1 de out de 2015

  • Dilma deu R$ 32 bilhões para usinas dos Sarney e de Eike Batista


    A diferença entre o discurso na ONU e a realidade: 

    Dilma destinou R$ 32 bilhões para termelétricas ligadas à família Sarney e Eike Batista.


    A presidente Dilma Rousseff voltou a mentir durante a Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável na sede de ONU em Nova York neste domingo (27), quando destacou seu "compromisso" com o meio ambiente..

    Nos últimos anos, o governo Dilma comprou mais de R$ 1 bilhão por mês de energia de termelétricas . São usinas altamente poluentes controladas por grupos ligados ao PT. Para favorecer estes grupos, o governo boicotou a compra de energia limpa e inviabilizou a conexão da rede nacional dos produtores de energia eólica.

    Apenas Entre 2012 e 2014, o governo e a Aneel drenaram R$ 32 bilhões para as termelétricas amigas de grupos ligados à família Sarney e Eike Batista, repassando os custos ao consumidor. Este valor pode chegar a mais de R$ 50 bilhões em 2015. Além do impacto ambiental, a alta no custo da energia levou milhares de empresas à falência e inviabilizou setores da indústria, obrigando dezenas empresas siderúrgicas a se transferirem para Bolívia e Paraguay.

    Para garantir o repasse de recursos para as usinas termoelétricas, o governo Dilma autorizou o repasse dos custos adicionais para todos os consumidores brasileiros e não apenas os consumidores das regiões onde as usinas são acionadas.

    Há mais de oito anos, a Aneel mantém na gaveta 640 projetos para novas Pequenas Centrais Hidrelétricas. Dilma é amante das termelétricas desde os final dos anos 90, quando era secretária estadual de Minas e Energia no governo Olívio Dutra.

    Os verdes campos do município gaúcho de Candiota (RS), parte do cenário de “O Tempo e o Vento”, encobrem uma riqueza que gera empregos, renda, cinzas e gases poluentes. No seu subsolo estão estocados 2,7 bilhões de toneladas de carvão mineral – o que representa 38% das reservas de todo o país. Ali funciona há 40 anos a Usina Termelétrica Presidente Médici. O histórico de agressões ao meio ambiente é registrado ano a ano, mas o governo mantém a usina em atividade para garantir a “segurança energética” da região sul do estado.

    Na pequena cidade, os limites de emissões atmosféricas e a qualidade do ar respirado pelos moradores têm sido desrespeitados, inclusive na Fase C, que começou a operar apenas em 2011.

    Segundo relato dos moradores de Candiota, município localizado a 390 quilômetros de Porto Alegre, as cinzas caem sobre os carros, na roupa no varal e nos móveis. A termelétrica consome 13 mil toneladas de carvão e lança cerca de 60 toneladas de cinzas todo dia na bacia aérea da região. São 22 mil toneladas de cinza por ano. 

    Os moradores falam também de doenças respiratórias que seriam decorrência dos gases poluentes, como o SO2 (dióxido de enxofre). Até mesmo moradores do município de Aceguá, na fronteira com o Uruguai, falam dos efeitos da poluição provocada pela termelétrica.

    A Fase C da usina, com potência de 350MW, tem uma madrinha dedicada desde o final dos anos 90: a presidente Dilma Rousseff. Ela conseguiu transferir para a Eletrobrás os equipamentos comprados 20 anos antes e estocados na França. Ela era então a secretária estadual de Minas e Energia no governo Olívio Dutra. Mas o projeto só saiu do papel em 2007, quando foi incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) – programa coordenado por Dilma.

    O uso do carvão mineral para produção de energia está na contramão da tendência mundial. A queima do produto produz efluentes tóxicos, como metais pesados, e libera gases poluentes para a atmosfera, agravando o aquecimento global. 

    Contrariando seu discurso na ONU, Dilma continua apostando nessa energia suja. Todos as inciativas do governo Dilma envolvendo energia suja são anteriores à crise energética de 2014. Em 2012, a Eletrobrás CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica) abriu processo para iniciar o licenciamento ambiental para a Fase D da usina, com mais 600MW.

    No mesmo ano, sob a anuência de Dilma, mais três usinas iniciaram o processo de licenciamento ambiental para se instalar em Candiota. A termelétrica Pampa Sul iniciou as obras de terraplanagem no povoado de Seival. Quando estiverem todas funcionando, vão gerar um total 2.713MW – pouco menos do que a Termelétrica de Jirau, em Rondônia.

    Estratégia energética de Dilma era evitar investimentos em energia limpa para favorecer o setor poluente e chegou a defender a postura do governo: "Se não tivéssemos construídos termelétricas, nós teríamos um brutal racionamento", afirmou Dilma ao justificar o alto custo da energia no Brasil.  "Entre faltar e ter energia", é melhor "pagar um pouco mais para ter", completou.

    Durante o governo Dilma, houve um aumento de mais de 3000% no uso de energia suja. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) conta com dezenas de Usinas Térmicas, com a de Igarapé, Termonorte 2, Bahia I, Sepé Tiaraju, Palmeiras do Goiás, Enguias, Araucária, Muricy, Arembepe, Nutepa, Daia, Petrolina, Goiânia 2, Camaçari, Carioba, Brasília,  Potiguar, Potiguar III, Pau Ferro, Termomanaus e Xavantes. entre outras tantas.

    A Operação Lava Jato chegou ao setor elétrico do governo ao descobrir esquemas de desvios na Eletronuclear, subsidiária da estatal federal Eletrobras, em licitação para as obras da usina nuclear de Angra 3. São grandes as chaces de que existam muitos  outros esquemas de corrupção encobertos pelas cinzas e gases poluentes das Usinas Térmicas de Dilma.



  • 0 comentários:

    Postar um comentário

    Art. 5°, CF

    VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

    Copyright @ 2014 Descobrindo as Verdades.