22 de mar de 2016

  • Santista é alvo da primeira fase internacional da Operação Lava Jato


    Raul Schmidt Felippe Junior, de 57 anos, foi encontrado em Portugal nesta segunda-feira


    Santista tem 57 e foi encontrado em Portugal
    Acusado de operar as propinas distribuídas nos escândalos de corrupção na Petrobras, Raul Schmidt Felippe Junior foi preso nesta segunda-feira (21) na 25ª fase da Operação Lava Jatoa primeira internacional. Ele é de Santos, mas desenvolveu carreira profissional fora da Cidade. Considerado foragido desde julho de 2015, vivia na Europa, depois de passar pelo Rio de Janeiro. 
    Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Raul Schmidt, de 57 anos, é investigado pelo pagamento de propinas aos ex-diretores da estatal Renato de Souza Duque (Serviços), Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada (ambos da área Internacional). Os três estão presos em Curitiba, base da Lava Jato, pela participação no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa instalado na Petrobras.
    O santista era foragido desde quando foi expedida a ordem de prisão pela Justiça. Em outubro do ano passado, ele havia sido incluído no alerta da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. Ele foi encontrado em um apartamento de luxo, em Lisboa (Portugal), avaliado, segundo a Procuradoria, em mais de R$ 12 milhões (€ 3 milhões).
    "Além de atuar como operador financeiro no pagamento de propinas aos agentes públicos da Petrobras, ele também aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da Petrobras", informou o MPF, em nota divulgada à imprensa. Além da prisão, as autoridades cumpriram mandados de busca na residência em Lisboa. 
    A deflagração da operação, ainda de acordo com o MPF,  foi um trabalho conjunto entre Portugal e Brasil. Segundo a Procuradoria, o cumprimento das medidas foi feito pela polícia judiciária portuguesa e pelo Ministério Público português. Autoridades brasileiras acompanharam as diligências. Cumpridas as medidas cautelares, o Brasil dará início ao processo de extradição.
    "Raul Schmidt é brasileiro e também possui naturalidade portuguesa. O investigado vivia em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, e se mudou para Portugal após o início da Operação Lava Jato, em virtude da dupla nacionalidade", informou o MPF. 

    No Brasil, ele tem residência fixa em um imóvel no Bairro Flamengo, no Rio de Janeiro. Era onde ele morava, antes de fugir para a Europa em meados do último ano. O Consulado Honorário de Portugal em Santos, entretanto, confirmou para A Tribuna On-line que ele é natural de Santos. 
    Denúncia 
    A Força-Tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) denunciou, em 5 de agosto, o santista por evasão de divisas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.  Para operacionalização do esquema o lobista  Raul Schmidt Junior atuava como intermediário das negociações e, posteriormente, para o repasse das vantagens indevidas. 
    Raul Schmidt Junior, segundo a Procuradoria, realizou os pagamentos em favor do ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada. Ele efetivou mediante depósitos realizados no exterior. Em julho de 2015, o jornal Valor Econômico informou que o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, havia decretado o bloqueio de ativos de R$ 7 milhões.
    O jornal também informava que a operação suspeita que ele tenha usado produções cinematográficas e aquisição de peças de arte no exterior como elementos para ocultar a procedência ilícita de recurso. Ele foi um dos promotores do filme "Jean Charles", filme que reconta a história do brasileiro morto em Londres, em 2005. Na ocasião, a defesa negou as acusações. 
    A Tribuna On-line procurou a família do acusado, que segundo o apurado, continua vivendo em Santos, no bairro Boqueirão, mas não obteve sucesso. O advogado Leonardo Muniz, responsável pela defesa dele desde a denúncia apresentava à Justiça, ainda não se pronunciou sobre o ocorrido e o que será feito a partir de agora.



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