4 de fev de 2015

  • ‘Não há uma cidade do Brasil que não tenha obras superfaturadas’, afirma Promotor de Justiça


    ‘Não há uma cidade do Brasil que não tenha obras superfaturadas’, afirma Promotor de Justiça


    Em entrevista ao tabloide El País, o promotor de justiça de SP, Marcelo Batlouni Mendroni, fui enfático em dizer que ’Não há uma cidade do Brasil que não tenha obras superfaturadas’
    O promotor é autor da denúncia, de 2012, um grupo de empreiteiras suspeitas de fraudar uma concorrência pública para obras do metrô paulista. Embora sejam casos completamente distintos – um afeta o Governo Federal, comandado pelo PT, e o outro o Governo paulista, a cargo do PSDB –, chama a atenção a repetição dos “personagens” da esfera privada.

    “Não há uma prefeitura, um Estado no Brasil, sem contratos superfaturados de obras, de prestação de serviços”, disse o promotor, doutor pela Universidad Complutense de Madrid, na Espanha, com pós doutorado na Università di Bologna, na Itália. Em entrevista ao EL PAÍS, na sede do Gedec, órgão do Ministério Público paulista criado em 2008 para investigar delitos de ordem econômica, Mendroni comparou as empresas envolvidas em escândalos dessa natureza à máfia italiana.
    Ao ser questionado sobre sua opinião sobre o financiamento público de campanhas políticas, o promotor respondeu:
    “Eu sou um pouco radical nessa questão. Eu, por exemplo, me questiono por que tem que ter o financiamento público ou privado de campanha… Por que as grandes empresas querem financiar as campanhas? Porque elas têm interesses. Não é de graça. Não é ideológico. Elas bancam candidaturas indistintamente, de vários partidos, sem nenhuma ideologia política, dos concorrentes diretos. Isso é o óbvio ululante. Só não enxerga quem não quer ver. É um ciclo vicioso: eles financiam as campanhas e depois cobram de alguma forma, seja para facilitar os contratos com essas empresas, que são superfaturados e é, muitas vezes, a forma como recebem o dinheiro investido de volta.”

    A entrevista na integra pode ser acessada através do portal El País

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