19 de jan de 2015

  • A EXECUÇÃO NA iNDONÉSIA E A CORRUPÇÃO NO BRASIL



    A execução de qualquer pessoa é sempre triste, mas não há razão para palavras de revolta contra a decisão da justiça e do governo da Indonésia. Lá, as leis existem e são cumpridas. Podem ser duras, mas são leis e leis devem ser cumpridas.
    As drogas destroem vidas e quem as porta assume o risco de matar – e matar, às vezes, apenas por dinheiro, como é o caso dos traficantes. Da mesma forma, o corrupto que rouba recursos públicos assume o risco de matar indiscriminadamente qualquer brasileiro que, sem recursos, precise da rede de saúde pública e não encontre hospitais decentemente equipados porque o dinheiro foi parar nos bolsos de pessoas ou no caixa de partidos que querem continuar no poder para continuar roubando mais e mais.
    O corrupto também assume o risco de matar quando o dinheiro que desvia falta na educação pública, deixando crianças e jovens à mercê da ignorância e da desesperança, caminhos curtos para o crime, reforçados pelo mau exemplo de impunidade que vem de cima e, de um modo ou de outro, colocará a sociedade em perigo.
    O governo que reage “indignado”à execução de um brasileiro no exterior é o mesmo que, aqui, tenta impedir a apuração das denúncias de corrupção, seja por meio da desmoralização das CPIs, seja por manifestações contraditórias de um de seus mais importantes órgãos de controle, seja pela insistência em manter no cargo pessoas que, no mínimo, se mostraram incompetentes na gestão da maior empresa brasileira e a levaram à desmoralização internacional, ou, ainda, por se recusar a dar uma só palavra de condenação, mesmo em suas instâncias partidárias internas,  aos companheiros apenados pela Justiça e ainda tentar desmoralizar o juiz responsável pelas condenações.
    A despeito do discurso vazio de compromisso com a moralidade, nunca antes respeitado até perceber que dava votos, esses repetidos atos e omissões do governo, aos olhos da sociedade, podem ser compreendidos como incentivo à corrupção, leniência e, quiçá, cumplicidade.
    Não há bons e maus ou honestos e desonestos em governos.  No Brasil, temos um grupo umbilicalmente ligado entre si por provas ou fortes indícios de se ter beneficiado de campanhas eleitorais feitas com dinheiro roubado  e que, portanto, deve sua ascensão à corrupção e sua inseparável companheira, a mentira. Nesse contexto, mesmo as boas intenções de alguns ficam de fora.
    Não é hora de se condenar um país por aplicar suas leis, mas de pensar o que há de errado com as nossas.
    Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/posts/view/o_rosario_de_tragedias_e_a_estrategia_editorial_do_medo

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