triunviratoMichel Renan CunhaTRIUNVIRATO ATUAL
O  primeiro governo triunvirato que temos noticias, aconteceu em 59 a.C. e durou até 53 a.C e foi uma aliança política informal estabelecida na República Romana. Era composto por Júlio Cesar, Pompeu (o Grande) e Marco Licínio Crasso. No Brasil tivemos um governo denominado de Regência Trina Provisória e durou apenas dois meses; era composta por José Joaquim Carneiro de Campos, Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e Francisco de Lima e Silva. Foi então escolhido um novo governo em 17 de junho de 1831, denominado de Regência Trina Permanente, que governou  de 1831 a 1835. Por esse motivo, não nos é desconhecida a nova forma de governo que hoje nos apresenta a Presidente Dilma Rousseff. Logo após a sua posse, no segundo mandato, a Presidente entregou o comando da nossa economia ao conhecido tucano Joaquim Levy, e agora, após tantos desacertos e brigas com o Congresso, terceirizou a articulação política ao PMDB, que concentra o seu poder num triunvirato: Michel Temer (vice-Presidente), Renan Calheiros (Presidente do Senado) e Eduardo Cunha (Presidente da Câmara dos Deputados). Apesar de não ser um governo de direito, ele se torna um governo de fato. LEIA MAIS
Tendo como carro chefe de sua campanha as mentiras em relação a nossa econômica, desde a sua posse, a Presidente Dilma vem tentado de todas as maneiras encontrar uma saída para a crise político-administrativas instalada em seu desgoverno. Acuada, a presidente resolveu entregar a articulação política ao seu vice-presidente que agora comanda o governo  Rousseff, e ao mesmo tempo transforma o nosso modelo de governo em um Triunvirato. Em relação a esse fato, o Senador Aécio Neves foi de grande assertividade quando falou: ” A decisão de Dilma é uma espécie de renuncia branca”.  O PMDB já estava ditando as regras do governo através do Congresso Nacional, agora com o aval da presidência, será do Palácio do Jaburu, sede da vice-presidência, que irá se estabelecer as decisões mais importantes do governo. Uma grande vitória do Vice Michel Temer que no início desse governo ficou isolado por três meses, mesmo dando indícios à presidente de que estava disposto a ajudá-la. Com o poder estabelecido nas mãos do Triunvirato, a Presidente Dilma, vê a cada dia o seu poder se esvaindo de suas mãos. Na verdade a Presidente, ao nomear o Vice o articulador político do governo, tentava minimizar as desavença existente entre seu governo e o congresso, porém essa atitude coloca a presidente em uma encruzilhada. Se o vice resolver todas as pendengas existentes, se fortalece e pode tentar disputar as eleições de 2018, se não conseguir, quem irá sofrer as conseqüências será o governo da Dilma e não o PMDB. Como nos fala Izabelle Torres, jornalista da revista IstoÉ; ” Os riscos assumidos pela presidente ao terceirizar o seu governo, não são resultados de uma estratégia corajosa e tampouco representam sinais de uma virada nos rumos do País. Resultam sim de uma completa falta de opção e de inoperância do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que saiu enfraquecido com as mudanças estruturais ocorridas no governo”.
Mas para que possa ter sucesso em seu novo desafio, o Triunvirato terá que enfrentar a ira do PT, partido da qual a Presidente Dilma é filiada. O PT até pouco tempo detinha o poder da articulação política do governo Dilma através do seu filiado Pepe Vargas, que ficou sabendo que iria ser trocado pela mídia, por isso, o PT fez o que pode para enfrentar o PMDB no Congresso. Mas, com a posição tomada pela Presidente Dilma o PT passa a ser figurante nesse segundo mandato e tenta se apegar na falta de compromisso que sempre primou os acertos não cumprido com seus aliados, por parte da Presidente Dilma Rousseff. Enquanto isso alguns cientistas políticos nos falam que ao terceirizar o governo a presidente Dilma imagina que seja a única saída, possível, para tentar estancar a crise surgida com as sucessões de erros presidenciais.  O que ela não esperava é que a sua atitude fortalecesse tanto o PMDB, o que deu ao Brasil a nítida impressão de que a Presidente renunciou de fato, mesmo que não de direito,  e entregou o seu cargo nas mãos de Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, formando assim um novo governo: o triunvirato e se o Michel Temer não for capaz de apaziguar os ânimos do seu partido, o Brasil vai ficar ingovernável. Isto é o final de um PT melancólico.
Maria  José Gonçalves (Tia Nen)
Psicóloga.