2 de nov de 2015

  • Irritados com ministro da Justiça, petistas não compreendem a independência da Polícia Federal



    O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva ganhou um indigesto presente da Polícia Federal na véspera do seu aniversário, comemorado neste 27 de outubro, quando completa 70 anos.
    A PF realizou uma operação de busca e apreensão no escritório da LFT Marketing Esportivo, de Luis Claudio Lula da Silva, filho de Lula.
    A atuação da PF fez crescer ainda mais a revolta e insatisfação dos petistas com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, acusado de não ter controle da Polícia Federal.
    E, realmente, não tem. A Polícia Federal não depende em nenhum momento da autorização de ninguém para fazer o seu trabalho. Pela Constituição, a corporação tem autonomia para conduzir investigações e inquéritos.
    Felizmente, a Polícia Federal é um órgão independente, sem qualquer subserviência ao ministro de Justiça ou à presidente da República.
    Por outro lado, ciente das ações independentes da PF, a investida da Operação Zelotes na empresa do filho de Lula, causou preocupação no Palácio do Planalto. O governo teme o “efeito dominó”. A avaliação é que o que desgaste de Lula respinga no PT e, por tabela, na presidente Dilma.
    Petistas, por sua vez, para sustentar o discurso de motivação política nas ações da Polícia Federal contra Lula e o PT, lembram que o então tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, foi alvo de um mandado de condução coercitiva, no âmbito da Lava Jato, na véspera do evento de comemoração de 35 anos do partido, em fevereiro. Vaccari acabou preso em abril, um dia antes de reuniões da Executiva e do Diretório Nacional do PT. Pura balela.
    Todavia, entre os presos pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento com fraudes no Carf está Mauro Marcondes Machado, sócio da Marcondes & Mautoni. Ele é acusado de negociar interesses de montadoras com conselheiros do Carf. A Marcondes & Mautoni Empreendimentos fez repasses à LFT Marketing Esportivo. Essa é uma das consultorias suspeitas de atuar a favor da medida provisória que prorrogou benefícios fiscais de montadoras de veículos, o que implica diretamente a empresa do filho de Lula, que não consegue explicar a origem valores que recebeu.

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