16 de mar de 2016

  • Gilmar Mendes compara nomeação de Lula à indicação de empreiteiro para ministério


    Gilmar


     

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comparou a nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil com a indicação de um empreiteiro preso na Operação Lava Jato para comandar o Ministério dos Transportes – uma das pastas com maior orçamento para obras públicas.
    Lula não está preso, ao contrário dos empreiteiros que o ministro mencionou. Diante dessa provocação, feita por uma jornalista durante a entrevista à porta do STF, Gilmar Mendes rebateu: “Mas está sendo investigado como chefe desse grupo”.
    O ministro afirmou que o Supremo poderá julgar processo que conteste a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil. E lembrou que, no caso do deputado Natan Donadon, que renunciou ao mandato às vésperas de ser processado pelo STF, o Supremo decidiu prosseguir no julgamento, classificando a renúncia como uma “fraude processual”. O assunto, disse Gilmar Mendes, merece “meditação do tribunal”.
    Natan Donadon renunciou ao mandato de deputado uma semana antes do julgamento da ação penal pelo Supremo. O tribunal entendeu que a única intenção de Donadon era evitar o julgamento e, ao perder o foro, jogar o processo para a primeira instância, postergando por tempo indefinido a conclusão do caso.
    Nomeado o ex-presidente Lula, a investigação aberta sobre as obras em imóveis no Guarujá (SP) e em Atibaia (SP) sai da jurisdição do juiz federal Sérgio Moro e passa para o Supremo Tribunal Federal. O governo nega que a nomeação tenha como objetivo blindar Lula. O ex-presidente foi nomeado, dizem integrantes do governo, para restaurar a base de sustentação política de Dilma Rousseff no Congresso.
    A oposição ainda não contestou no Supremo a nomeação de Lula pela presidente Dilma. Mas o assunto, conforme integrantes da oposição, será levado ao tribunal em breve.

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