9 de nov de 2015

  • Protesto de caminhoneiros bloqueia rodovias em vários Estados do País


    A mobilização foi convocada por meio das redes sociais e não conta com o apoio das confederações do setor

    Caminhoneiros bloqueiam nesta segunda-feira (9) trechos de várias estradas do País para reclamar da alta de impostos e da elevação nos preços de combustíveis. Eles são contra o governo Dilma Rousseff e pedem o aumento do valor do frete.
    O movimento foi convocado por meio das redes sociais. A Confederação Nacional dos Transportes Autônomos afirmou, em nota, que não concorda com a mobilização. A União Nacional dos Caminhoneiros também disse discordar dos bloqueios.
    Protesto dos caminhoneiros na Rodovia dos Bandeirantes, altura do KM 23 em São Paulo
    Futura Press
    Protesto dos caminhoneiros na Rodovia dos Bandeirantes, altura do KM 23 em São Paulo




    Os protestos acontecem no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo. Na capital paulista, na altura do km 23 da Rodovia Bandeirantes, o comboio seguia exibindo faixas de repúdio ao governo. 
    O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, afirmou que os caminhoneiros em greve não apresentaram uma pauta de reivindicações e que a paralisação tem como objetivo o desgaste político do governo. Segundo ele, o governo da presidente Dilma Rousseff respeita as manifestações e está aberto ao diálogo, mas não recebeu uma pauta para negociação. 
    “No nosso entender, essa é uma greve que atinge pontualmente algumas regiões do País e, infelizmente, um movimento que tem se caracterizado com uma aspiração única de desgaste político do governo. Se tivermos uma pauta de reivindicação, como tivemos em outros momentos, o governo sempre estará aberto ao diálogo. Agora, uma greve que se caracteriza com o único objetivo de gerar desgaste ao governo, ela vai de encontro aos interesses da sociedade brasileira”, disse o ministro em entrevista no Palácio do Planalto.
    Edinho Silva participou nesta manhã da reunião semanal de coordenação política com a Dilma e os líderes do governo no Congresso Nacional. Ele informou que o assunto não foi discutido no encontro, que teve como tema principal a necessidade de aprovar as medidas de ajuste fiscal no Congresso.
    De acordo com o ministro, a greve não busca melhorias para a categoria. O político disse esperar que os caminhoneiros coloquem em primeiro lugar os interesses da sociedade, que é prejudicada com a paralisação. “Você não pode apresentar uma pauta onde o centro seja o desgaste do governo. Uma greve geralmente vem com questões econômicas, sociais, geralmente ela é propositiva. Mesmo quando trata de questões políticas, é propositiva", afirmou.
    "Nunca vi uma greve onde o único objetivo é gerar desgaste ao governo. Penso que é uma paralisação que, portanto, que não busca melhorias para a categoria. Esperamos que aqueles que estão envolvidos nessa mobilização possam colocar acima de qualquer outra questão o interesse da sociedade."
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