2 de out de 2015

  • Babando de ódio, Cunha agora vai dar início ao impeachment


    Babando de ódio, Cunha agora vai dar início ao impeachmentO presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cancelou a viagem à Itália, onde participaria do Fórum Parlamentar Itália – América Latina e Caribe. Atingido em cheio pela artilharia do procurador-geral Rodrigo Janot, Cunha está politicamente arrasado. Depois de ter proclamado na CPI da Petrobrás que não possuía conta no exterior, como conseguirá justificar os cinco milhões de dólares que tinha na Suíça? Portanto, Cunha não tem mais futuro na política e dificilmente escapará da prisão. E como não tem condições de atingir seu arqui-inimigo Janot, o presidente da Câmara vai revidar atacando outra adversária, a presidente Dilma Rousseff, e vai lutar feito um leão para aprovar o impeachment dela no Congresso.
    PEDIDOS REJEITADOS
    Esta semana passada, ele já recusou três pedidos de abertura de processo. Dentro de mais alguns dias, quando rejeitar o requerimento mais importante, apresentado pelo ex-deputado Helio Bicudo, pela professora universitária Janaina Paschoal e pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr., o presidente da Câmara enfim estará dando o pontapé inicial para derrubar Dilma, porque os partidos de oposição vão recorrer ao plenário e já têm número suficiente para aprovar a abertura do processo.
    O recurso ao plenário será o ponto-chave da questão, porque necessita apenas de maioria absoluta, o que significa apoio de somente 257 deputados. Na última contagem dos partidos de oposição, já havia na Câmara 286 votos a favor do impeachment, e este número não parou de aumentar.
    Caso derrubem a decisão de Cunha, é aberta uma comissão especial que dá parecer ao plenário. Na votação desse parecer, se pelo menos 342 dos 513 deputados forem favoráveis à abertura do processo de impeachment, Dilma é afastada do cargo por 180 dias, para ser julgada pelo Senado
    UM FAVOR A LULA…
    No desespero, há duas semanas o ex-presidente Lula procurou Eduardo Cunha pessoalmente para lhe pedir que não aceitasse abrir processo contra Dilma. O motivo dele se curvar diante de Cunha é simples: Lula sabe que o escândalo será irrefreável se for aberto o processo, com nomeação da comissão especial, porque a pressão das ruas será avassaladora, não haverá salvação para o governo e para o PT.
    O curioso é que Cunha vai atender ao pedido de Lula, e o fará prazerosamente, por saber que, ao rejeitar o pedido de Bicudo/Janaina/Reale, na verdade estará facilitando o impeachment.
    Se o processo de impeachment for aprovado pelo plenário da Câmara, o julgamento vai correr no Senado, presidido pelo ministro Ricardo Lewandowski, que tentará o milagre da preservação do mandato de Dilma, mas a pressão da opinião pública falará mais alto. Vai ser o maior espetáculo da Terra, como diria o genial cineasta Cecil B. de Mille.
    JULGAMENTO NO TCU
    Na verdade, a conjunção dos astros na política não está nada boa para Dilma, que vive seus últimos dias de Pompéia. Na próxima semana o Tribunal de Contas da União vai julgar a prestação de contas dela, que terá parecer contrário dos auditores, devido não somente às pedaladas fiscais, mas também aos dez decretos ilegais que Dilma assinou liberando gastos sem autorização do Congresso, o que configura crimes de responsabilidade em sequência.
    Ao mesmo tempo, o processo movido contra a chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral, por crimes cometidos na campanha, já voltou a tramitar, tendo como relator o ministro Gilmar Mendes, e esta semana surgiram provas materiais de uso de dinheiro da propina na campanha eleitoral do PT/PMDB.
    Tradução simultânea: como dizem os americanófilos, o mandato de Dilma Rousseff não vale uma nota de três dólares. E se Michel Temer conseguir se safar e permanecer no governo, será um milagre político e jurídico.
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