29 de mar de 2016

  • Gleisi apela à chantagem e ameaça os pobres com o fim das “bolsas” caso Dilma seja apeada do poder

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    Não existe degradação moral maior do que um petista fazendo de tudo para “não largar o osso”. É o caso da senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR), que na segunda-feira (28) ressuscitou, na tribuna do Senado, a velha chantagem de que outro governo, que não seja do PT, acabará com as bolsas e todos os programas de transferência de renda que beneficiam as pessoas carentes.
    O terrorismo com as esmolas sociais é antigo e ignora os fatos. O principal deles é que não coube ao PT a criação das tais bolsas, mas ao governo FHC, sendo que na era petista foram apenas ampliadas. Até o momento, nenhum político com condições de substituir Dilma Rousseff na Presidência falou em acabar com as bolsas. Quem está acabando com programas sociais, como o Fies e outros, é o próprio PT, que levou o País à falência no vácuo de incompetência descomunal e jamais vista.
    Sem ficar corada, Gleisi afirmou que “programas sociais – como “Minha Casa, Minha Vida”, Bolsa Família, Fies e tantos outros – que beneficiam os mais pobres correm sério risco de sofrer corte caso a presidente da República, Dilma Rousseff, seja impedida de continuar seu governo”.
    Acusada de corrupção ativa e passiva por quatro delatores da Operação Lava-Jato, Gleisi Hoffmann esquece que todos os programas que citou já foram cortados pelo governo Dilma, que em apenas quatro anos levou a economia nacional á débâcle. O “Minha Casa, Minha Vida”, por exemplo, foi reduzido ao mínimo, o Fies foi destruído e o governo propôs o congelamento do miserável salário mínimo.
    Gleisi, no entanto, voltou a repetir a mentira de que o pedido de impeachment nada tem a ver com a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, ou com o combate à corrupção.

    Ignorando o envolvimento da presidente da República no bilionário escândalo que envolveu a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), e as denúncias de caixa dois na campanha presidencial, Gleisi preferiu sublimar o fato de que Dilma foi apanhada em flagrante em grampo da Polícia Federal, enquanto operava para obstruir a Justiça ao dar um cargo de ministro a Lula, como forma de evitar que o petista-mor fosse preso.
    Considerando que o Brasil ainda é uma democracia e que a Constituição Federal garante o direito à livre manifestação do pensamento, Gleisi pode vociferar o que quiser, desde que não exija da maioria dos brasileiros que façam das suas palavras uma verdade suprema. Longe de ser um golpe, como dizem os petistas, o impeachment, é um dispositivo legal e constitucional que pode levar à deposição de um governante, desde que existam motivos para tanto. No caso de Dilma, sobram motivos para o seu impedimento.
    O desespero que ronda os “companheiros” encontra explicação na possibilidade cada vez mais maior de os petistas perderem a “boca rica” a que se acostumaram ao longo de mais de uma década. Quando as autoridades, respeitando a legislação vigente, decidem combater a corrupção, não há como falar em golpe, mesmo que esse, ao arrepio do bom senso, seja chamado de “golpe constitucional”, como fez o senador Humberto Costa em discurso no plenário do Senado.
    Independentemente das falácias petistas acerca do fim dos programas sociais, nada pode ser pior do que ao trinômio que mescla corrupção desenfreada, crise econômica e paralisia do governo. Isso, sim, é um golpe silencioso e premeditado.

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