27 de mar de 2016

  • PUTIN não colocaria a Rússia a serviço de DILMA ROUSSEFF


    PUTIN gesEsperamos que, em linguajar bastante acessível, esse texto se preste a desmistificar falácias que têm atrapalhado bastante o processo em curso no Brasil.
    Como a Revista Sociedade Militar a cada dia se consagra como referência em assuntos relacionados à política, geopolítica e forças armadas é natural que todos os dias nossa caixa de entrada esteja cheia de questionamentos relacionados aos assuntos aqui tratados.
    Pretendemos discutir aqui temas que em sua grande maioria são misteriosos para o grande público, haja vista que instituições de estado do BRASIL, diferente do que ocorre nos EUA, por exemplo, não estão habituadas a discutir com a sociedade os problemas relacionados à defesa nacional, política e geopolítica. 
    Na semana que se seguiu a condução coercitiva do Senhor Luiz Inácio Lula da Silva muitas pessoas questionaram sobre a possibilidade de China e Rússia intervirem no Brasil em apoio à DILMA ROUSSEF.
    A Rússia atualmente é comandada por Vladimir PUTIN. Putin é descrito como um ex-espião comunista. De fato, o atual primeiro-ministro russo foi chefe de KGB e da agencia que a sucedeu, a FSB. Alega-se que PUTIN tem como referencial intelectual o senhor Alexander Dugin. Dugin é apologista da existência de um conflito entre Eurásia e ocidente e por isso há quem acredite que a RUSSIA pode a qualquer momento atacar os EUA.
    Dugin, apesar de ainda antes da queda da URSS ter-se integrado ao partido COMUNISTA da Federação Russa, mostra-se bem mais nacionalista do que marxista. O teórico alega que o liberalismo norte-americano aos poucos vai destruindo todas as fronteiras, princípios morais e costumes de cada sociedade.
    Lembrando ao leitor que marxismo implica rejeição ao nacionalismo. A rejeição à símbolos nacionais como a bandeira e o hino pode ser notada por qualquer pessoa que observe o comportamento de partidos de esquerda no Brasil.
    Como louva tanto o czarismo quanto o estalinismo, pode-se crer, em resumo, que o teórico e seu discípulo são ultra-nacionalistas e defendem uma espécie de imperialismo russo. Seu eurasianismo é interpretado como pretensão de tornar seu país um grande império, o líder regional. Ha uma frase bastante intrigante, não se sabe o autor, repetida entre governantes de países da Europa, ela diz: “Quem controla a Europa Oriental governa o MUNDO”.

    Nota-se que o país de PUTIN deseja sim se mostrar ao mundo ocidental, o próprio investimento na mídia oficial Sputnik em vários idiomas é uma prova disso. Ha sim relações comerciais com países como Brasil e Venezuela. Contudo, ressalta-se, nada de concreto indica que o império pretendido se estenda até as Américas.
    Se PUTIN se aventurasse pelo ATLÂNTICO teria que concentrar todas as suas forças por aqui, lutando contra inimigos muito mais organizados e em um campo de batalha desconhecido. No que diz respeito a projeção de forças isso é tarefa atualmente quase inexeqüível – mesmo para a RUSSIA – a não ser que abandone  todas as suas empreitadas no Irã, Síria, Chipre e outros fronts mais próximos, onde ainda não concretizou o seu projeto de dominação. Em círculos especializados essa discussão seria considerada infantil.
    Putin interviu recentemente na Síria justamente por considerar o Oriente Médio como parte de seus domínios e mais, por acreditar que se as coisas continuassem da maneira em que permaneciam a desorganização causada pelo ISIS e outros insurgentes poderia avançar pelo território turco, chegando até a fronteira com a Rússia. Putin tem ainda extremo interesse em manter sob seu domínio o porto de Tartous como um posto avançado no Mediterrâneo.
    Portanto, chega de divulgar falácias sobre bases russas, espiões infiltrados no Ministério da Defesa e aviões despejando militares de forças especiais russas ou venezuelanas. Já desmistificamos isso em vários textos e deixamos bem claro que só interessa aos inimigos da verdadeira democracia que a sociedade seja mantida ignorante e apegada a lendas urbanas replicadas por sites sensacionalistas.
    É inconcebível que PUTIN, um estrategista bem preparado, coloque seu projeto de poder em risco apenas para defender políticos moribundos e sem qualquer status internacional, incapazes de qualquer contrapartida política ou militar, como Dilma Roussef e Nicolás Maduro.
    O único interesse da Rússia nesse tipo de gente está em estabelecer acordos comerciais.
    Revista Sociedade Militar


    Via http://www.sociedademilitar.com.br/wp/2016/03/putin-colocaria-a-russia-a-servico-de-dilma-rousseff.html
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