13 de out de 2015

  • Maduro diz ver tentativa de 'golpe de Estado' contra Dilma Rousseff


    Declaração foi feita após reunião com Evo Morales na Bolívia.
    Maduro diz que ambos veem situação no Brasil com 'preocupação e alarme'.



    Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, durante a abertura da Cúpula das Américas, no Panamá, nesta sexta (10) (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
    Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em foto
    de arquivo (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)
    Os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia, denunciaram nesta terça-feira (13), em Cochabamba, na Bolívia, que há uma tentativa de golpe de Estado contra a colega Dilma Rousseff e um ataque contra governos populares da região.
    Maduro, que participou na segunda-feira de uma conferência mundial de movimentos sociais sobre as mudanças climáticas no povoado de Tiquipaya, sob jurisdição de Cochabamba (centro), se reuniu com seu colega boliviano para analisar temas de cooperação bilateral e assuntos regionais.
    O presidente venezuelano disse que, na reunião bilateral com Morales, ambos encararam "a situação no Brasil com muita preocupação e alarme".
    "Tanto o presidente Evo Morales quanto minha pessoa manifestamos nossa preocupação e vamos iniciar um conjunto de consultas porque parece se anunciar no Brasil, com uma nova modalidade, um golpe de Estado contra a presidente Dilma Rousseff e contra o movimento popular", disse Maduro em uma coletiva de imprensa conjunta com o governante boliviano.
    "Não vamos ficar calados diante de uma tentativa de golpe de Estado no Brasil, nem em nenhum lugar da América Latina e do Caribe", disse Maduro.
    Morales havia antecipado em agosto passado seu temor de um golpe de Estado no Brasil e considerou que a região deveria agir em conjunto para defender a institucionalidade no país.
    Os dois governantes esquerdistas, amigos e aliados políticos, ressaltaram a situação difícil atravessada por sua colega brasileira, afundada em uma crise de governabilidade, acusações de corrupção contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e uma popularidade baixa.
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