25 de fev de 2015

  • Planalto se preocupa com as mobilizações para 15 de março. PMDB tenta fazer as pazes com a sociedade.


    A coisa está crescendo. Planalto se preocupa com as mobilizações para 15 de março. PMDB tenta fazer as pazes com a sociedade.
    Cada vez que aumenta a discussão sobre o impeachment da Presidente, o governo reage e investe suas baterias no discurso de que um processo de impeachment é golpe da oposição. Observem o gráfico abaixo. Quando no dia 10 de fevereiro as menções ao “impeachment” no twitter se aproximaram de 50 mil em um só dia, o governo se alarmou e reagiu. Observem que no dia 12, dois dias após, a palavra “golpe” subiu inexplicavelmente e chegou a 150 mil menções. Isso prova de que há um batalhão de pessoas trabalhando para deter qualquer mobilização e reação que se inicie nas redes.
    Nos últimos dias a palavra “golpe” voltou a subir em número de menções. Se a direita desejar vencer tem que persistir, nas redes e nas ruas. 
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    Por outro lado, o que pode ser encarado como sinal positivo, o PMDB tem se apresentado cada vez mais para a sociedade como menos governista e mais independente. As posições de confronto assumidas pelo novo Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o próprio programa do partido que foi ao ar essa semana, que tem um discurso de independência em relação ao governo de Dilma, são amostras claras de que algo de importante paira no ar.
    O que isso pode significar?
    Alguns diriam que o PMDB já vislumbra a possibilidade de que Dilma Roussef venha a ser realmente implicada nas denuncias do Petrolão e que o Legislativo, empurrado pela opinião pública, seja forçado a iniciar um processo de Impeachment. Logo no início, possivelmente, Dilma iria renunciar e o PMDB talvez fosse o maior vencedor político do imbróglio.  
    Alguns diriam que ia ficar tudo na mesma, que seria trocar seis por meia dúzia. Que só adiantaria uma Intervenção Militar. Estão errados. Se a sociedade conseguir colocar o PT pra fora do governo, o partido deve ficar um bom tempo sem colocar os pés no Executivo Nacional. E seus satélites,  outros partidecos de esquerda e movimentos sociais como MST logo ficariam desmonetizados. Some-se a isso o fato do demonstrado poder de mobilização da sociedade servir como grande poder dissuasório em relação à má administração da coisa pública.
    Há mobilizações marcadas em todo o Brasil para a segunda quinzena de Março. Em várias capitais há centenas de milhares de confirmações para o dia 15 de março e no Rio e São Paulo haverá manifestações, ale do dia 15, também no dia 13, uma sexta-feira.

    Robson A.D.Silva – Revista Sociedade Militar

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