17 de out de 2015

  • PM decreta sigilo de informações da corporação por até 15 anos



    • Beckenbauer saberia da transação
      Beckenbauer saberia da transação
    O futebol alemão pode estar diante de um dos maiores escândalos da sua história. Segundo informações da revista Der Spiegel, a escolha da sede da Copa do Mundo de 2006 pode ter sido comprada.

    A revista informa que o então presidente da Adidas, Robert Louis-Dreyfus, bancou um caixa 2 de 10,3 milhões de francos suíços, o equivalente a 13 milhões de marcos alemães na época, para o comitê responsável pela candidatura alemã.

    O presidente do comitê, Franz Beckenbauer, o presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Wolfgang Niersbach, e outros funcionários do alto escalão do futebol alemão sabiam da transação, afirma a revista.

    Aparentemente o dinheiro foi usado para comprar os votos dos quatro representantes asiáticos no comitê executivo da Fifa, composto por 24 pessoas. Os quatro asiáticos de fato votaram para a Alemanha como sede da Copa, na eleição de julho de 2000. Além disso, o neo-zelandês Charles Dempsey se absteve na último turno da votação, o que deu a vitória para a Alemanha, por 12 votos contra 11.
    Ampliar

    Os escândalos da Fifa sob o comando de Joseph Blatter11 fotos

    8 / 11
    Caso Bin Hamman - Homem de negócios do Qatar e presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Mohamed Bin Hammam entra no páreo da eleição presidencial da Fifa em maio de 2011. O Comitê de Ética, que suspeita que o catari comprou votos na Concacaf, abre um processo contra ele e Jack Warner, então presidente da vice-presidente da Concacaf e da FIFA. Bin Hamman retira a candidatura e é suspenso temporariamente Fifa até a conclusão das investigações. Mais tarde, o dirigente é declarado culpado por peculato à frente da AFC e do Comitê Executivo da Fifa entre 2008 e 2011 e banido das atividades ligadas ao futebol pela entidade. Jack Warner também renuncia a seus cargos à frente da Concacaf e da Fifa. Ahmad Yusni/EFE

    O dinheiro para o caixa 2 foi emprestado ao comitê por Louis-Dreyfus, como pessoa física, de forma sigilosa, em 6 de julho de 2000. Esse dinheiro não apareceu na contabilidade do comitê que cuidava da candidatura nem, mais tarde, na do comitê organizador.

    Porém, cerca de um ano e meio antes da Copa de 2006, Louis-Dreyfus pediu o dinheiro de volta, então o equivalente a 6,7 milhões de euros. Por isso o comitê organizador, que tinha Beckenbauer como presidente e Niersbach como vice, teve de pensar numa maneira de devolver o empréstimo.

    Para devolver o dinheiro, eles teriam usado a Fifa. A Alemanha bancou uma contribuição de 6,7 milhões de euros para uma cerimônia de gala na abertura da Copa, em Berlim. A cerimônia foi mais tarde cancelada. O dinheiro foi transferido para uma conta da Fifa em Genebra e, de lá, para uma conta de Louis-Dreyfus em Zurique, afirma a Der Spiegel.
    DFB nega acusação

    Em nota, a DFB reconheceu a existência do pagamento de 6,7 milhões de euros para a Fifa em abril de 2005 e que o dinheiro possivelmente não teve o fim a que se destinava. A federação alemã negou, porém, que o dinheiro tivesse alguma relação com a escolha da sede da Copa de 2006, cinco anos antes.

    Segundo a DFB, o dinheiro era destinado ao programa cultural da Fifa, que previa a realização de quase 50 projetos relacionados à Copa do Mundo. Não está claro, porém, onde esses recursos foram parar, acrescenta a federação.

    A DFB afirmou ainda que está investigando o caso e que avalia exigir de volta o dinheiro pago à Fifa.

    A Federação Alemã de Futebol afirmou ainda que, no contexto das acusações de corrupção relacionadas à Fifa, decidiu iniciar uma investigação interna sobre a escolha da sede da Copa de 2006. Segundo a DFB, não foram encontradas irregularidades nem indícios de que votos teriam sido comprados.

    A DFB negou que o pagamento à Fifa esteja relacionado com a escolha da sede da Copa do Mundo de 2006.

  • 0 comentários:

    Postar um comentário

    Art. 5°, CF

    VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

    Copyright @ 2014 Descobrindo as Verdades.