28 de mar de 2016

  • Você gosta do Che Guevara, então veja isso sobre este herói do povo incauto:


    Che Guevara: amado por muitos, odiado por outros tantos, o argentino é um dos maiores sucessos comerciais e um dos assassinos mais brutais da história recente. Não é à toa que um homem tão intensamente amado e odiado seja familiar para a maioria das pessoas no mundo ocidental. Confira abaixo alguns fatos não tão glamourosos da vida do guerrilheiro latino-americano.

    ERNESTO LYNCH

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    O nome Che Guevara é impactante e incita o amor e/ou ódio nos corações das pessoas. A alcunha é sinônimo de liberdade e resistência para alguns, assim como é sinônimo de carnificina para outros. Entretanto, o que a maioria das pessoas não sabe é que o verdadeiro nome de Che não era tão romântico: o revolucionário foi batizado como Ernesto Lynch. O nome não tem exatamente o mesmo feeling, não é? O sobrenome de Ernesto vem de sua família paterna. Che era descendente de irlandeses.

    CHANCHO

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    Guevara quando jovem foi apelidado de “Chancho” – porco, em espanhol – por causa de seus hábitos de higiene (ou pela falta deles). O Che adolescente orgulhosamente usava uma “camisa semanal”, ou seja, uma camisa por toda a semana. Durante a vida do guerrilheiro, era comum que pessoas comentassem sobre o seu fedor – embora, obviamente, não na sua frente, já que ele tinha o poder de executá-los a qualquer momento.

    NERD

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    Ao contrário da imagem que todos nós temos de Guevara, em sua juventude, ele era um nerd. Gostava de jogar xadrez em torneios locais frequentemente e costumava sair só com seus amigos de tabuleiro. Ernesto lia bastante poesia também. Seus assuntos favoritos na escola eram matemática e engenharia. Acho que podemos dizer com segurança que, se ele fosse um adolescente de hoje, provavelmente acabaria em algum ITA (e pouparia algumas vidas).

    PÉSSIMO ECONOMISTA

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    Che nunca ganharia um Prêmio Nobel de Economia por um bom motivo: era um péssimo economista. Apesar disso, quando assumiu o controle de Cuba, Fidel Castro o colocou no comando do Ministério da Economia do país. Como não haveria de ser diferente, seu planejamento central imediatamente colocou a ilha caribenha em uma longa espiral de declínio econômico – que dura até hoje. Como economista, Che era um ótimo médico.

    ASSASSINO

    Che era um assassino cruel e sanguinário. Ele treinou e comandou pelotões de fuzilamento que executaram milhares de homens, mulheres e crianças considerados inimigos do povo pelo novo regime de Fidel Castro – ser “inimigo” seria um conceito absolutamente subjetivo e não havia qualquer julgamento.  Certa vez, ele colocou uma bala na cabeça de um companheiro de guerrilha, sob suspeita de deslealdade. Em 1964, na Assembléia Geral das Nações Unidas, ele assumiu as práticas de fuzilamento com orgulho numa frase que se tornou célebre: “Fuzilamentos? Sim! Fuzilamos e continuaremos fuzilando!”. De acordo com O Livro Negro do Comunismo, ocorreram 14.000 execuções por fuzilamento em Cuba até o final de década de 1960. Jose Vilasuso, um cubano que na época era promotor dos julgamentos, estima que Che foi responsável por mais de 400 sentenças de morte apenas nos primeiros meses em que comandava a prisão de La Cabaña. Um padre basco chamado Iaki de Aspiazu, que sempre estava à mão para ouvir confissões e fazer a extrema unção, diz que Che pessoalmente ordenou 700 execuções por fuzilamento durante esse período.  Já o jornalista cubano Luis Ortega, que conheceu Che ainda em 1954, escreveu em seu livro “Yo Soy El Che!” que o número real de pessoas que Guevara mandou fuzilar é de 1.892. O fato inegável é que ele matou muita, muita gente. E a maior parte por motivos banais.

    SÍMBOLO CAPITALISTA

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    Che paradoxalmente virou um símbolo para a sociedade de consumo. Virou camiseta, marca de cigarro, de café, de relógio, tênis, capinha de smartphone, capa de caderno, bebida energética, roupa de quarto e até biquíni usado por Gisele Bündchen em passarela de moda. Hoje, você pode comprar a imagem do homem que lutou com todas as forças contra o capitalismo em qualquer lojinha de esquina. Quer saber maiores detalhes sobre essa história? É só acessar esse link.

    CORAJOSO”

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    Che torceu para que a crise dos mísseis cubanos levasse a uma guerra atômica. “O que afirmamos é que devemos proceder ao longo do caminho da libertação [do imperialismo]”, disse ele, “mesmo que isso custe [as vidas de] milhões de vítimas “. Um dos libertadores do povo cubano torcia para o extermínio desse mesmo povo. Irônico, não?

    SANTO ERNESTO

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    Guevara continua sendo um herói nacional querido para muitos. Em Cuba, onde sua imagem adorna a nota de 3 pesos cubanos, as crianças em idade escolar dão início a cada manhã à promessa de “seremos como Che”. Em sua terra natal, a Argentina, várias escolas levam seu nome, assim como diversos museus espalhados por todo o país platino.
    Em 2008, uma estátua de bronze do guerrilheiro de mais de 3,5 metros dele erguida em sua cidade natal de Rosario. Além disso, Guevara foi santificado por alguns trabalhadores agrícolas bolivianos como “Santo Ernesto”, a quem eles rezam para obter assistência. Não é necessário dizer que a Igreja Católica não considera Guevara um santo e se opõe fortemente ao culto à pessoa dele.

    CHE – O FILME

    Che Guevara foi a Hollywood, num filme dividido em duas partes dirigido por Steven Soderbergh. No papel de Che, o ator porto-riquenho Benicio del Toro. Lançado em Miami, lar de muitos cubanos exilados pelo regime, em sua estreia, Benicio concedeu uma entrevista à cubana Marlen Gonzalez, onde foi duramente confrontado. O líder revolucionário aparentemente foi ao cinema americano ser estrelado por alguém que pouco conhecia sua verdadeira história.
    “Marlen: Mas as opiniões que você deu, você, Benicio del Toro, em sua consciência, você disse que Che Guevara foi assassinado como um criminoso de guerra e não foi. Mas você sabe que quando a revolução triunfou, você sabia que ele ficou encarregado de uma prisão em Cuba, chamada La Cabaña, e ali mandou fuzilar mais de quatrocentos cubanos. Você sabia disso?

    Benicio: Sim, sabia, mas foram, pelo que entendi e está gravado, está gravado e vi pedaços dessa gravação, muitos desses que foram fuzilados haviam sido, havia um terrorismo de parte do governo Batista.

    Marlen: Noventa por cento eram presos de consciência, simplesmente por discordarem do sistema nascente. Simplesmente por terem opinião diferente.
    Benicio: Eu não sabia. Não sabia disso. Não. De onde, de onde você tirou isso?

    Marlen: Está historicamente documentado, inclusive na Argentina. Não somente por nós, cubanos. E por que não se mostra no filme a parte dos fuzilamentos? Por que se mostra que se fuzila uma pessoa que foge da serra e se salta para o discurso nas Nações Unidas, enquanto em Cuba estão fuzilando, continuarão fuzilando — fuzilaram, estão fuzilando e continuarão fuzilando — como para dar a entender que houve fuzilamentos para fazer justiça, mas não se mostra La Cabaña, não se mostram os assassinatos, não mostram os disparos que deu Che a sangue frio.

    Benicio: Eh… não, não sei…”

    HOLLYWOOD

    Che, aliás, desperta um amor doentio em Hollywood. A revista americana Reason destacou essa história, após o lançamento receptivo do filme de Steven Soderbergh, no vídeo acima. Você precisa assistir isso antes de sair por aí com sua camiseta do Che Guevara.

    INDIGENTE

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    Após a execução de Ernesto, um médico militar amputou suas mãos. Oficiais do exército boliviano transferiram o corpo de Guevara para um local desconhecido e o enterraram como indigente, se recusando a revelar se seus restos mortais foram enterrados ou cremados. Suas mãos foram conservadas em formol para serem enviado a Buenos Aires para a identificação de impressões digitais – as impressões digitais de Che estavam no arquivo da polícia argentina. Depois, após a confirmação, as mãos foram enviadas a Cuba.

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