25 de mar de 2016

  • Se não entregar Lula e Dilma, Marcelo Odebrecht não consegue acordo de delação e pode passar 30 anos na cadeia


    Os procuradores da Força-tarefa não estão dispostos a abrir mão de um bom acordo de delação com a maior empreiteira da América Latina. Mas se não entregarem Lula e Dilma, Marcelo Odebrecht e outros executivos podem passar 30 anos na cadeia.

    O ex-presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht pode passar os próximos trinta anos preso, caso não consiga firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, não pretendem abrir mão da ampla confissão do empreiteiro em um eventual acordo de delação premiada. Após as descobertas da Lava Jato sobre a contabilidade paralela do Grupo, a Odebrecht se viu acuada e tornou pública a intenção de todos os executivos da empresa de fechar uma colaboração efetiva com os investigadores, em busca de redução de pena.

    O "pacote" de delação definitiva, como mencionou a empreiteira, inclui a proposta de um acordo de delação de Marcelo Odebrecht. Para a força-tarefa da Lava Jato, um ponto visto como essencial para os investigadores em uma negociação é que os executivos do Grupo Odebrecht revelem dados sobre os pagamentos de palestras, doações e reformas feitas em imóveis em benefício do ex-presidente Lula.

    As condições para firmar um acordo de delação com Marcelo Odebrecht são duras. Além de confessar ter conhecimento sobre o "departamento da propina" revelado pela Operação Xepa – 26ª fase deflagrada na terça-feira (22) –, os procuradores da força-tarefa querem detalhes doações para as campanhas de Lula e Dilma, além de informações fundamentais sobre a corrupção em outras obras e áreas do governo. Algumas delas já estão no radar da Lava Jato, como o setor de plataformas na Petrobras, o estádio Itaquerão, em São Paulo, o Porto Maravilha, no Rio, entre outras.

    A gigante teve que se curvar diante da determinação da Força-tarefa liderada pelo juiz Sérgio Moro. Antes da 23ª e 26ª fases, respectivamente a Acarajé e a Xepa, a disposição de Marcelo Odebrecht e do grupo empresarial era a de desafiar os membros do Ministério Público Federal. Mas as últimas operações forçaram toda a companhia a reavaliar sua estratégia de confronto. A partir de agora, é a Lava Jato que impõe as condições. Ou entregam tudo que sabem, incluindo os fatos envolvendo Lula e Dilma, ou não irão conseguir nenhum acordo.


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