8 de mar de 2016

  • Polícia Federal divulga relatório sobre a condução de Lula para prestar depoimento




    A Polícia Federal enviou um relatório ao Juiz Sérgio Moro detalhando como foi a chegada dos agentes que conduziram o ex-presidente Lula para depor, na sexta-feira (4). O delegado que liderou a operação afirmou que ao ser informado de que não poderia dar o depoimento em casa, Lula disse que só sairia algemado.

    No documento de três páginas, o delegado da Polícia Federal Luciano Flores de Lima afirma que bateu à porta do apartamento do ex-presidente Lula, em São Bernardo do Campo, às 6h de sexta-feira (4). O próprio Lula atendeu.

    O delegado que chefiou a equipe de policiais disse que informou ao ex-presidente que estava de posse de um mandado de busca e apreensão para cumprir naquela residência e a entrada de todos foi autorizada por Lula.

    O delegado entregou uma cópia do mandado de busca e apreensão e aguardou que o ex-presidente lesse.

    Em seguida, Luciano Flores disse a Lula que eles deveriam sair o mais rápido possível daquele local para que o ex-presidente prestasse declarações, a fim de que a saída do prédio fosse feita antes da chegada de repórteres e pessoas que pudessem fotografar ou filmar o deslocamento.

    Lula, então, disse que não sairia, a menos que fosse algemado, e que se o delegado quisesse colher o depoimento dele teria de ser ali mesmo.

    O delegado Luciano Flores respondeu que não seria possível fazer a audiência naquele local por questões de segurança, pois tão logo alguém tomasse conhecimento, a notícia seria divulgada e poderiam acontecer manifestações e atos de violência.

    Segundo o delegado, Lula foi informado de que para o depoimento, já estava preparado o salão presidencial anexo ao Aeroporto de Congonhas, um local seguro, discreto e longe de eventuais manifestações.

    No documento, o delegado Luciano Flores disse que informou ao ex-presidente que, caso ele se recusasse a acompanhar a Polícia Federal naquele momento ao Aeroporto de Congonhas, teria que dar cumprimento ao mandado de condução coercitiva que estava portando, momento em que deu ciência de tal mandado.

    O ex-presidente Lula pediu ao chefe de sua segurança que ligasse para o seu advogado Roberto Teixeira, momento em que o informou que a Polícia Federal estava querendo levá-lo para o Aeroporto de Congonhas para ouvi-lo. Disse ainda que havia um mandado de condução coercitiva.

    Logo depois de ouvir as orientações do advogado, Lula disse que iria trocar de roupa e acompanharia a Polícia Federal para prestar as declarações.


    Fonte: g1 globo
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