28 de mar de 2016

  • Impeachment de Dilma pode resultar na prisão de dez ministros, hoje com foro privilegiado

    Pelo menos dez ministros de estado do atual governo, ainda circulam pelas ruas com tranquilidade, sem riscos de prisão, em razão do foro privilegiado.
    A relação de encrencados começa pelo próprio Jacques Wagner, atualmente o homem mais próximo da presidente, citado na delação premiada de Nestor Cerveró e envolvido criminosamente no esquema em razão de mensagens encontradas no celular de Léo Pinheiro, que denunciam a atuação do ex-governador da Bahia na intermediação de negócios entre a OAS e fundos de pensão.
    Aloisio Mercadante, ministro da Educação, envolveu-se na prática de obstrução da Justiça ao tentar silenciar o senador Delcídio do Amaral.
    José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça e atual advogado geral da União, também está envolvido no esquema, segundo o ex-lider do governo no Senado.
    Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação da Presidência, está enrolado até o pescoço. Ele é citado na delação premiada do empresário Ricardo Pessoa como beneficiário do esquema de propinas na Petrobras e aparece como responsável por obter recursos junto a farmacêuticas, por meio de contratos fictícios, para pagar despesas da campanha de 2014.

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    Os peemedebistas Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ministro do Turismo, e Celso Pansera (PMDB-RJ), ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, também são investigados.
    O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI) aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral acerca de uma denúncia por compra de votos na sua campanha a deputado federal. Apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, a ação pede a cassação de seu mandato e a aplicação de uma multa.
    Seu correligionário Helder Barbalho (PMDB-PA), ministro de Portos, foi acusado pelo Ministério Público Federal de desviar recursos destinados a programas de saúde de Ananindeua (PA), no período em que era prefeito, a partir de uma auditoria do Ministério da Saúde nos contratos feitos com a Prefeitura de Ananindeua, em 2014.
    Nelson Barbosa, da Fazenda, também entrou na mira da Justiça. O relatório de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) recém concluída propõe banir de funções públicas o ministro.
    E o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nomeado para a Casa Civil, mas com a posse suspensa por determinação judicial, foi salvo recentemente pelo ministro Teori Zavascki, vez que o seu caso já estava nas mãos do juiz Sérgio Moro e, por enquanto, permanece no STF em razão do envolvimento da própria presidente.

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