9 de nov de 2015

  • Caçados na ditadura, Dilma e Aldo hoje mandam, mas tem general de olho, preocupado com desmandos



    Mais de 4 milhões de clicks. Mais de 12 mil curtidas, mais de uma centena de comentários, centenas de compartilhamentos no Facebook. A matéria mais lida de Notibras nos últimos dias, que traz a manchete: “General aponta artilharia verbal contra Dilma e ministro da Defesa”, chama a atenção.
    Outros grandes portais de notícias do Brasil, além de Notibras, publicaram matéria sobre o documento produzido por Paulo Chagas, um general que agora comanda uma ONG de nome Ternuma – Terrorismo Nunca Mais, mas curiosamente as estatísticas da infovia deram a Notibras os créditos de maior repercussão entre todos.
    Os números não impressionam apenas pelo alcance de Notibras na internet, mas pela manifestação sobre o polêmico assunto que foi tratado. O cenário merece ser analisado com muita cautela. Até porque não há uma organização chamada Dinuma – Ditadura Nunca Mais.
    A curiosidade reside em pontos específicos, impensável para as novas gerações. Aqueles que viveram, foram forjados durante o período da ditadura militar, provavelmente guardam registros de um tempo em que ser comunista era uma autêntica forma de combater um regime totalitarista e repressivo. A foice e o martelo, marcas do comunismo, eram grife entre os jovens rebeldes.
    Alguns românticos acreditaram que além de neurônios, utilizar as mesmas armas dos militares poderia salvar a sociedade brasileira. A tática de guerrilha, de enfrentamento armado, de assaltos a bancos e sequestros, promovidos por combatentes anônimos que hoje são celebridades, quase nenhum resultado prático produziram, além de mortes e desaparecimentos de seus pares. E o pior: o Ato Institucional Nº 5.
    Muitos desses heróis anônimos, vários submetidos a torturas, reconhecem de forma autêntica, que nada passou de uma aventura muito corajosa e inconsequente. Outros utilizam sua biografia de terrorista com orgulho. É legítimo também. Não há como afirmar que a ditadura foi prolongada em consequência desses combatentes isolados que não lograram êxito em suas ações.
    Mas há como afirmar que o fim do período de trevas para a liberdade individual se deu com a competência cerebral de ilustres brasileiros que fizeram a transição para a liberdade sem dar um único tiro. Com o apoio de uma sociedade revigorada por uma juventude informada e lúcida. Com a unanimidade da intelectualidade existente.
    É claro que nem a maioria dos militares deseja um regime totalitário, sublinhando que o Brasil tem em suas armas um contingente popular, formado por militares que têm origem simples, ao contrário de outros países onde existem castas nessas forças. Mas a curiosidade sobre a matéria do general está em ele fazer referência a duas celebridades sobreviventes daquele tempo: Dilma Rousseff e Aldo Rebelo. Uma ex-guerrilheira que é a chefe do Estado que a torturou e um ministro comunista que comanda, imaginem, as Forças Armadas.
    Se existe no mundo um exemplo de tolerância certamente vivemos em um dos maiores cenários onde uma única existência pode observar uma mudança tão radical como a que estamos presenciando.
    Os regimes totalitários, entretanto, podem ser apresentados como regimes armados cujo conceito é a força, ou como regime de manipulação, no qual o conceito é a ilusão. Ambos são devastadores, trazem sofrimento aos cidadãos.
    O Brasil não foi capaz de encontrar o caminho do meio. Preferiu ser enganado do que levar bala. Não tinha opção. Hoje os brasileiros recebem mais tiros perdidos nas ruas do que na época da ditadura. A covardia é a mesma.
    Sua maior arma, que é o voto, está abastecida por uma munição mentirosa, exposta pelo juiz-herói Moro, que provou onde estão a saúde, a segurança e a educação brasileiras: nos bancos suíços. Em contas de muitos que combatiam a ditadura com um discurso de liberdade que eles próprios hoje cerceiam com a ganância de sair da pobreza para degustar charutos cubanos. É nefasto o efeito desses falsos guerrilheiros.
    O general deve mesmo ter preservado o seu espaço de manifesto e se ele ganha a adesão de milhares de cidadãos, então algo está no ar.
    Como na ditadura, o brasileiro mais humilde, simples e verdadeiro, lá de Garanhuns (com certeza lá existem pessoas honradas), é refém de um Estado cruel que criou uma ditadura de ilusão tão desonesta quanto aquela das armas que vivemos no passado negro.
    Conclusão: tudo é uma grande mentira. E agora?
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