27 de out de 2015

  • 'Parada do Orgulho Louco' no RS gera polêmica com entidades médicas


    Caminhada é realizado desde 2011 em Alegrete, na Fronteira Oeste.
    Entidades médicas afirmam que doentes mentais são expostos no evento.


    Evento foi realizado na semana passada na cidade de Alegrete, no RS (Foto: Divulgação)Evento foi realizado na semana passada na cidade
    de Alegrete, no RS (Foto: Divulgação)
    Uma caminhada chamada "Parada Gaúcha do Orgulho Louco", realizada em Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, na última sexta-feira (23) tem gerado polêmica no meio da assistência mental. Enquanto a organização alega que o evento teve o objetivo de conscientizar a sociedade quanto à aceitação de doentes mentais, sete entidades médicas encabeçadas pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) reclamam da exposição pública de quem sofre de enfermidade mental.
    De acordo com a psicóloga, presidente da Câmara Municipal de Alegrete e organizadora do evento, Judete Ferrari, aproximadamente 4,5 mil pessoas de Alegre e região caminharam nas ruas da cidade para chamar atenção sobre o tema da inserção social dos doentes mentais. Ela nega que algum enfermo tenha sido exposto ou colocado em risco.
    “Acho que eles (o Simers) não entenderam o tema ‘Amai-vos uns aos loucos’, no qual as pessoas se engajaram em uma coisa chamada solidariedade com o outro, de se colocar no lugar do outro, do diferente, do esquisito, de quem não está dentro do padrão da sociedade”, afirma a psicóloga.
    Por meio de nota, a entidade médica classificou a caminhada como “revoltante e degradante” além de citar a “irresponsabilidade e falta de sensibilidade daqueles, cuja missão seria justamente cuidar e proteger o enfermo, expondo-o publicamente”.
    De acordo com a organizadora, o evento foi idealizado em 2011 pelos próprios doentes mentais, “para enfrentar o preconceito” e acabou atraindo a atenção não só dos enfermos, como também de familiares, servidores da rede de assistência de saúde e representantes da sociedade civil.
    “Acho que eles podem têm uma concepção equivocada do que é a parada”, disse Judete ao falar sobre a politica antimanicomial que prevê o esvaziamento de hospitais psiquiátricos com a inserção de doentes mentais no convívio social. “São usuários que viveram o sofrimento de dentro dos hospitais e que não querem mais saber de voltar para lá”, afirmou.
    De acordo com Simers, entidades médicas analisam medidas que possam responsabilizar civil e criminalmente os organizadores da parada.
    Via G1
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