24 de fev de 2016

  • PF investiga desvio de R$ 200 milhões em transposição do São Francisco

    Estão sendo cumpridos 32 mandados judicias, sendo 24 de busca e apreensão, quatro de condução coercitiva e quatro de prisão em nove estados


    Foto: Internet
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    Agência Brasil

    A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta (11), a Operação Vidas Secas – Sinhá Vitória, que investiga o superfaturamento de obras de engenharia executadas por empresas em dois dos 14 lotes da transposição do Rio São Francisco. Empresários do consórcio OAS/Galvão/Barbosa Melo/Coesa teriam utilizado empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas.
    Os valores eram destinados à transposição do rio, no trecho que vai do Agreste de Pernambuco até à Paraíba. Os contratos investigados, até o momento, são de R$ 680 milhões. Segundo a PF, as investigações apontaram que algumas empresas ligadas à organização criminosa estariam em nome de um doleiro e também envolvem um lobista, ambos investigados na Operação Lava Jato.
    Através disso, estão sendo cumpridos 32 mandados judicias, sendo 24 de busca e apreensão, quatro de condução coercitiva e quatro de prisão, em Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio grande do Sul, Bahia e Brasília.
    Em Pernambuco, as investigações ocorrem nos bairros das Graças, Boa Viagem e Coelhos (no edifício Capibaribe), em Recife, e nas cidades de Salgueiro e Sertânia, no sertão pernambucano.
    Cerca de 150 policiais federais participam da operação. Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro.
    A PF explicou que o nome da operação, Sinhá Vitória, representa a mulher do sertão, que não se rende à miséria. Uma personagem descrita no livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, como uma mulher forte, que fazia as contas do pagamento recebido do dono da fazenda onde trabalhavam sempre chegando à conclusão de que eram roubados.
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