O ex-assessor da Casa Branca, Joel Velasco, comentou em uma entrevista, que as empresas condenadas pela Lava Jato serão também processadas e punidas pelo governo americano. Velasco afirma, que os argumentos utilizados pelos Estados Unidos contra a corrupção na FIFA, serão também utilizados nas investigações das empresas brasileiras. A Operação Lava Jato, ressaltou Velasco, é de grande importância para as autoridades dos Estados Unidos, pois essas empresas investigadas possuem vínculo com o país e isso facilita as punições. Joel Velasco, já trabalhou com o ex vice-presidente Al Gore e foi conselheiro na embaixada dos Estados Unidos no Brasil, durante o governo Bill Clinton. Há algum tempo, os Procuradores brasileiros tem passado informações a respeito da Lava Jatopara os Procuradores americanos, inclusive o Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga todos os detalhes de escândalos da Petrobrás.

Questão de tempo

Segundo Velasco, os EUA estão totalmente decepcionados com a corrupção que envolve o Brasil, pois sempre enxergaram o Brasil como um grande aliado e um líder emergente. Joel acredita, que na próximas semanas o governo pode cair. O ex-assessor, afirmou que a qualquer momento, as autoridades americanas irão questionar e "bater a porta" das subsidiárias da petrolífera que estão envolvidas nos processos de corrupção. A Justiça do Brasil, por intermédio do juiz Sérgio Moro, já condenou vários dirigentes das construtoras e continua com a operação a todo o vapor. A legislação americana, que cuida dos processos de corrupção, permite ao governo americano processar empresas estrangeiras por atos de corrupção, mesmo que sejam executadas fora do território americano, mas é necessário que tenham vínculo com o país.

Multas Altíssimas

De acordo com Velasco, as empresas envolvidas e denunciadas na Operação Lava Jato, deverão ser punidas com enormes multas pelos Estados Unidos, fora as que já receberam e irão receber ainda da Justiça Brasileira. Atualmente, Joel Velasco é vice-presidente de uma consultoria em Washington, chamada Albright Stonebridge Group.