28 de fev de 2016

  • Defesa de Lula admite que reformas em “sítio que não é do Lula” foram para Lula


    A defesa do ex-presidente foi protocolada no Supremo Tribunal Federal e admite que a reforma no Sítio Santa Bárbara foi para usufruto de Lula e sua família. É mole?
    As informações são do O Globo:
    “Em petição protocolada nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu pela primeira vez que as reformas feitas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), tinham por objetivo adequar o local ao uso da família do ex-presidente e para acomodar objetos que ele ganhou durante seus dois mandatos.
    Seus advogados, no entanto, reafirmam que a propriedade foi comprada por Fernando Bittar e Jonas Suassuna – sócios de um dos filhos de Lula. Segundo a defesa, as famílias Bittar e Lula são amigas há mais de 40 anos e o pai de Fernando, Jacó Bittar, gostaria de que as duas famílias pudessem conviver quando Lula deixasse a presidência.
    No documento entregue à Justiça, os advogados de Lula também afirmam que ele tomou conhecimento de que a reforma teria sido oferecida pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo dele preso na Lava-Jato, por comentário feito por Fernando Bittar sobre a necessidade de algumas adaptações no local. A defesa destaca, no entanto, que Lula só soube da compra do sítio no dia 13 de janeiro de 2011, duas semanas após deixar a presidência. Dois dias depois, o petista teria ido a primeira vez no local.
    “À época em que foi adquirido por Fernando Bittar e Jonas Suassuna, o sítio tinha apenas dois quartos e instalações com alguma precariedade. Foram realizadas reformas com o objetivo de permitir que os proprietários e a família do Autor (Lula) pudessem conviver no local e, ainda, que fosse possível acomodar, como já dito, os objetos que o Autor (Lula) ganhou do povo brasileiro durante a Presidência da República”, diz um trecho da petição.
    Os advogados pedem no documento que sejam retiradas do âmbito da Lava-Jato as duas investigações que apuram se o ex-presidente foi beneficiado de forma irregular com favores de empreiteiras em reforma no sítio Santa Bárbara e no apartamento triplex no Guarujá (SP).
    “O Autor (Lula) tomou conhecimento de que a reforma foi oferecida pelo Sr Carlos Bumlai, amigo da família, enquanto Fernando Bittar comentava sobre a necessidade de algumas adaptações no local”, diz outro trecho.”
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