2 de dez de 2015

  • Revista francesa afirma que saída de Dilma é necessária para solucionar a crise brasileira


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    Em sua mais recente edição, a conservadora revista semanal francesa “Le Point” afirmou, em editorial assinado por Nicolas Baverez, que a saída de Dilma Rousseff do governo é o primeiro passo para solucionar a grave crise econômica que assusta o Brasil.
    Baverez afirma, de chofre, que a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, corre o risco de se transformar, assim como a de Atenas, em 2004 na Grécia, em sinal de que o País está a caminho da falência. Enxertada no calendário nacional, custo bilionário, para incensar o inexistente milagre brasileiro, a Rio2016 pode transformar o outrora líder dos BRICS em símbolo do colapso econômico dos chamados países emergentes, débâcle que já acontece sob o manto da incompetência de Dilma Rousseff.
    A dinâmica que havia feito do Brasil a sétima economia do planeta acabou, de acordo com o editorial da revista. Enquanto o crescimento do PIB chegou a 7,5% em 2010, a economia verde-loura está em recessão em 2015, pela primeira vez desde os anos 1930, com retração de 3%, índice que pode se aproximar dos 4%. A inflação oficial atingiu 9,4%, podendo fechar o ano em 10,38%, muito além do centro da meta de 4,5%. O desemprego alcançou a marca de 7,6% em setembro, podendo a marca de dois dígitos logo no começo do próximo ano. Enquanto isso, o pode de compra do salário do trabalhador diminui e a pobreza aumenta.
    A revista francesa destaca o déficit duplo que ameaça o governo petista: o déficit corrente de 4,5% do PIB e o déficit orçamentário de 9%, que elevou a dívida pública a 70% do PIB. O grau de investimento do Brasil foi rebaixado pelas agências de classificação de risco para a categoria de investimento especulativo. O real perdeu mais da metade do seu valor em relação ao dólar, em menos de um ano.
    A Petrobras, palco do maior escândalo de corrupção da História, ilustra o desastre brasileiro, escreve a “Le Point”. Após o maior aumento de capital da história do capitalismo, a petrolífera registrou mais de R$ 50 bilhões de perdas em 2014, devido ao gigantesco caso de corrupção. Os desvios são estratosféricos, que ultrapassam com folga a casa de R$ 10 bilhões, beneficiaram diversos partidos políticos, em especial o PT, responsável pelo período mais corrupto da história nacional.
    Ponto morto
    Os dois propulsores de crescimento do País estão parados. O consumo interno está em queda livre por conta do elevado endividamento das famílias, cenário provocado pelo chamado crédito fácil concedido aos bolhões na última década. Em outro vértice está a venda de matérias-primas, que representam 60% das exportações brasileiras, afetadas pela crise na China e pelos preços do petróleo. Além disso, o sistema previdenciário, cada vez mais insolúvel, corre o risco de implodir.
    Segundo a “Le Point”, o Brasil representa todas as piores características dos emergentes: competitividade degredada, exposição à desaceleração da economia chinesa; forte dependência da renda de combustíveis; dívida externa elevada; duplo déficit estrutural.
    Dilma procura atribuir a catástrofe a causas conjunturais. Mas a “Le Point” enfatiza que elas são apenas reveladoras dos profundos desequilíbrios que minam o país: estagnação da produtividade do trabalho, cujo custo aumentou em 150% em dez anos; déficit crônico de investimentos (18% do PIB contra 31% na Índia); fraqueza da concorrência indissociável de um protecionismo endêmico; indigência dos serviços públicos, corte dos gastos sociais; fraqueza do Estado, que se traduz em uma corrupção sistemática e um aumento da violência (alta de 10% dos homicídios).
    A revista afirma que as causas da crise são internas e acrescenta que Dilma não tem nem vontade nem legitimidade para interromper a espiral infernal na qual a demagogia colocou o seu país. Sua saída do governo é um requisito à recuperação do Brasil. E finaliza afirmando: “quanto mais cedo melhor”.

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