17 de out de 2015

  • Governo húngaro proíbe definição comunista e censura Marx, Engels e Lenin


    Os que sofreram sob o domínio de um regime comunista querem apagar qualquer vestígio dessa praga que consegue ser pior que a RELIGIÃO!

    Governo húngaro proíbe definição comunista e censura Marx, Engels e Lenin
    hungria
    (Em galego).
    Diário Liberdade.
    - Hungria – Primeira Linha – A vaga reacionária e anticomunista que se desenvolve em alguns dos estados que fizeram parte da área de influência da União Soviética prossegue.
    Em países como a Estonia, Letónia, República Checa, Lituania, Roménia, os partidos comunistas estão proibidos, tiveram que mudar por lei a sua simbologia (foice e martelo) ou devem superar obstáculos inviáveis para agir na legalidade.
    A tendência chega ao paroxismo da República Checa, onde a marca de cerveja holandesa Heineken não pode comercializar os seus produtos com a estrela vermelha.
    Polo seu interesse, difundimos a nota informativa do PCOH, agora denominado Partido Operário Húngaro http://www.munkaspart.hu/, assinada por Gyula Thürmer, Presidente do Partido Comunista Operário Húngaro.
    O Partido Comunista Operário Húngaro realizou o seu 25º Congresso Extraordinário em 11 de maio de 2013, em Budapest. Nele, mudamos o nome do partido. Agora a nossa organização chama-se Partido Operário Húngaro. A mudança de nome do partido não significa nenhuma mudança política nem ideológica. Queremos continuar a nossa luta contra o capitalismo abertamente e não forçados à ilegalidade. Por isso o Congresso modificou o nome do partido para permitir o seu registo como Partido Operário Húngaro. Ainda que tenha mudado o nosso nome, os nossos princípios não mudaram. Seguimos sendo um partido marxista-leninista e comunista em luta contra o capitalismo.
    Fomos obrigados a reunir este Congresso porque o governo húngaro lançou um novo ataque, muito sério, contra o partido. Em 19 de novembro do ano passado, o parlamento em Budapest adotou um novo estatuto proibindo o uso público de nomes ligados aos “regimes autoritários do século XX”.
    Esta lei entrou em vigor no dia 1º de janeiro deste ano. De acordo com a Constituição Húngara e a política do governo atual, os “regimes autoritários” são a ditadura fascista de Ferenc Ssalasi, que existiu entre outubro de 1944 e abril de 1945, e todos os governos da construção socialista entre 1948 e 1990. Notem que não se inclui a ditadura de Myklos Horthy de 1919 a 1944.
    De acordo com isso, nenhum partido político, companhia, meio de comunicação, rua, praça ou lugar público pode incluir o “nome de pessoas que tenham jogado um papel dirigente na fundação, desenvolvimento ou manutenção dos regimes autoritários do século XX, nem palavras, nem expressões, nem nomes de organizações que podam relacionar-se diretamente com os regimes autoritários do século XX”.
    Isso significa que as 43 ruas Lenine, 36 ruas Karl Marx e seis rua Estrela Vermelha foram rebatizadas. Também o seriam as 44 ruas Libertação, que comemoram a libertação da Hungria do Facismo hitleriano, e as 53 ruas Endre Sagvari, que honram o mártir antifascista mais importante da Hungria, assassinado em 1944 pela polícia fascista. O seu nome não se deve mencionar. Todas as ruas Exército Popular, Frente Popular e República Popular devem desaparecer. A conhecida Praça Moscovo em Budapest foi rebatizada recentemente.
    Com efeito, o uso público de palavras e categorias tais como “comunista”, “socialista”, “libertação” e muitas outras tornaram-se ilegais.
    Porque as forças pró-capitalistas atacam o nosso partido? Porque a Hungria está em crise. Quase 500 mil pessoas estão oficialmente registadas como desempregadas, algo mais que 11% da força de trabalho. Uma quantidade parecida de jovens trabalham noutros países da União Europeia, principalmente Gram Bretanha, Áustria e Alemanha, porque não encontram emprego no seu país. Ainda assim, a taxa de desemprego juvenil (menores de 25 anos) na Hungria está em mais de 28%.
    O governo do partido Fidesz -Uniom Cívica Húngara- dirigido pelo primeiro ministro Viktor Orban conhece bem estes dados, enquanto proclama o “milagre econômico”. A realidade é que muita gente do povo está em situação pior, mais do que nunca.
    As forças capitalistas na Hungria sabem muito bem que somente o nosso partido propõe uma alternativa real ao desemprego massivo, à pobreza e à ocupação colonial da Hungria pelas companhias multinacionais.
    Cada vez mais gente desperta e dá-se conta que não só os governos capitalistas som responsáveis pela sua difícil situação, mas, que é o sistema capitalista em geral que não funciona, ao menos para eles. Também apreciam que os comunistas húngaros estão ao lado dos trabalhadores. O nosso partido tem acumulado um considerável capital moral na nossa sociedade.




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