois crimes

    A USP denunciou o pesquisador por curandeirismo e por expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto iminente, previstos como crimes nos artigos 284 e 132 do Código Penal, respectivamente. A pena para o primeiro é de prisão de 6 meses a 3 anos e, para o segundo, de 3 meses a 1 ano. Entretanto, é sabido que, por conta do uso da substância, um número incalculável de pacientes de câncer recuperaram a saúde, foram dados como curados e amenizaram as dores comuns durante o tratamento da doença.

    De acordo com o site G1, a denúncia foi feita inicialmente para a Polícia Federal, que encaminhou o caso para a Polícia Civil de São Carlos. O delegado seccional Geraldo Souza Filho informou que um inquérito foi aberto no dia 15 de fevereiro para apuração.

    Além de Chierice, foram ouvidos também o pesquisador Salvador Claro Neto e o diretor do Instituto de Química, Germano Tremiliosi Filho. Também devem ser ouvidos pacientes com câncer que usaram a substância.

    Via http://www.conexaojornalismo.com.br

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