26 de nov de 2015

  • NA CONVERSA DA 'MÁFIA', DELCÍDIO CONTAVA VANTAGENS E PROPÕE FUGA E SUBORNO


    DELCÍDIO IMPLICA JUÍZES E FALA MAL DE COLEGAS, KAKAY ETC. LEIA.

    (Início da gravação)
    BERNARDO - (…) Já vai.
    BERNARDO - (…) E aí.
    DELCIDIO - Pô, na verdade (vozes sobrepostas) aqui desse lado aqui (vozes sobrepostas),
    Vocês só gostam desse lado aqui é.
    BERNARDO - É a primeira vez que eu, como é que tá.
    EDSON – Meio.
    BERNARDO – A votação é hoje lá né?
    EDSON – Da repatriação.
    DELCIDIO - Da repatriação é.
    BERNARDO - (…..)
    DELCIDIO – O problema rapaz … é, hoje eu tava com minha agenda toda organizadinha só
    a partir das 13:00 horas.
    BERNARDO – Ah.
    DELCIDIO – Ai tá, pra acabar de complicar ainda mais o jogo aparece o Eduardo Paes, com Pedro Paulo, é, com Romário.
    EDSON – Rss.
    DELCIDIO – e com Ferraço
    EDSON – ué, fizeram acordo né?
    DELCIDIO Diz o Eduardo que fez.
    EDSON – tranquilo.
    EDSON – tinha conta realmente do Romário.
    BERNARDO – tinha essa conta?
    DELCIDIO – E em função disso fizeram acordo.
    EDSON – seu amigo, então (Toc, Toc), foi comprado (Toc, Toc), (vozes sobrepostas) Ahhhh.
    EDSON – tira porque senão você vai preso. (Toc,TocToc)
    DELCIDIO – o que eu achei estranho, ele ter chegado (Vozes Sobrepostas) o que você, Romario o que você tá fazendo aqui, … não, não, vim acompanhando o Eduardo.
    EDSON - Esquisito
    DELCIDIO – Esquisito pra caramba
    EDSON – essa é informação que me deram
    DELCIDIO – Aí o, aí o, o Eduardo falou assim: não Delcidio, porque o Eduardo tenho intimidade, o Eduardo foi companheirão meu aqui, principalmente na CPI dos Correios, ele foi meu braço direito aqui … ai disse não Delcidio eu chamei aqui o Romário, na frente do Romário. Chamei o Romário, ó, nos acertamos uma aliança o Romário apoiar o Pedro Paulo é isso que ele tá falando. Mas tem esse motivo.
    EDSON – foi o que eles disseram... quem pode melhor apurar é você.
    DELCIDIO – porque, porque bicho, não é possível, hoje quando eles chegarem, ué o que
    vocês tão fazendo aqui … juntos. Aí o Eduardo explicou, diz que fizeram uma composição
    juntos.
    EDSON – Apoiar o Pedro Paulo.
    DELCIDIO – e aí eu fui tirar uma foto com ele né que ele (…) porra aí tirar uma fotografia
    com todo mundo com a mão assim... uma em cima da outra.
    EDSON - Rss
    DELCIDIO – Eu não entendi mais nada.
    EDSON – Loucura né. É isso aí
    DELCIDIO – Bernardo como é que você ta?
    BERNARDO – tô bem, hoje a minha filha foi lá no...em Curitiba.
    DELCIDIO – foi visitar o.
    BERNARDO – foi visitar
    DELCIDIO – o avô.
    BERNARDO – é, ai foi com minha mulher, tava falando com ela agora no, no , mas parece que foi bom.
    DELCIDIO – foi bom.
    BERNARDO – foi bom
    DELCIDIO – ele tem paixão por ela
    BERNARDO – é
    DELCIDIO – e sua mãe como é que ta?
    BERNARDO – e tava um ano já sem ver.
    DELCIDIO – tava um ano sem ver.
    BERNARDO – porque ele foi pra Inglaterra... a Anita tava viajando, ai ficou lá um mês e meio, voltou já foi direto para Curitiba, deve ter quase um ano, porra nessa idade só cada, cada semana é uma novidade né.
    DELCIDIO- com quantos anos que ela tá?
    BERNARDO – é, vai fazer nove 28 de novembro.
    DELCIDIO – puta que pariu rapaz, eu vi ela pequenininha.
    BERNARDO – ela é demais.
    DELCIDIO - tá com 9 anos já?
    BERNARDO – quebra tudo, ai tem um grupinho no whatsapp pra, a minha, a tia dela fala que ela é sargitariana não vai mudar, é assim mesmo, chega no restaurante derruba tudo, quebra copo ai ela falou, em vez de brigar com ela tira uma foto me manda que ai você se acalma, rsss, é engraçado.
    DELCIDIO – e, e ela tá hoje lá?
    BERNARDO – tá hoje lá. Já, já tá voltando já
    DELCIDIO – já tão voltando já! E ele deve ter ficado feliz né?
    BERNARDO – ele tá, ele deve ser transferido amanhã pro, pro complexo medico penal, que
    ai é onde tá o resto do pessoal e ai não sei porque, não sei se tem outra operação pra vir, mas me falaram que ele vai ser transferido a Alessi a advogada de lá … e tamo levando.
    SENADOR DELCÍDIO AMARAL.
    DELCIDIO – ele tá sendo transferido pra, pro presídio
    BERNARDO – é ele tá na Policia Federal, e deve ir amanhã pro complexo médico penal.
    DELCIDIO – será que vai vir outra operação?
    BERNARDO – a gente especulou que, que corre o risco
    EDSON – eu acho que dessa vez vem uns 50 ai preso... eu acho que é possível que venha
    pessoal de nível de gerência, operadores, doleiros. deve ser isso.
    DELCIDIO – agora nessa operação?
    EDSON - É
    DELCIDIO – José Carlos Bumlai?
    EDSON – Bumlai.....eu acho. Bumlai
    BERNARDO – é porque o Fernando fala do Bumlai.
    EDSON - O Moreira essa turma toda vai.
    BERNARDO – A gente tava naquela assim, de, de, ainda tentamos fazer o acordo, ainda tem essa possibilidade, mas a gente segurou muito a informação...é eles estão com a gente não sabe se, se, eles até comentaram isso pra advogada que por ser funcionário publico a diretoria eles queriam ferrar mesmo.
    DELCIDIO – eles falaram isso?
    BERNARDO – falaram isso...é... e ai a gente, a gente calculou que o pior dos cenários ele fica...
    EDSON – 3 anos.
    BERNARDO – 3 anos , mais 3 anos.
    EDSON – mais 3 anos.
    BERNARDO – E eles estão acenando com 2 anos de, de, mais 2 anos fechado dentro dum acordo de delação... e aí...
    EDSON - pra não aceitar.
    BERNARDO – para não aceitar.
    DELCIDIO – não, claro isso é pra não aceitar, isso não tem nenhum sentido, isso não tem nenhum sentido...agora é o Fernando pegou o material que o Nestor tinha feito?
    EDSON – é isso ai , é isso ai.
    DELCIDIO – é brincadeira um negocio desse.
    EDSON – é isso ai
    DIOGO – quase um ctrl c, crtl v.
    EDSON – exatamente isso.

    DELCIDIO – o Nestor sabe disso?
    BERNARDO – Sabe, sabe... tá meio puto.
    DELCIDIO – como, Mas como rapaz....
    BERNARDO – mas também tem coisa, tem, a gente não sabe, a gente tentou, o advogado Sergio Riera se atravessou na estória, quando a negociação ficou difícil e ai numa de ajudar
    fez essa, essa (….) essa sacanagem.
    EDSON – fez essa sacanagem pra ajudar o Fernando.
    BERNARDO – é
    DELCIDIO – bicho, fazer isso com Nestor.
    EDSON – olha só, não que ele tenha feito, havia acordo entre o Nestor e ele... Nestor, ele, Duque e Zelada...faria os 4... e aí o Duque saiu na frente...deixou todo mundo pra trás...entendeu, aí ficou a expectativa, ai não foi aceita a do Duque não foi isso, ai o Fernando foi e não aceitaram a do Nestor tava indo e o (Fernando) dizia o seguinte, quem pode ficar preocupado é o Nestor …só que deixaram pra trás o Nestor, e foi aceitada a do Musa, então o quer dizer, hoje como é que tá a situação de prova... Fernando não pode aceitar de ninguém.
    DELCIDIO – Eu tive....nos tivemos acesso a ... delação do Fernando.
    BERNARDO – (Vozes sobrepostas) já integral.(Vozes sobrepostas)
    DELCIDIO- Ó, eu peguei supostamente, eu não vi porque são várias….
    BERNARDO – Ham, Ham
    EDSON – são 9. 8 ou 9
    BERNARDO – são 13.....16
    EDSON – são 16
    BERNARDO – ah, tá, então é isso.é...que tinha, começou como 9...
    EDSON – é que o Sergio me falou que era 8 ou 9...assuntos.
    DIOGO – são 16, (Vozes sobrepostas) … são 16 termos né (Vozes sobrepostas)
    DELCIDIO – é mas nós conseguimos, nós conseguimos a do Fernando, nós conseguimos aquilo que dizia respeito a mim.
    EDSON – a você olha só, eu não tenho que confirmar, só quem poderia confirmar alguma coisa é Nestor, perfeito, a partir de agora é impossível uma proposta dessa louca, dois anos
    isso é loucura, é a mesma coisa que tá preso, ele preso mais um ano resolve
    DELCIDIO – não, nós temos que tirar o Nestor, Edson.
    EDSON – não, eu preciso tirar o Nestor daqui.
    DELCIDIO- nos precisamos tirar ele.
    EDSON - esse HC tá pronto pra isso, o Duque também tá esperando agora...
    BERNARDO – (Vozes sobrepostas) é tá 40 dias na... (Vozes sobrepostas)
    EDSON – os dois devem ser julgados juntos é o que eu acredito.
    DIOGO – 45.
    BERNARDO - tá esperando o parecer (Vozes sobrepostas)
    DIOGO – 45 o Duque o Nestor ta 30 e...31 eu acho
    EDSON: O Nestor ta menos. Não sei se chega a tudo isto não. É eu não lembro...
    DELCÍDIO: Mais este é o HC do STF?
    EDSON: STF, ok.
    DIOGO Esperando a manifestação da PGR
    EDSON: Esse é o melhor. O próprio Teori quando negou disse que tinha o embasamento
    bom.
    DIOGO: Negou querendo...
    DELCÍDIO: Querendo querendo aceitar...
    EDSON: É, Deferir...
    EDSON: Então foi bom, a gente tá aguardando isto, (…) to aguardando sair da Procuradoria pra vir aqui, com o parecer do (Geraldo Prado), conversar com todo mundo, fazer aquela média...
    NESTOR CERVERÓ.
    DELCÍDIO: Agora Edson, (hum), eu acho que isto, esta estratégia nós temos que seguir pra tirar de qualquer maneira, temos que tirar não só ele quanto o Renato, por que não tem, não tem (santo).
    EDSON: O que vai acontecer ele saindo vai vir uma nova denúncia e o Moro vai decretar uma nova prisão preventiva, tá certo, então eu vou abrir o jogo aqui, é sair e ir embora, ele
    não fica aqui...
    BERNARDO: É, a gente considera essa opção.
    DIOGO: Eu acho que tem que ser
    DELCÍDIO: É, eu acho que...
    EDSON: E aí lá eu aguardo a nova denúncia e faço um puta discurso político, entendeu, de
    tortura e tudo mais...
    DELCÍDIO: E aí ele iria pra Espanha.
    EDSON: Sim.
    DELCÍDIO: Hum... Ele tem dupla cidadania, não teria problema nenhum.
    EDSON: Aí que tá, não é bem assim, você não pode ser extraditado, mas você pode cumprir
    pena.
    DELCÍDIO: Lá?
    EDSON: Lá. Então a gente vai ter que bater nessa condenação dizendo que ela contraria tudo, tudo sobre direito, entendeu, criar um caso, um fato político, levar isto até pra corte interamericana, essa é a idéia, mantém ele lá a coisa ameniza pra ele, pelo menos por um tempo, até ver o que o Moro vai fazer.
    DIOGO: Aquela alternativa de transferi-lo pro Rio não tá (...)
    EDSON: Eles tão negando de todas maneiras, eu entro com o pedido eles negam.
    DELCÍDIO: Não (...)
    EDSON: Não, não, eles tão ganhando tempo pra ver se tem uma nova denúncia, se o nosso argumento ajuda além desse, o que que ele tá fazendo lá?
    DELCÍDIO: O que que ele tá fazendo lá?
    EDSON: E o despacho diz: expectativa de uma nova ação penal, porra isso não existe.
    BERNARDO: É, isto que a gente ficou preocupado, a questão do Evoque...

    EDSON: Vamos aguardar, estão aguardando uma nova ação, pra justificar a prisão dele.
    DELCÍDIO: Mas o que é esse Evoque?
    EDSON: Nada!
    BERNARDO: Não, é porque eles usam isso no decreto pra negar, dizendo que vem outro, outra denúncia...
    EDSON: Tem Passadena que tem Evoque
    BERNARDO: Que foi o dinheiro, é carro [ sobreposição de falas]
    EDSON: É o carro que o Fernando teria comprado do Nestor, mas não é isto que tá na delação, ele teria ajudado na aquisição, indicando uma agência e só.
    DELCÍDIO: Mas nessa, neste , (…) nós temos que imprimir isto aí...
    EDSON: Tem, tem
    DIOGO: Tem na, no dois, no dois...
    DELCÍDIO: No dois?
    DIOGO: a gente acabou olhando com mais ênfase o...
    EDSON: O Sérgio me garantiu que tem isso, ele teria dito que houve uma indicação apenas
    DIOGO: Hum hum!
    EDSON: Tanto que o dinheiro, o dinheiro foi colocado na agência por uma pessoa da própria
    agência, não foi nem a família, nem ninguém.
    DIOGO: Entendi!
    EDSON: Nem de Fernando não.
    DELCÍDIO: Foi o cara da agência...
    EDSON: Foi o cara da agência que mandou o funcionário foi lá e botou o dinheiro, então, se
    aparecer filmagem, tudo mais, tá tranquilo.
    DELCÍDIO: Entendi.
    EDSON: Pode ficar tranquilo, não tem risco.
    DELCÍDIO: Agora, agora, Edson e Bernardo, é eu acho que nós temos que centrar fogo no STF agora, eu conversei com o Teori, conversei com o Toffoli, pedi pro Toffoli conversar com o Gilmar, o Michel conversou com o Gilmar também, porque o Michel tá muito preocupado com o Zelada , e eu vou conversar com o Gilmar também.
    EDSON: Tá.
    DELCÍDIO: Por que, o Gilmar ele oscila muito, uma hora ele tá bem, outra hora ele tá ruim e eu sou um dos poucos caras...
    EDSON: Quem seria a melhor pessoa pra falar com ele, Renan, ou Sarney...
    DELCÍDIO: Quem?
    EDSON: Falar com o Gilmar
    DELCÍDIO: Com o Gilmar, não, eu acho que o Renan conversaria bem com ele.
    EDSON: Eu também acho, o Renan, é preocupante a situação do Renan.
    DELCÍDIO: Eu acho que, mas por que, tem mais coisas do Renan? Não tem...
    EDSON: Não, mas o..., acho que o Fernando fala nele, não fala?
    DELCÍDIO: Fala, mas fala remetendo ao Nestor.
    EDSON RIBEIRO, ADVOGADO.
    EDSON: A é, também? Então tudo bem.
    DELCÍDIO: Como também fala do Jader, remetendo ao Nestor.
    EDSON: Então tudo bem. Escolheu o Fernando
    DELCÍDIO: Agora, então nós temos que centrar fogo agora pra resolver isto...
    EDSON: Mas então seria bom ver Renan olha só...
    DELCÍDIO: Não eu vou falar com ele...
    DIOGO: Hoje tem reunião de líderes
    DELCÍDIO: Eu falo com o Renan hoje.
    EDSON: Tá bom.
    DELCÍDIO: Hoje eu falo, porque acho que o foco é o seguinte, tirar, agora a hora que ele sair tem que ir embora mesmo.
    BERNARDO: É, eu já até pensei, a gente tava pensando em ir pela Venezuela, mas acho que... deve se sair, sai com tornozeleira, tem que tirar a tornozeleira e entrar, acho que o melhor jeito seria um barco... É, mais porque aí chega na Espanha, pelo menos você não passa por imigração na Espanha. De barco, de barco você deve ter como chegar...
    EDSON: Cara é muito longe.
    DELCÍDIO: Pois é, mas a idéia é sair de onde de lá?
    BERNARDO: Não, da Venezuela, ou da...
    EDSON: É muito longe.
    DELCÍDIO: Não, não.....
    BERNARDO: Não, mas o pessoal faz cara, eu tenho um amigo que trouxe um veleiro agora de...
    EDSON: Não, tudo bem, (vai matar o teu velho).
    BERNARDO: É … mas não sei, acho que...
    EDSON: [risos] … Pô, ficar preso (...)
    BERNARDO: Pegar um veleiro bom...
    DELCÍDIO: Não mas a saída pra ele melhor, é a saída pelo Paraguai...
    BERNARDO: Mercosul...
    EDSON: Mercosul, porque o pessoal tem convenções no Mercosul, a informação é muito rápida.
    DELCÍDIO: É?
    EDSON: É
    EDSON: E ao inverso… seria melhor, porque ele tá no Paraná, atravessa o Paraguai...
    DELCÍDIO: A fronteira seca...
    EDSON: (…) Entendeu, e vai embora, eu já levei muita gente por ali, mas tem convênio, quando você sai com o passaporte, mesmo...
    DELCÍDIO: Eles trocam...
    EDSON: (…) Rápido, Venezuela não tá no Mercosul, então a informação é mais demorada, um pouco mais demorada, então quanto mais você dificultar, melhor.
    DELCÍDIO: Mas ele tando com tornozeleira como é que ele deslocaria?
    BERNARDO: Não, aí tem que tirar a tornozeleira, vai apitar e já tira na hora que tiver, ou a gente conseguir alguém que...
    EDSON: Isto a gente vai ter que examinar.

    BERNARDO: É...
    EDSON: Por que a minha expectativa é que o Moro faça uma nova preventiva, se bem que não existe motivo nenhum
    DIOGO: É isto que eu tô pensando.
    BERNARDO: Mas isto não impediu ele no passado...
    EDSON: O ideal seria, ele sai, deixa (com a lei), tranquilo, se o Moro vier com uma nova preventiva, sem motivo nenhum, a gente faz até uma reclamação no Supremo, entendeu...
    DELCÍDIO: Eu acho que a gente...
    EDSON: Tecnicamente o ideal é não fugir agora.
    DELCÍDIO: Edson, a gente tem que fazer o possível pro Nestor ter tranquilidade aqui.
    EDSON: É.
    DELCÍDIO: Até por questões de caráter familiar...
    BERNARDO: É, a gente já evitou dele...
    EDSON: se o Supremo solta, não vai ter nenhum elemento, o grande problema é que os processos estão correndo rápido, né [sopreposição de falas]...
    DELCÍDIO: Você acha que eles estão tentando encaminhar pra terminar isto ou não?
    EDSON: Sim.
    DELCÍDIO: A idéia, impressão de vocês é esta?
    EDSON: Tá correndo, então já vai julgar segunda instância agora do Nestor, as sondas, aí eu tenho recurso especial extraordinário que não tem efeito suspensivo, então meu medo qual é? Que o tribunal julgue e determine a prisão, entendeu, e aí eu vou ter que entrar com outro HC pra enviar (...), embora eu tenha...
    DELCÍDIO: Que tribunal que julga?
    EDSON: TRF 4, Porto Alegre, esse é meu medo, entendeu...
    DELCÍDIO: TRF 4 (...)
    EDSON: E aí se determinar a prisão meu amigo, vai dividir (…), eu vou ter que entrar com outro HC, e aí tem recurso especial e extraordinário me dá o efeito suspensivo, mas enquanto
    isto corre outro tormento pro teu pai, então eu vou analisar muito bem esta questão, esses dias agora, a gente vê horário, tudo certinho, o que que dá pra fazer, até um avião particular, embora pra lá, talvez seja o ideal, entendeu...
    BERNARDO: É...
    EDSON: Não sei o custo disso, vou apurar tudo isso eu tenho amigos que tem empresa de taxi aéreo, de aviação, entendeu, ver com eles qual o custo disto, a gente bota no avião e vai
    embora.
    DIOGO: Mas estes de pequeno porte eles cruzam?
    EDSON: vai até... Hã...
    DIOGO: Estes de pequeno porte eles cruzam?
    BERNARDO: Deve parar na Madeira, alguma coisa assim
    EDSON: Depende, se você pegar um...
    DELCÍDIO: Não, depende do avião.
    EDSON: Citation
    DELCÍDIO: Não, não Citation tem que parar no meio..., tem que pegar um Falcon 50, alguma
    coisa assim...
    DIOGO: Mas pára na Venezuela...
    DELCÍDIO: Aí vai direto, vai embora...
    EDSON: Se for direto ótimo.
    DELCÍDIO: Desce na Espanha
    DIOGO: Sai daqui já desce lá
    DELCÍDIO: Falcon 50, o cara sai daqui e vai direto até lá...
    EDSON: Vai Vai. Eu quero viajar contigo com aviões (…) a empresa é a Rico linhas aéreas, é de um amigo meu, sou advogado dele há trinta e tantos anos... só que eu sei que eles quebraram lá em Manaus, não sei se eles estão operando em algum lugar.
    DELCÍDIO: A Rico eu voei com eles quando ainda tava na Shell, era uma empresa deste tamaninho assim.
    DIOGO: Como era o nome deste homem?
    EDSON: Era o dono, Munur Yutsever, era conhecido como Mickey, o dono, e os filhos hoje é o Átila e o Metin, e tem o tio que é o Omar, Omar Yutsever, é, Átila Yutsever.
    DELCÍDIO: Eu andava direto na época que nós estávamos abrindo uma mina de bauxita pela (Biliton) lá em.
    EDSON: Qual o ano?
    DELCÍDIO: Isto foi mil novecentos... acho que noventa e um, e nós tínhamos eles eles.
    EDSON: Tava em Manaus?
    DELCÍDIO: É, a base era Manaus, mas eles atendiam a gente, que a nossa base era Santarém.
    EDSON: Eles tinham muito bandeirantes.
    DELCÍDIO: É é nós voávamos com bandeirantes
    EDSON: DC3 Bandeirantes
    DELCÍDIO: Rico Táxi Aéreo, isso mesmo … mas aí existe hoje ainda.
    EDSON: Até pouco tempo caíram dois aviões dele, Manaus eu não sei se eles fecharam, não
    sei o que aconteceu, hoje eu tô afastado desde algum tempo.
    DELCÍDIO: Bom agora Edson, só para a gente resumir esta questão jurídica, então já tá com o HC aqui viu. E é basicamente ele e o Duque juntos né.
    EDSON: Isso.
    DIOGO: Na mesma situação ó.
    DELCÍDIO: O STJ, ontem eu conversei com o Zé Eduardo muito possivelmente o Marcelo na Turma vai sair.
    EDSON: Acredito.
    BERNARDO: Quando aquele dia ele já (…) agora é a qualquer momento. [vozes sobrepostas]
    DIOGO: A decisão, a decisão foi muito, a decisão que negou pro Dantas, né, foi muito... sem nada né, literalmente assim deixa jogar pra turma.
    DELCÍDIO: Pois é, jogar pra turma pra turma julgar né. Isso acho que é bom.
    EDSON: É. Eu tô com aquele outro HC que tá na mão do Fachin.
    DELCÍDIO: Tá com, tá com o Fachin?
    EDSON: Tá. [vozes sobrepostas]
    DELCÍDIO: Ah é você me falou (…)
    EDSON: Que é pra anular (...)
    DELCÍDIO: Conversar com Fachin.
    EDSON: Se a gente anula aquilo, a situação de todos tá resolvido por que aí eu vou anular em cadeia, eu anulo a dele, Paulo Roberto, anulo a do Fernando Baiano. [vozes sobrepostas]
    EDSON: A do Fernando Baiano eu anulo.
    DIOGO: É pra anular a delação premiada.
    EDSON: Eu peço aí, aí, oh só. [vozes sobrepostas]
    EDSON: Paulo Roberto, por que, por que foi homologada pelo Supremo, aí eu consigo anular
    a do Ricardo Pessoa, enquanto Supremo também eu peço suspensão e anulo aquela porcaria também em situação idêntica. Consigo anular a do Fernando Baiano, a do Barusco e a do Júlio Camargo. Pô cara!
    DELCÍDIO: E tá com o Fachin? Eu tô precisando fazer uma visita pra ele lá hein!
    EDSON: Essa é a melhor por que acaba a operação. Por que se na decisão disser que não anula apenas [vozes sobrepostas]
    DIOGO: É a 130 a 106?
    EDSON: eu tenho aqui, eu tenho aqui (…) espaços, por que se isso aqui for anulado e se a
    decisão disser a partir [vozes sobrepostas].
    DELCÍDIO: Você quer atender?
    EDSON: Não, é mensagem, mas a partir da anulação tudo resta nulo, tudo.
    DELCÍDIO: Isso tá com o Fachin?
    EDSON: E o bom, a nossa tese é cível, e ele é civilista.
    DIOGO: Exatamente.
    EDSON: Isso foi a melhor coisa que aconteceu (…) foi pô, Fachin (…) [vozes sobrepostas]
    BERNARDO: O problema é ele, ele, tem a possibilidade de ele redistribuir uma porra assim?
    EDSON: Não!
    BERNARDO: Não!
    DIOGO: Não, não, acho que não!
    EDSON: É ele. Não tem jeito!
    DELCÍDIO: Diogo, nós precisamos, nós precisamos marcar isso logo com o Fachin, viu!
    DIOGO: Hum rum!
    DELCÍDIO: Fala com o Tarcisio lá.
    DIOGO: Tá!
    DELCÍDIO: Pra ver se eu faço uma visita pro Fachin.
    EDSON: Esse todo mundo devia cair em cima e pedir por que resolve tudo
    DELCÍDIO: Esse mata tudo... Quer dizer sobre o ponto de vista jurídico em função do HC só tá faltando o Gilmar.
    DIOGO: Han rã!
    DELCÍDIO: E eu vou essa idéia do Edson é boa, e eu vou falar com Renan também ... é, é, e na verdade tá tá Renato e e
    EDSON: Isto, são os dois
    DELCÍDIO: E Nestor está na mesma, na mesma, (...)
    EDSON: E aí vai servir para Zelada também que é igual [vozes sobrepostas]
    DELCÍDIO: E outra é falar com Tarcísio para marcar um café meu com Fachin ... é importante
    isso.
    EDSON: Nesse o Zelada vai junto. Ele vai dar extensão pro Zelada.
    DELCÍDIO: Aí puxa... Bom, depois, havendo a soltura aí são outros quinhentos que tem que avaliar.
    EDSON: Isso aí.

    BERNARDO: Sim, a gente a gente operacionaliza rapidamente e a gente só vai precisar do...
    EDSON: Eu preciso mantê-lo aqui por enquanto, mas eu quero examinar analisar muito calmo essa situação do TRF, questão de tempo.
    BERNARDO: É, acho que vai depender muito do resultado desse HC, por que até [vozes sobrepostas] sim (...)
    EDSON: Só depende do HC.
    BERNARDO: Não, do do Fachin, por que aí (...) é sinal que a coisa aí ele (…) teria mais motivo pra ficar.
    EDSON: Ah, sim!
    BERNARDO: Se se se começar a anulação.
    EDSON: Tudo anulado não tem porque fugir porra. Não vai dar nada pra ninguém... Bom, então é ... Eu não falei com Kakay, eu falei por alto com Kakay. Eu encontrei com ele num restaurante no Leblon, ele até me pediu uma cópia desse HC, eu não mandei a cópia pra ele,
    tá, eu esperei falar com vocês pra saber se falo ou não falo com ele … por que eu tenho medo.
    DELCÍDIO: Ele vai usar esse HC.
    EDSON: Vai.
    DELCÍDIO: E vai dizer que é dele.
    EDSON: Pra mim não tem problema, olha só.
    DELCÍDIO: O importante é resolver, né.
    EDSON: Se resolver.
    DELCÍDIO: É mas, não sei se.
    EDSON: Eu não sei se ele atrapalha ou se ajuda.
    DELCÍDIO: É é o problema é esse, porque o Kakay pelo estilo que ele tem é complicado.
    EDSON: É, é.
    DELCÍDIO: Eu não sei.
    EDSON: Ele vai dizer, porra, a minha avaliação dele é a seguinte: ele pode querer derrubar esse pra aproveitar o corpo desse e fazer um outro.
    DELCÍDIO: E fazer um outro e dizer que é dele.
    EDSON: Exatamente. Ele abrir o estilo dele.
    DELCÍDIO: Ele é muito complicado.
    EDSON: É, é vaidade pura ali.
    DELCÍDIO: É um cara difícil de você.
    EDSON: Eu sei
    DELCÍDIO: Bom, outra coisa. Com relação ao nosso amigo lá, de São Paulo, a única coisa, o momento que a gente tá vivendo é um momento que a gente tem que ter muito cuidado nas coisas, eu fui falar com ele na semana passada, o Diogo te falou né. É, eu tive com ele... aquele … anexo que o Nestor. Queria, eu queria fazer uma pergunta pra vocês, o seguinte. Aquele anexo do Nestor que que eu conheço.
    BERNARDO: Pela Época.
    DELCÍDIO: Pela... não
    DIOGO: Por vocês mesmo
    BERNARDO: Ah, tá!
    DELCÍDIO: É, é, o o material que o próprio Edson encaminhou pra mim.
    BERNARDO: Sim, sim!
    DELCÍDIO: Edson, eu achei estranhíssimo porque o da Época foi calcado naquele
    BERNARDO: É, mas (…) [vozes sobrepostas] a gente não sabe por que se já tinha o Musa falando, se já tinha o Riera fornecendo informação por que tem coisa ali que a gente não tinha.
    DELCÍDIO: Não tinha.
    BERNARDO: Não tinha conhecimento. Não tinha, não tinha passado pelo Ministério Público.
    DELCÍDIO: Entendi.
    BERNARDO: E não sei se eles botaram na conta do meu pai essa estória em função das informações que ele já tinha.
    DELCÍDIO: A matéria eles botam na conta de quem eles querem.
    EDSON: Tudo.
    BERNARDO: É exatamente.
    DELCÍDIO: Bom, aí eu cheguei lá, sentei com o André, falei ó André eu tô com o pessoal... é, eu já conversei com a turma, … já falei com o Edson, vou conversar com o Bernardo, é, eu acho que é importante agora a gente encaminhar definitivamente aquilo que nós conversamos. É, você mesmo me procurou, né, até pra (distoriar) que ele me procurou, ele tava preocupado, né, especialmente com relação aquela operação (…) dos postos, né.
    BERNARDO: Sim.
    DELCÍDIO: É, aí e eu procurei o Edson, a gente entende que você tava e nós também nos distanciamos quando vocês deram o sinal também, nós.
    BERNARDO: Sim.
    DELCÍDIO: Ficamos de longe até em função do que tava acontecendo lá, e o próprio as próprias ações do Nestor e nós procuramos respeitar, por isso que nós distanciamos, né, por que nesse momento quem.
    EDSON: É, foi até pedido do Bernardo.
    DELCÍDIO: Pedido de vocês. Quem tem a temperatura das coisas melhor que isso, são vocês. Ele disse não Delcídio, não tem problema nenhum, oh, eu tô interessado, eu preciso resolver isso, oh, o meu banco é enorme se eu tiver problema com o meu banco eu tô fudido, só para (distoriar) vai que você não conhece essa estória, oh eu quero ajudar, quero atender o advogado, quero atender a família, ajudo, sou companheiro, pá pá. E a conversa fluiu bem. A única coisa que eu achei estranho foi o seguinte: é no meio da, por que banqueiro vocês conhecem, vocês sabem como é que banqueiro é foda, né. Ele quer ajuda, ele quer apoio, ele dá apoio, mas ele chora as pitangas e vai criando, onde ele puder enganchar, ele engancha. Ele trouxe um paper, aquele paper.
    EDSON: Hum!
    DELCÍDIO: É, do Nestor. Mas com anotações que suponho tem a ver com as do Nestor. Vocês chegaram a ter acesso algum documento assim?
    EDSON: Eu não, você viu?
    BERNARDO: Ele fazia mas ficava com ele na cela.
    DELCÍDIO: Pois é, então ou alguém reproduziu isso.
    BERNARDO: Esse, esse que é o lance... o que foi vazado a gente acha que pode ter sido vazado ali de dentro, Youssef na cela com ele, uma coisa assim.
    DELCÍDIO: Por que aí.
    BERNARDO: Mas, não sei.
    DELCÍDIO: Ele complementa.
    DIOGO: Até mesmo o que a gente tem, ele vem complementando.
    DELCÍDIO: E ele vem complementando. Então vou dar um exemplo.
    Olha só... O que eu tenho é o original porque a Alessi me passou e passou pra vocês.
    DELCÍDIO: Pois é, mas esse, tem anotações a mão.
    EDSON: Tinha umas anotaçõezinhas do Nestor (…) num tem jeito
    DELCÍDIO: Aí... ele pegou. Porque eu não tinha. Não tinha falado nada que eu tinha o documento. Num falei nada. Dentro daquilo que nós combinamos. Num falei porra nenhuma. Aí ele falou olha, Delcidio ta aqui ó. Aí ele pegou e viu lá no (embandeiramento) Você disse que não ia falar. Ai porque eu peguei... dei uma desviada né. Eu sabia há muito tempo...
    BERNARDO: Mas eu não sei porque tem uma versão que ficou a Alessi. Eu até tenho um e-mail com Edson falando isso, que é a versão que a gente apresentou para os procuradores. São tópicos e tem muita coisa que não vai.
    DELCÍDIO: Não mas esse que ele tava é igual a esse do Edson
    DIOGO: Era de 44 (páginas)
    BERNARDO: Eu falei (…) não vamo tirar. A gente tira.
    EDSON: … Foi aquele caderno que a Alessi me entregou e eu entreguei pra quem? Pra você ou pro Riera? Pra você...
    BERNARDO: Pro Riera.
    EDSON: Direto. Então é o mesmo
    BERNARDO: Pode ter sido.
    EDSON: Então quer dizer... Foi esse que foi entregue à Procuradoria?
    BERNARDO: Não
    EDSON: Não foi?
    BERNARDO: Não.
    EDSON: É menos?
    BERNARDO: É menos.
    DELCÍDIO: Essa tese do Bernardo pode ter acontecido que tiraram de lá da cela.
    BERNARDO: Sim. Só pode.
    EDSON: De qualquer maneira...
    BERNARDO: Porque o Fernando... (Vozes Sobrepostas)
    EDSON: Só pra colocar. O que que eu combinei com o Nestor que ele negaria tudo com relação a você e tudo com relação ao (...). Tudo. Não é isso?
    BERNARDO: Sim
    EDSON: Tá acertado isso. Então não vai ter. Não tendo delação, ficaria acertado isso. Não tendo delação. Tá? E se houvesse delação, ele também excluiria. Não é isto?
    DELCÍDIO: É isso.
    EDSON: É isto.
    DELCÍDIO: Bom, aí mas porque que eu to falando isso.
    EDSON: Porque aí não tem nada assinado.
    BERNARDO: É, basicamente isso.
    EDSON: Não e mais existe um termo de confidencialidade que mesmo que tenha a letra do
    Nestor... um grafotécnico... o grafotécnico só pode ser feito no original... Depois desse termo se o MP fizer ele tá ocorrendo em crime. Ele tá vedado. Então valor probatório nenhum. Isso vira prova nula.
    DELCÍDIO: Mas Édson, entendo... coloque na situação... Ele pegou porque.... Vocês conhecem o André Esteves ou não?
    EDSON: Não
    DELCÍDIO: André tem 43 anos.
    BERNARDO: É novo.
    DELCÍDIO: É um puta de um gênio cara. Você conversa com ele é uma máquina, uma locomotiva o cara. Aí ele oh Delcídio, porra! porque que eu... me veio a isso... Como ele chegou a isso eu não sei te dizer. Não sei. fiquei na minha... e eu fingi surpresa. Porra André, você conseguiu como? E aí ele mostrou o paper e com anotações. Então por exemplo... aí ele foi virando as páginas e eu fui vendo... No paper que você me mandou tem lá por exemplo: o Jorge Lúcio, Jader e Renan. Aí tem uma anotação que eu suponho que é do Nestor e bota assim (Del)... no caso, então supostamente, corrigir. Depois...
    BERNARDO: Eu saberia... saberia identificar a letra dele né...
    DIOGO: É pois é, eu não tenho...
    DELCÍDIO: Eu não podia nem pedir isso
    BERNARDO: Não, o que? Tem o que? Essas anotações?
    DELCÍDIO: Não, mas você tem essa anotação?
    EDSON: Eu tenho e você conhece.
    BERNARDO: Isso já foi mexido
    DELCÍDIO: Não, não, não... Mas esse documento o Edson é o documento padrão. (não é digitado)
    EDSON: Vamos ver se é isso aqui...
    DIOGO: Quer beber alguma coisa ou não?
    DELCÍDIO: Não, não, não.
    DELCÍDIO: Eu preciso comer, senão eu desmaio. Eu to tomando...
    BERNARDO: A gente almoçou cedo
    DELCÍDIO: Eu to tomando uma medicação que se eu não comer é foda.
    DELCÍDIO: É é um que é digitado mas com anotações
    EDSON: to. Não? Então vamos ver outra. Essa é sua?
    BERNARDO: uhum
    EDSON: Essa é sua também?
    BERNARDO: não
    EDSON: Não?

    EDSON: É do teu pai?
    BERNARDO: É
    EDSON: É?
    BERNARDO: Acho que é
    EDSON: (Quem) queria.
    BERNARDO: Não é do Collor
    EDSON: Pera aí, vamos lá... Vamos buscar mais...
    BERNARDO: Mas e aí?
    DELCÍDIO: Aí, por exemplo, no tópico da Dilma...
    EDSON: E aqui...
    DELCÍDIO: Ele complementa...
    EDSON: Olha aqui.
    DELCÍDIO: Então ele bota assim, a Dilma sabia de todos os movimentos de Passadena.
    EDSON: E esse aqui?
    EDSON: Como quem... depois aqui embaixo..
    EDSON: É teu?
    BERNARDO: É. Isso é meu.
    DIOGO: Deixa eu ver.
    DELCÍDIO: Esse aqui é...
    DIOGO: É dele.
    EDSON: Não, mas não é essa daquei não. É uma letra, é uma letra corrida
    DELCÍDIO: letra de forma eu guardaria. Ah ah, eu presumo...
    EDSON: Isso é tudo maravilhoso. (Se fudendo) é ótimo.
    DELCÍDIO: Não, mas não é essa letra de forma não é não.
    BERNARDO: Mas é o que você falou. Isso tá com confidencialidade e e e não foi essa tanto que tá minha (...)
    EDSON: É, Essa é dele
    BERNARDO: É dele. É dele
    EDSON: Estudou com o Collor

    DELCÍDIO: Eu só sei o seguinte. Vamos lá. Ele num. Ele é... É uma letra por extenso.
    EDSON: Não escreve por letra de forma não?
    BERNARDO: Não, escreve por extenso ele.
    DELCÍDIO: Mas o Edson, pra gente liberar só a… só a... Mas o que, o que me chamou atenção foi aquele documento digitado mas com anotações
    EDSON: Esse tem anotações também, agora...né?
    BERNARDO: Pode ter sido na cela
    DELCÍDIO: Aí por exemplo, no caso da Dilma, ele disse: A Dilma sabia de tudo de Passadena. Ela me cobrava diretamente. “Pa Pa Pa”. Fiz várias reuniões
    EDSON: Fez (duas)
    DELCÍDIO: Não entendi
    BERNARDO: Quer dizer é sigla né? (Vozes Sobrepostas)
    DELCÍDIO: Bicho eu não sei. Eu sempre tive uma letra por extenso. E é uma cópia não é assim azul. É preto.
    EDSON: Mas é cópia. Isso é cópia então.
    DELCÍDIO: Aí ele fala da Dilma. Dizendo que: a Dilma acompanhava tudo de perto. Papapa
    Papapa Papapa...
    EDSON: Esse tal de “donguinho” Essa letra é dele?
    BERNARDO: Essa letra é minha mas éeeeh, porque ele me corrigiu... Isso aí nem sei quem é.
    EDSON: Isso aí...
    DELCÍDIO: É, é, é, mas isso... pois é, mas isso você já tinha me perguntado. Mas não é essa letra não.
    EDSON: Não essa letra é dele.
    DELCÍDIO: Não é essa letra não. Tenho certeza que não é.
    EDSON: Ver se eu acho aqui porque porra tem que tá aqui
    DELCÍDIO: Edson, talvez seja uma anotação dele que ele tenha guardado lá. É a única razão

    BERNARDO: Sim! Ele ficou com muito papel, muito caderno, muita...
    EDSON: Só se tem gente pegando coisa dele lá
    BERNARDO: Não, mas isso a gente já sabia desse risco. A gente tentou evitar
    EDSON: Tem nada aqui não só tem essa.
    BERNARDO: Mas agora, é.. não serve como prova.
    DELCÍDIO: Eu vou tentar arrumar, eu vou tentar vê se consigo arrumar.
    EDSON: Uma cópia.
    DELCÍDIO: Uma cópia.
    EDSON: Isso.
    BERNARDO: Porque de repente, dos Procuradores né...não sei..
    DELCÍDIO: É estranho.
    BERNARDO: Estranho.
    DELCÍDIO: Mas aí, eu comecei a ver, e eu achei, eu comecei, quando eu fui vendo, aí ele viu, viu BTG e tal não sei o que. É.. eu falei porra Delcídio, não fala nada. Olha eu desconheço, eu vou checar direitinho, o advogado dele tá fora, né. É.. eu eu não tenho falado com... até citei o teu nome, perdoe-me Bernardo citei o teu nome. O...
    BERNARDO: Eu entrei nesse processo mais para o final, nas primeiras reuniões eu tava. Falei não, eu preciso ajudar aqui pra conduzir até porque a gente passou a conversar. Mas...
    DELCÍDIO: Bom, mas aí eu comecei a ver... é...é.. e ele folheando, aí eu olhava, lia, fingia que tava lendo, né. Eu já tinha visto, já tinha me dado, tinha mandado. Mas aí, e comecei a ver as anotações e eu peguei todas elas e aí eu fui olhando página por página as anotações,
    né. Tem várias anotações. É, tem várias anotações e o que me chamou atenção que eu achei que poderia ser, é... é... é... a letra do Nestor, na última página dá uma olhada...na última página. tem assim ó, é... acordo 2005 Suíça.
    BERNARDO: Hurum.
    DELCÍDIO: Aí, ele bota assim ALSTOM.
    BERNARDO: Hum!
    DELCÍDIO: Aí ele diz, aí ele bota assim...
    EDSON: Acho que não tá apresentado não.
    BERNARDO: Oi? Não. Isso foi...
    DELCÍDIO: Mas ta trás. Eu vi porque tá escrito.
    BERNARDO: Não, não foi. Com certeza não foi. O problema é que eles jogaram esse verde...
    DELCÍDIO: Mas ele anotar...
    BERNARDO: Naquela primeira reunião que eu tive... [vozes sobrepostas]
    EDSON: O MP, foi até o (….) que me contou. Eles falaram isso aí, sobre a Suíça né, jogando
    verde.
    BERNARDO: É, tanto é que naquela primeira reunião.
    EDSON: E até eu tinha falado para o teu pai, sobre esse assunto, não falo porque eles não podem usar esse documento, que o Procurador de lá entregou, que eu sabia que tinha entregue oficiosamente. Eles não têm isso oficialmente, eles não podem usar isso em hipótese alguma.
    DELCÍDIO: Tá lá assim, acordo de 2010, aí ele bota lá um troço assim, eu não lembro o nome agora, porque porra rapaz! Eu levei um...Você imagina, você vai conversar com o cara, de repente o cara me aparece com uma porra daquela, quer dizer, como é que esse cara conseguiu? E com as anotações, aí ele diz assim, ele cita o nome Guimarães operador Delcídio. E se..se fosse, que vantagem eu teria de falar para vocês que eu não...
    BERNARDO: Sim.
    DELCÍDIO: Mas aí eu vi o troço, inclusive o cara mesmo, o André falou assim ó, mas eu tenho uma anotação tua aqui, olha aqui ó, ele me mostrou na última parte. Inclusive, é aquele caderno né, que ele...aquele material que você mandou... onde aparece esse comentário... a mão, né. E eu fiquei quieto.
    EDSON: Porque pode ter sido alguma anotação que você tenha feito na hora da reunião, tá.
    DELCÍDIO: Não, mas não é. É a mesma...
    EDSON: Tá, você tava anotando alguma coisa lá?
    DELCÍDIO: Não, mas não é. É a mesma letra das outras folhas. É a mesma letra, por extenso (…) mesma letra. Bom, para resumir a ópera, eu disse a ele, eu disse não eu vou conversar com eles até para saber o que que é que está acontecendo. Porque rapaz...você.. é igual, você entrar... vai jogar contra um time o cara faz 5x0 em você em 10 minutos.
    BERNARDO: Alemanha.
    DELCÍDIO: Puta que o pariu, né! Aí, aí eu disse olha você me dá um tempo que eu vou olhar isso, mas ó.. André pô! O advogado do Nestor é um cara sério, um cara que tem tem história, e tal, família do Nestor, eu conheço a família desde... O Bernardo, por exemplo, conheço desde pequeno e foi assim. Mas agora, eu acho que eu já, eu acho que essa tese tua alguém...
    BERNARDO: os caras não tinham uma escuta em cima da.. da cela?
    DELCÍDIO: Alguém pegou isso aí e deve ter reproduzido. Agora quem fez isso é que a gente não sabe.
    EDSON: É o japonês. Se for alguém é o japonês.
    DIOGO: É o japonês bonzinho.
    DELCÍDIO: O japonês bonzinho?
    EDSON: É. Ele vende as informações para as revistas.
    BERNARDO: É, é.
    DELCÍDIO: É. Aquele cara é o cara da carceragem ele que controla a carceragem.
    BERNARDO: Sim, sim.
    DELCÍDIO: Bom, é para gente deixar é... é...claro as coisas, bom...é, eu fiquei de falar... eu disse a ele que eu fiquei de falar com vocês essa semana, que a gente já tinha...o Diogo já tinha combinado com vocês. Eu to indo amanhã para São Paulo. Vou conversar e já vou combinar um papo nosso lá.
    EDSON: Tá! O que eu queria que você ouvisse do próprio Bernardo. Com esse acordo, isso foi feito, falado por mim e pelo Bernardo amanhã... ok? Tá certo...
    BERNARDO: O que?
    EDSON: De que não haverá ninguém para pedir mais nada pro Delcídio, nem (...)
    BERNARDO: É, a hora é essa sim porque...
    EDSON: Valeu?
    BERNARDO: Os caras deram esse, esse...
    DELCÍDIO: Agora a única coisa, Bernardo, sabe que, que é...é que eu fiquei... porque rapaz, eu tava falando com o Diogo. Rapaz! Eu levei um choque, eu cheguei quando o cara vem, ele deixou... ele conversou comigo, mas pera aí que eu quero te mostrar uma coisa...e me aparece com aquele negócio.
    EDSON: Tudo bem olha só...
    DELCÍDIO: Só que aí...
    EDSON: Poderia ter sido até muito mais.
    DELCÍDIO: Ter anotado. [vozes sobrepostas]
    BERNARDO: É mas...[vozes sobrepostas]
    EDSON: [vozes sobrepostas] aí não pode ser usado... agora mas isso numa revista.
    DELCÍDIO: É uma merda, entendeu? E mexe com a cabeça...
    BERNARDO: Isso não tá na Época né? [vozes sobrepostas]
    EDSON: Não, não.
    BERNARDO: Para você vê né. [vozes sobrepostas] já é outro...parece que já é outra versão.
    DELCÍDIO: Deve ser outra versão. E na cabeça deles..pô.. ele...
    EDSON: Só quem pode tá passando isso, Sérgio Riera
    BERNARDO: Mas eu já cortei...
    EDSON: Milton e Youssef.
    DELCÍDIO: Quem que é Milton?
    BERNARDO: É o japonês.
    EDSON: E o Youssef, só os dois. [vozes sobrepostas] O Sérgio, porque o Sérgio traiu...
    BERNARDO: Sim. Ele fez o jogo do MP, assinou. Tá..tá
    EDSON: Fernando
    BERNARDO: Fernando tá solto, Fernando...
    EDSON: (...) o Youssef, em cada delação que ele faz ele melhora a situação dele lá dentro.
    DIOGO: Ele saí na semana que vem?
    DELCÍDIO: Quem?
    BERNARDO: Fernando Baiano.
    DELCÍDIO: Ah, ele já sai semana que vem?
    BERNARDO: Semana que vem.
    DIOGO: Eu pensava que era no fim do mês.
    BERNARDO: Não.
    DELCÍDIO: Não sei se é impressão de vocês, porque, por exemplo, aquilo que ele fala a meu
    respeito ele sempre cita o Nestor, tem alguma validade isso?
    EDSON: Nada.
    DIOGO: Não?
    EDSON: Só se o Nestor (…)
    BERNARDO: Eu não vi a delação, não.
    EDSON: Não, mas hoje eu conversei com o Sérgio na praia, eu sentei com ele lá num barzinho na praia e ele me disse, né. Até para tranquilizar...eu falei olha só, to dependendo desse assunto....acho que eu te falei isso...
    DELCÍDIO: Tu me falou...
    EDSON: Eu to dependendo desse assunto (...) O que que tá lá? Ele disse ó fica tranquilo, que ele realmente falou, mas ele coloca o Nestor para confirmar, se o Nestor não confirmar, ele não era funcionário, ele não deu dinheiro, (…) então... Se não tem a confirmação, não tem
    nada. Foi o que ele me disse, eu não li nada dele lá. Mas segundo o Serjão, tudo ficou para o Nestor confirmar.
    DELCÍDIO: Não, é bom a gente mandar tudo. Mandar o... Pede para o Edson.
    EDSON: Eu não tenho. Ele tá nos enrolando, porra! há muito tempo.
    BERNARDO: É, ontem eu sentei com ele...
    EDSON: A mim, ao Nélio a todo mundo. Ele não entrega nada para ninguém.
    BERNARDO: Ele falou que ia abrir... porque eu falei eu porra, vem cá, a gente ajudou. O Fernando diz que é amigo do meu pai, aí ele tá...usou os anexos como...
    DELCÍDIO: Isso é uma vergonha! É uma vergonha o que ele fez! Bicho! Para as oportunidades que o Nestor deu, porra! Pro, pro, pro...Fernando
    EDSON: Fernando.
    DELCÍDIO: Fernando fazer uma calhordice dessa, uma... uma canalhice dessas.
    EDSON: É ele segurou para o Eduardo. Não botou o nome do Eduardo.
    DELCÍDIO: Inclusive no texto tem diálogos dele com o Eduardo com relação a outras
    pessoas. Que impede né (….)
    BERNARDO: Caiu meu Ipad aqui (…) [Ruídos]
    DELCÍDIO: (…) Mas esse é apple?
    BERNARDO: É. É o Ipad. É...é.
    DELCÍDIO: Então é... assim... é... tudo isso é inacreditável.
    EDSON: Quero dá uma olhadinha nisso, para passar para teu pai.
    DELCIDIO: E ele relata coisas, assim, tipo, é que eu liguei pro Nestor junto com o Silas. Se o próprio Nestor viesse imediatamente aqui a Brasília para uma reunião com o Jader, com não sei quem...eu reuni... você sabe que eu já levantei minha agenda inteira. Eu tenho a melhor secretária do Senado disparado, não tem ninguém melhor que minha secretária. A minha secretária faz umas (...) diária de tudo que eu faço, de ligação que eu fiz de com quem que eu converso ela sabe tudo, tudo, nem minha mulher sabe onde é que eu ando como a Genilce sabe. O período que ele fala eu não tive contato com esse pessoal.
    EDSON: Maravilha! Maravilha
    DELCIDIO: Hoje eu chequei com a Genilce antes de vir para cá, não tem um telefonema, não tem uma agenda.
    EDSON: (Genilce, geral) ou Gerusa é?
    DELCIDIO: Na CPI dos Correios
    DIOGO: Ele não era Senador. No período que falam das reuniões prévias né de 2006
    EDSON: Não era Senador?
    DIOGO: Não, estava licenciado
    DELCIDIO: Eu não era senador.
    DIOGO: Nem em Brasilia ele tava.
    DELCIDIO: Mas não tinha nenhum. Nós checamos ligação checamos tudo. Olha que exagero, quanto eu recebia, se eu ia jantar em algum lugar com quem, que ela anota tudo.
    EDSON: fica confirmada a minha tese. A pessoa quando vai pra delação sendo torturada fala a verdade
    DELCIDIO: E conta uns troços. Pra vcs terem uma idéia o Silas veio me procurar na semana seguinte a matéria da Globo. O Silas chegou pra mim e falou Delcídio com todo respeito eu saí da casa do Sarney agora porque o Silas é (...). Aí ele disse assim Delcídio eu fui lá no Sarney e disse pro presidente Sarney o seguinte: porra falar que eu me reuni com o Jader ou
    com Renan tudo bem, mas com o Delcídio? O único cara que eu teria intimidade pra falar determinadas coisas é com o Delcídio porque eu conheço o Delcidio desde 1988 e nunca o Delcidio eu mesmo ministro teve a ousadia de me pedir qualquer coisa. Aí fala que ele ia viajar e tava apavorado dele ser preso e eu falei Silas se manda vai viajar com tua família esqueça dessa porra aqui qualquer coisa deixa suas coordenadas eu te aviso. Mas ele mesmo foi lá vc me desculpa Delcidio porque porra eu acabei de sair da casa do presidente Sarney mas um troço completamente fora de esquadro mas nós checamos tudo levantamos tudo. Hoje inclusive antes de vir para cá eu peguei com a Genilce vi lá o resumo todo né desde que eu tomei posse como Senador com quem que eu falei e tal não tem. Esse período que ele cita que é 2006 e 2007, nada.
    EDSON: Ótimo
    DELCIDIO: Pra não dizer que não tem nada tem uma ligação do Jader pra mim eu acho que dezembro de 2006 e depois duas ou três ligações em no segundo trimestre de 2007
    EDSON: O que eu posso fazer, a única coisa que eu posso fazer (...)
    DIOGO: Considerando que são dois senadores se falando né
    BERNARDO: Se falando...rs
    EDSON: O que tenho feito e você pode utilizar quando sai alguma reportagem dessa eu vou pra imprensa faço uma nota eles não publicam aí eu boto no meu facebook então você pode usar isso Mato Grosso.
    DELCIDIO: Você acha que eu ia chamar pra falar com um pastor que não sabe falar
    EDSON: Mas o que vier daqui pra frente esse é o procedimento eu tenho negado tudo e vou continuar negando
    BERNARDO: Mas, mas ele...
    DELCIDIO: Isso é importante (...) Então Bernardo o que que eu vou fazer: eu amanhã tô indo a São Paulo já vou conversar com ele e nós....Você semana que vem não tá aqui né? Como que eu falo com você? Não. Eu eu vou fazer o seguinte da conversa amanhã eu acordei com você pra você tabelar com ele. E em princípio Bernardo, é São Paulo
    BERNARDO: Eu fiquei muito preocupado porque o Edson ele comentou que por duas vezes
    foi revistado no.... aí eu falei foi até um dos motivos que eu falei então é melhor a gente não se encontrar porque os caras estão em cima.
    DELCIDIO: Eu combinei com eles o seguinte e aí também pra mim é mais seguro. Porque pô
    bicho do jeito que tá esse troço pelo menos (acordo em casa) na cabeça dele eu não sou eu tenho relação com ele o bicho quando você tá indo ele já foi e voltou umas dez vezes. Ele fala assim pô você ta vendendo os caras. Não ganho porra nenhuma e ai pô a operação que ele tá fazendo é pra ele. Ele pode pensar assim. Por isso que é importante que ele veja vocês. Ele...
    EDSON: Ele tem que sentir
    DELCIDIO: tem que sentir. Então porque que eu vou fazer. Eu amanhã vou lá vou explicar pra ele isso o que está acontecendo à luz aí do que vocês me contaram.
    EDSON: É bom o senhor ir também. Não é só advogado, porque porra advogado as pessoas
    ficam em dúvida.
    BERNARDO: Mas...não sei como colocar isso assim. Mas a gente precisa a gente ainda tem a possibilidade de fazer um acordo. E dessas informações serem usadas. Então a gente precisa desse posicionamento claro nesse momento assim.
    DELCIDIO: Claro. Claro
    BERNARDO: Isso foi indicação do meu pai. Falou ó é a hora deles me ajudarem
    DELCIDIO: Claro. Pô mas nós sempre andamos juntos
    BERNARDO: Tô falando do do...só que assim claro que tá no papel. Tá na mão do meu&


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