28 de out de 2015

  • Sem sindicatos, caminhoneiros declaram greve pela saída de Dilma Rousseff


    "O maior inimigo da autoridade é o desprezo, e a maneira mais segura de solapá-la é o riso."  – Hannah Arendt 

    Claramente, há dois movimentos de caminhoneiros no Brasil.

    Os com sindicatos que vivem ameaçando greve e depois abrem as pernas diante da primeira 'oferta' do governo.

    E os que não tem sindicatos, aqueles que organizaram o primeiro protesto de 2015 e que não se dobram facilmente.



    Com o Slogan: 'agora é pelo Brasil', os caminhoneiros liderados por Ivar Luiz Schimdt, prometem fechar rodovias e parar o Brasil de ponta a ponta, exigindo a saída de Dilma da presidência, em face do total descaso e dos descumprimento do que foi prometido no início do ano, após o fim da primeira greve geral de caminhoneiros. Resta saber se tal greve programada com semanas de antecedência vai vingar.

    Abaixo segue a nota publicada pelo Comando Nacional do Transportes no Facebook:

    Gostaríamos em nome de todos os transportadores desse país comunicar que a partir do dia 09/11/2015 iniciaremos uma nova paralisação nacional da categoria, apoiados dessa vez pelos movimentos sociais Vem Pra Rua, Revoltados Online, Avança Brasil Maçons BR e o Movimento Brasil Livre, a pauta conjunta é a RENUNCIA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEF e seus “gerentes”, para que possamos voltar a ter credibilidade aos olhos do mundo e recuperar nossa combalida economia destruída pela irresponsabilidade com o dinheiro do povo brasileiro, ou seja, nosso dinheiro. 

    Essa decisão do nosso movimento se ampara, principalmente no fato de que o governo não atendeu reivindicações fáceis de serem atendidas, como por exemplo, a anulação das multas referentes a manifestação passada, bastando pra isso no máximo 15 minutos de boa vontade da Presidência e doMinistro da Justiça.


    Provaram que não se importam com nossa categoria que já esta massacrada pelos exploradores dos grandes grupos multinacionais. Segue nossa pauta para o próximo governo:

    1 – Que seja atendido nossa pauta entregue em Março na sua integralidade;
    – Redução do óleo diesel,
    – Criação do frete minimo,
    – Anulação das multas nas nossas manifestações anteriores,
    – Reserva de mercado de 40% nas cargas onde o governo é agente pagador,
    – refinanciamento onde TODOS os bancos aceitem,
    – Respeito as decisões do fórum do transporte que foi criado,
    – Liberação de crédito com juros subsidiados no valor de 50.000,00 para transportadores autônomos.

    2- Regulamentação da profissão de motorista:
    – Aposentadoria com 25 anos de contribuição,
    – Salario unificado em todo território nacional, bem como gratificações,

    3- Fator previdenciário permanecer em 1% para as empresas de transporte de cargas.
    Não nos negamos a contribuir com o país, mas queremos que o país também faça sua parte conosco, uma vez que somos a ÚNICA categoria nesse país que trabalhamos hoje, pelo mesmo valor de 10 anos atrás.

    InformaçõesIvar Luiz Schmidt, Lider do Comando Nacional do Transporte


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